António Pires

“O Terrorismo da Maledicência”

“Quando tens vontade de falar mal de alguém, é melhor que mordas a língua; talvez ela inche, mas não  farás mal a ninguém…”
Papa Francisco.
 

O Caos na Urgência Hospitalar de Bragança

 
A experiência vivida no pretérito dia 24 de Novembro na urgência do hospital de Bragança, por muita água benta que lhe possamos colocar, vem ao encontro (diferente de “de encontro”) dos múltiplos e constantes relatos de quem sofre na pele o verdadeiro caos.
Antes de mais, é importante dar nota de que, embora seja um familiar meu o motivo principal deste texto, não tomo o assunto como pessoal, porque, em boa verdade, nesse mesmo dia, pelos mesmos motivos, houve muita gente a ser assomada pelo sentimento de revolta.

Indivíduos de Raça Perigosa

O lamentável e arrepiante episódio à saída da discoteca Urban Beach, em Lisboa, na madrugada do pretérito dia 1 de Novembro, captado pelo telemóvel de uma pessoa que o presenciou e difundido nas redes sociais e, posteriormente, visto nas televisões – infelizmente o prato do dia em muitos destes locais de diversão nocturna por esse país fora - como não podia deixar de ser, lança a inevitável pergunta acerca do perfil psicológico dos protagonistas agressores, seguranças privados ao serviço da dita.

Incêndios: Como Travar a Praga?!

Recordo-me, aquando do “grito” corajoso das famigeradas “Mães de Bragança”, de se terem levantado algumas vozes, mesmo femininas (difundidas nas têvês) a favor da permanência das “cheirósinhas” nesta terra, com base no inquestionável argumento de que tal realidade era importante para a economia local.

A Ditadura da Palavra e do Pensamento

“Não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes”
António Aleixo.
 
Da entrevista concedida ao Jornal i, no pretérito dia 18 de Julho, pelo candidato à autarquia de Loures pelo PSD/CDS – PP/PPM, André Ventura, na qual foram alegadamente feitas declarações “racistas” e “xenófobas” em relação à comunidade cigana, acusada de “viver quase exclusivamente de subsídios do Estado” e de estarem “ acima das regras do Estado de Direito”, a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara lourense apresentou uma queixa - crime contra o seu autor.

Uma Tremenda Injustiça!

 
“Não somos o que dizemos; somos o crédito que nos dão”,
José Saramago, in O Ano da Morte de Ricardo Reis.
 

Pizzi: A Personificação da Humildade

Decorria a época futebolística de 2006/2007. O Grupo Desportivo de Bragança defrontava em casa o Sporting para a Taça de Portugal. O treinador, Lopes da Silva, tem a ousadia de, durante a segunda parte do jogo, lançar o miúdo de 17 anos que dá pelo nome (artístico) de Pizzi. Tendo em conta a irrepreensível prestação do debutante, na bancada, com um grupo de amigos, arrisquei o vaticínio: “ Este garoto, se não se estragar, vai longe”.

A Festa (Negócio) dos Anos 80

Numa dada sexta – feira do mês de Julho de 2016, “ofereceram-me” quatro bilhetes para ir à Festa dos anos 80, realizada no jardim do Museu Abade Baçal. Feita a distribuição dos ingressos pelos meus três amigos, à entrada (munidos do “livre trânsito”), apercebemo-nos de que aquilo cheirava a embuste: os responsáveis da dita, donos de um afamado bar nocturno desta cidade, cobraram 5 euros pela entrada, com “direito” a pagar 2 euros por uma cerveja, 1,50 euros por uma água sem gás e 7,50 euros por um de gin tónico, cuja bebida alcoólica era pouco mais do que o cheiro.

A Imagem do Funcionário Público

No longínquo ano de 1985, com vinte e quatro anos de idade, entrei para a função pública, com início de funções na Zona Agrária de Bragança, passando orgulhosamente a fazer parte da numerosa e multifacetada família do Ministério da Agricultura e Pescas.

A Importância das Eleições Autárquicas

Na perspectiva da gente comum, validade pelo costume, as campanhas eleitorais são a garantia de que, até ao dia das eleições, a maior parte das promessas (humanamente exequíveis) feitas aos eleitores vão ser cumpridas até ao último dia do acto eleitoral: a gravilha, os paralelos e os montões de areia que permanecem, desde o primeiro dia dos quatro anos de mandato, à beira da estrada das aldeias, vilas e cidades, vão cumprir o propósito para que foram destinados.