António Pires

A Ditadura da Palavra e do Pensamento

“Não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes”
António Aleixo.
 
Da entrevista concedida ao Jornal i, no pretérito dia 18 de Julho, pelo candidato à autarquia de Loures pelo PSD/CDS – PP/PPM, André Ventura, na qual foram alegadamente feitas declarações “racistas” e “xenófobas” em relação à comunidade cigana, acusada de “viver quase exclusivamente de subsídios do Estado” e de estarem “ acima das regras do Estado de Direito”, a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara lourense apresentou uma queixa - crime contra o seu autor.

Uma Tremenda Injustiça!

 
“Não somos o que dizemos; somos o crédito que nos dão”,
José Saramago, in O Ano da Morte de Ricardo Reis.
 

Pizzi: A Personificação da Humildade

Decorria a época futebolística de 2006/2007. O Grupo Desportivo de Bragança defrontava em casa o Sporting para a Taça de Portugal. O treinador, Lopes da Silva, tem a ousadia de, durante a segunda parte do jogo, lançar o miúdo de 17 anos que dá pelo nome (artístico) de Pizzi. Tendo em conta a irrepreensível prestação do debutante, na bancada, com um grupo de amigos, arrisquei o vaticínio: “ Este garoto, se não se estragar, vai longe”.

A Festa (Negócio) dos Anos 80

Numa dada sexta – feira do mês de Julho de 2016, “ofereceram-me” quatro bilhetes para ir à Festa dos anos 80, realizada no jardim do Museu Abade Baçal. Feita a distribuição dos ingressos pelos meus três amigos, à entrada (munidos do “livre trânsito”), apercebemo-nos de que aquilo cheirava a embuste: os responsáveis da dita, donos de um afamado bar nocturno desta cidade, cobraram 5 euros pela entrada, com “direito” a pagar 2 euros por uma cerveja, 1,50 euros por uma água sem gás e 7,50 euros por um de gin tónico, cuja bebida alcoólica era pouco mais do que o cheiro.

A Imagem do Funcionário Público

No longínquo ano de 1985, com vinte e quatro anos de idade, entrei para a função pública, com início de funções na Zona Agrária de Bragança, passando orgulhosamente a fazer parte da numerosa e multifacetada família do Ministério da Agricultura e Pescas.

A Importância das Eleições Autárquicas

Na perspectiva da gente comum, validade pelo costume, as campanhas eleitorais são a garantia de que, até ao dia das eleições, a maior parte das promessas (humanamente exequíveis) feitas aos eleitores vão ser cumpridas até ao último dia do acto eleitoral: a gravilha, os paralelos e os montões de areia que permanecem, desde o primeiro dia dos quatro anos de mandato, à beira da estrada das aldeias, vilas e cidades, vão cumprir o propósito para que foram destinados.

O Novo (Des) acordo Ortográfico

Li com atenção o segundo de três textos publicados recentemente neste jornal pelo respeitado e eminente advogado da nossa praça, Dr. Júlio de Carvalho, a propósito do novo acordo ortográfico. Sendo este um tema que me é caro, e porque o nosso ilustre conterrâneo usou como força argumentativa um registo de linguagem que não condiz com a sua personalidade, ao considerar “fundamentalista” e “xenófobo”quem não é da sua opinião, não poderia, naturalmente, deixar de contribuir para este debate.

As Autárquicas e as Vitórias Antecipadas

A seis meses das eleições autárquicas, já se conhecem os vencedores no distrito de Bragança. Falta apenas a Comissão Nacional de Eleições validar o acto, dá-lo como encerrado e disponibilizá-lo à comunicação social.

Os incidentes de Torremolinos e a Falsa Questão Geracional

 
O caso da “atribulada” e vergonhosa viagem de finalistas dos jovens estudantes portugueses a Torremolinos, na quadra pascal, parece ter o cunho redutor, aos olhos de certos saudosistas, do falacioso simplismo geracional: “hoje os jovens não têm respeito por ninguém”, e “no nosso tempo é que havia educação”.

Respondendo ao “Caninófilo” João Rodrigues

Há uns meses escrevi um texto a propósito do fenómeno da “humanização” dos cães. De forma pertinente, julgo, chamava a atenção, entre outras coisas, para o facto de haver mais gente a defender os canídeos do que crianças e mulheres vítimas de maus – tratos.