António Pires

A Festa (Negócio) dos Anos 80

Numa dada sexta – feira do mês de Julho de 2016, “ofereceram-me” quatro bilhetes para ir à Festa dos anos 80, realizada no jardim do Museu Abade Baçal. Feita a distribuição dos ingressos pelos meus três amigos, à entrada (munidos do “livre trânsito”), apercebemo-nos de que aquilo cheirava a embuste: os responsáveis da dita, donos de um afamado bar nocturno desta cidade, cobraram 5 euros pela entrada, com “direito” a pagar 2 euros por uma cerveja, 1,50 euros por uma água sem gás e 7,50 euros por um de gin tónico, cuja bebida alcoólica era pouco mais do que o cheiro.

A Imagem do Funcionário Público

No longínquo ano de 1985, com vinte e quatro anos de idade, entrei para a função pública, com início de funções na Zona Agrária de Bragança, passando orgulhosamente a fazer parte da numerosa e multifacetada família do Ministério da Agricultura e Pescas.

A Importância das Eleições Autárquicas

Na perspectiva da gente comum, validade pelo costume, as campanhas eleitorais são a garantia de que, até ao dia das eleições, a maior parte das promessas (humanamente exequíveis) feitas aos eleitores vão ser cumpridas até ao último dia do acto eleitoral: a gravilha, os paralelos e os montões de areia que permanecem, desde o primeiro dia dos quatro anos de mandato, à beira da estrada das aldeias, vilas e cidades, vão cumprir o propósito para que foram destinados.

O Novo (Des) acordo Ortográfico

Li com atenção o segundo de três textos publicados recentemente neste jornal pelo respeitado e eminente advogado da nossa praça, Dr. Júlio de Carvalho, a propósito do novo acordo ortográfico. Sendo este um tema que me é caro, e porque o nosso ilustre conterrâneo usou como força argumentativa um registo de linguagem que não condiz com a sua personalidade, ao considerar “fundamentalista” e “xenófobo”quem não é da sua opinião, não poderia, naturalmente, deixar de contribuir para este debate.

As Autárquicas e as Vitórias Antecipadas

A seis meses das eleições autárquicas, já se conhecem os vencedores no distrito de Bragança. Falta apenas a Comissão Nacional de Eleições validar o acto, dá-lo como encerrado e disponibilizá-lo à comunicação social.

Os incidentes de Torremolinos e a Falsa Questão Geracional

 
O caso da “atribulada” e vergonhosa viagem de finalistas dos jovens estudantes portugueses a Torremolinos, na quadra pascal, parece ter o cunho redutor, aos olhos de certos saudosistas, do falacioso simplismo geracional: “hoje os jovens não têm respeito por ninguém”, e “no nosso tempo é que havia educação”.

Respondendo ao “Caninófilo” João Rodrigues

Há uns meses escrevi um texto a propósito do fenómeno da “humanização” dos cães. De forma pertinente, julgo, chamava a atenção, entre outras coisas, para o facto de haver mais gente a defender os canídeos do que crianças e mulheres vítimas de maus – tratos.

Ao Prezado Assinante e Leitor Rui Fontes

Por motivos pessoais, fiz um interregno como colaborador neste jornal durante alguns meses. De volta às lides opinativas, aproveito o regresso para responder ao nosso insigne leitor e assinante Rui Fontes, que, na sequência do artigo que escrevi numa edição anterior, com o título “Há Democracia sem Partidos?”, me formalizou, via email, remetido ao Director do Mensageiro (que teve a delicadeza de o reenviar ao destinatário) a seguinte questão: “ Em que sentido aplica a palavra Democracia?”.

A Geringonça está aí p´rás curvas!

 
Aquando da tomada de posse do actual governo, eram poucos os que acreditavam na solução governativa que assentava no apoio parlamentar assegurado pelos partidos de esquerda, Bloco, Partido Comunista e Os Verdes. Uma solução que decorreu da insuficiência de votos por parte do partido mais votado nas eleições legislativas de 4 de Setembro de 2015.

Os Recados de Marcelo no 5 de Outubro

Por ocasião das comemorações do 106.º aniversário da Implantação da República, Marcelo Rebelo de Sousa, personalidade comummente reconhecida por estar (eticamente) acima dos partidos, fez um discurso centrado nos valores da República, não deixando, pois, de lançar algumas farpas, em jeito de recomendação, à classe política, a quem se lhe reconhece – não querendo generalizar – uma certa propensão para os descurar.