César Rodrigues

Política, futebol, DCE e DEE…

1 - Há uns 3 ou 4 anos atrás, no final dum derby lisboeta, Jorge Jesus, então treinador do Benfica, classificou o resultado de «limpinho…limpinho», afastando assim as suspeitas de favorecimento pela equipa de arbitragem. Essa não era, no entanto, a opinião do seu adversário. Situações destas repetem-se na maior parte dos jogos, em que os vencidos veem «mão na bola» onde os vencedores veem «bola na mão», ou vice-versa.  

O homem mais feliz do mundo

Os americanos são muito dados a chavões, sobretudo quando estes têm algum impacto mediático. É nessa linha que eu interpreto o facto de uma Universidade americana ter considerado Matthieu Ricard como «o homem mais feliz do mundo».
 
1 - Matthieu Ricard é um monge budista, de 70 anos, que, tendo completado o doutoramento em Genética Molecular, aos 26 anos, abandonou de imediato a sua carreira académica para se dedicar à meditação e à filosofia budista, na Índia e no Nepal.

O IPB e o futuro da região

1 - Na noite do passado dia 28, o IPB organizou um debate sobre o desenvolvimento do Nordeste Transmontano, em que esteve presente o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Nesse debate, vários intervenientes do mundo empresarial e do mundo académico desfilaram uma série de ideias e opiniões, numa mistura de projetos credíveis e sérios com claras manifestações de narcisismos estéreis.

Mensageiro de Bragança: 75 anos ao serviço da região Resposta ao Padre Calado

No jantar do encerramento das comemorações dos 75 anos do Mensageiro de Bragança, o P. Calado Rodrigues, diretor do MB entre 2004 e 2010, afirmou-se difamado, sem, no entanto, identificar o difamador e a difamação.
No dia seguinte, porém, soube que, no fim do jantar, me identificara, junto de alguns presidentes de Câmara, como o difamador, em virtude de, no livro de que sou autor «Mensageiro de Bragança:75 anos ao serviço da região», ter classificado a sua gestão como um desaire editorial e financeiro.
 

Fanatismos e liberdade de expressão

A defesa da liberdade sem limites para o Charlie Hebdo passou ser o politicamente correto nos últimos tempos, sobretudo nas camadas ditas mais letradas e eruditas, o que me parece duma hipocrisia atroz.
 
1 - Efetivamente, após os atentados contra o jornal Charlie Hebdo apareceu muita gente a dizer-se «Charlie», querendo com isso significar não apenas a condenação dos atentados terroristas dos fanáticos islâmicos, mas também a afirmação duma liberdade de expressão sem qualquer espécie de limites.

Fanatismos e liberdade de expressão

A defesa da liberdade sem limites para o Charlie Hebdo passou ser o politicamente correto nos últimos tempos, sobretudo nas camadas ditas mais letradas e eruditas, o que me parece duma hipocrisia atroz.
 
1 - Efetivamente, após os atentados contra o jornal Charlie Hebdo apareceu muita gente a dizer-se «Charlie», querendo com isso significar não apenas a condenação dos atentados terroristas dos fanáticos islâmicos, mas também a afirmação duma liberdade de expressão sem qualquer espécie de limites.

O fanatismo islâmico

Talvez nunca se tenha falado tanto de fanatismo como nos últimos dias por causa da matança no Charlie Hebdo. No entanto, em lado nenhum vi um comentador que explicasse ou definisse o conceito de fanatismo. Por isso, gostaria de, nesta breve análise, começar por aqui.
 
1 – Para mim, o fanatismo implica 3 características ou pressupostos:
1.1 – No plano do conhecimento, o fanático está convencido de que as suas convicções são as únicas «verdadeiras», sendo falsas todas as outras.

O colapso do liberalismo II – A crise de 2008

Todos percebemos, desde o início, que a crise financeira de 2008 resultou, em última análise, da ganância dos Bancos e dos grandes grupos financeiros. O primeiro a cair foi o Lehman Brothers, mas quase todos estavam contaminados pelo mesmo vírus da ganância desenfreada, sem limites e sem controlo. Os momentos principais desse processo foram os seguintes:

O colapso do liberalismo: I - A crise de 1929 e o «New Deal»

Há dias, o Canal Odisseia transmitiu o documentário «Os ladrões do sonho americano», que, apoiando-se em factos devidamente documentados, aborda as crises de 1929 e 2008. Nesta edição abordo a crise de 1929 e a sua superação através do chamado «New Deal», deixando para a próxima edição a crise de 2008.
No crash bolsista de 1929, os factores mais importantes a considerar são os seguintes:

A «cegueira de escolha», o futebol e a política

A Psicologia tem vindo a aprofundar, cada vez mais, de uma forma experimental, os seus estudos a respeito da percepção e dos mecanismos psicológicos das escolhas e das decisões.
Num desses estudos, eram mostradas, aos voluntários do mesmo, as fotos de duas pessoas diferentes. Cada voluntário devia indicar o rosto mais atraente, após o que, sem que ele se apercebesse, eram trocadas as fotos, pedindo-se-lhe que justificasse porque escolhera aquela foto (que não fora a escolhida, mas a rejeitada).
E só 1 em cada 5 voluntários é que se apercebia da troca.