António Pires

O Novo (Des) acordo Ortográfico

Li com atenção o segundo de três textos publicados recentemente neste jornal pelo respeitado e eminente advogado da nossa praça, Dr. Júlio de Carvalho, a propósito do novo acordo ortográfico. Sendo este um tema que me é caro, e porque o nosso ilustre conterrâneo usou como força argumentativa um registo de linguagem que não condiz com a sua personalidade, ao considerar “fundamentalista” e “xenófobo”quem não é da sua opinião, não poderia, naturalmente, deixar de contribuir para este debate.

As Autárquicas e as Vitórias Antecipadas

A seis meses das eleições autárquicas, já se conhecem os vencedores no distrito de Bragança. Falta apenas a Comissão Nacional de Eleições validar o acto, dá-lo como encerrado e disponibilizá-lo à comunicação social.

Os incidentes de Torremolinos e a Falsa Questão Geracional

 
O caso da “atribulada” e vergonhosa viagem de finalistas dos jovens estudantes portugueses a Torremolinos, na quadra pascal, parece ter o cunho redutor, aos olhos de certos saudosistas, do falacioso simplismo geracional: “hoje os jovens não têm respeito por ninguém”, e “no nosso tempo é que havia educação”.

Respondendo ao “Caninófilo” João Rodrigues

Há uns meses escrevi um texto a propósito do fenómeno da “humanização” dos cães. De forma pertinente, julgo, chamava a atenção, entre outras coisas, para o facto de haver mais gente a defender os canídeos do que crianças e mulheres vítimas de maus – tratos.

Ao Prezado Assinante e Leitor Rui Fontes

Por motivos pessoais, fiz um interregno como colaborador neste jornal durante alguns meses. De volta às lides opinativas, aproveito o regresso para responder ao nosso insigne leitor e assinante Rui Fontes, que, na sequência do artigo que escrevi numa edição anterior, com o título “Há Democracia sem Partidos?”, me formalizou, via email, remetido ao Director do Mensageiro (que teve a delicadeza de o reenviar ao destinatário) a seguinte questão: “ Em que sentido aplica a palavra Democracia?”.

A Geringonça está aí p´rás curvas!

 
Aquando da tomada de posse do actual governo, eram poucos os que acreditavam na solução governativa que assentava no apoio parlamentar assegurado pelos partidos de esquerda, Bloco, Partido Comunista e Os Verdes. Uma solução que decorreu da insuficiência de votos por parte do partido mais votado nas eleições legislativas de 4 de Setembro de 2015.

Os Recados de Marcelo no 5 de Outubro

Por ocasião das comemorações do 106.º aniversário da Implantação da República, Marcelo Rebelo de Sousa, personalidade comummente reconhecida por estar (eticamente) acima dos partidos, fez um discurso centrado nos valores da República, não deixando, pois, de lançar algumas farpas, em jeito de recomendação, à classe política, a quem se lhe reconhece – não querendo generalizar – uma certa propensão para os descurar.

Partiu um dos Símbolos de Vinhais

Foi com enorme tristeza que, no passado dia 20 de Setembro, recebi a notícia da morte de uma das figuras mais representativas da alma vinhaense, o professor António Afonso. Soube-o, no dia seguinte ao último adeus, por intermédio de um amigo de longa data, o Zé Silva, filho do Zé Ourives, que fez questão de partilhar comigo um texto publicado no facebook, da autoria do também vinhaense Francisco Oliveira, o “Xilauta”, numa bonita e comovente homenagem ao seu antigo professor, à qual não podia deixar de me associar publicamente.

A Má Vizinhança

 
Faço parte de uma geração em que os bons vizinhos eram considerados como da família. O valor da amizade cimentada na relação quotidiana, de confiança e respeito, com aqueles que partilhavam a mesma rua e o mesmo bairro, e cujo segredo estava em levar à letra aquele sábio conselho de que nos devemos dar bem com os vizinhos, porque são eles quem, nas horas de aflição, nos podem valer.

Burkinimente falando

Nas duas últimas semanas, o tema do uso do burkini nas praias gaulesas tem marcado a actualidade nacional e internacional. Em regra, quem o comenta, fá-lo apoiado no argumento (errado) de que, numa representação simbólica do Bem e do Mal, de um lado, estão os bons; do outro, os maus. Ou seja, os ocidentais e os que professam o islamismo.