Edite Estrela

CONVENÇÃO DE ISTAMBUL

 
Este ano, não festejei o 25 de abril em Portugal. O dever enviou-me para Estrasburgo, para participar na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE). Nem sempre se pode seguir Pessoa e ter o prazer de não cumprir um dever. Isso diz a poesia, que não tem de retratar a realidade. Quantas vezes, aliás, o dever e o prazer não se sobrepõem como faces da mesma moeda? Mesmo que implique sacrifício pessoal, orgulho-me de representar o meu país e a Assembleia da República em organizações internacionais. Faço-o com gosto.

A NOSSA FIB É ELEVADA?

 
Há poucas semanas, participei num interessante debate sobre a felicidade. Falou-se da importância da felicidade na nossa vida privada, na profissão e na sociedade. Foram apresentados dados recolhidos pelo Inquérito Social Europeu, provando que há uma relação estreita entre o PIB (Produto Interno Bruto) e a FIB (Felicidade Interna Bruta). Quanto mais ricos, mais felizes?

ABRIR COM CHAVE DE OURO

Em primeiro lugar, desejo aos leitores de O Mensageiro um excelente 2018. Ano novo é para olhar para a frente com confiança renovada, bons propósitos e esperança reforçada. É natural e desejável que assim seja. Mesmo que o tempo cedo nos prove que as boas intenções se vão esfumando enroladas em desculpas esfarrapadas. Somos humanos. Entre o querer e o fazer, há um mundo sem fim. Se não for este ano, será para o próximo. Sonhemos, portanto, certos de que com o sonho, já dizia o poeta, o mundo pula e avança. 

DOIS ANOS DEPOIS, PORTUGAL MELHOR

Escrevo no dia em que o XXI governo faz dois anos. Foi no dia 26 de novembro de 2015 que o executivo liderado por António Costa tomou posse, depois de ter obtido o apoio da maioria parlamentar de esquerda saída das eleições de 4 de outubro.

MAPA COR-DE-ROSA

 
Este mapa cor-de-rosa é coisa nova e nada tem a ver com as pretensões hegemónicas de Portugal em África. Refere-se à atualidade política e foi motivado pela capa do Mensageiro de Bragança de 5 de outubro que, sob o título “Viragem à esquerda”, mostrava como a onda rosa alastrou no distrito de Bragança e se sobrepôs à mancha laranja.

SABER ESCOLHER

 
É inevitável falar das eleições autárquicas. No próximo dia 1 de outubro, temos a oportunidade de escolher quem nos há de governar no município e na freguesia. Um direito inalienável, conquistado a pulso e que deve ser exercido e não esquecido. Um dever de cidadania inerente a uma sociedade democrática.

Ser médico

No passado dia 16 de junho, realizou-se em Viana do Castelo a nona edição das “Jornadas nortenhas de diabetologia prática em medicina familiar”. A convite do Prof. Davide Carvalho, presidente da Conferência, participei na sessão de abertura, associando-me à homenagem a minha irmã, a médica Alda Soares, presidente de honra do congresso.

PORQUE O MAL EXISTE

No passado dia 16 de maio, participei num colóquio subordinado ao tema “Desumanidade e Justiça: as experiências médicas durante o período nazi 1933 -1945”. Foi no Museu da Farmácia, em Lisboa, cuja visita recomendo.
Na minha intervenção, sublinhei que nunca é demais relembrar as atrocidades cometidas pelo nazismo. Sobre os judeus, sobre os mais vulneráveis, sobre os que não eram ou não pareciam ser “arianos”.  E que não pode ser esquecido o sofrimento acrescido das mulheres e crianças, pelo facto de, além do mais, serem mulheres e crianças.

A EUROPA DAS PESSOAS

No passado dia 29 de março, a primeira-ministra britânica, em carta dirigida ao presidente do Conselho Europeu, acionou o artigo 50 de Tratado de Lisboa, dando início ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, aprovado pelo referendo de junho de 2016. Data que vai ficar na história da construção europeia como o dia em que começou o Brexit. O dia em que, pela primeira vez, a UE não alarga, mas encolhe. Seguem-se dois anos de complexas negociações. As consequências para o Reino Unido e para a UE são imprevisíveis. Mas nada vai ficar como dantes.

COMPORTAMENTOS NADA EXEMPLARES

 
Há dias, quando nos cruzámos com um grupo de crianças nos Passos Perdidos da Assembleia da República (AR), os visitantes que me acompanhavam interrogaram-se sobre o que pensariam estas e outras crianças do comportamento de alguns deputados que se manifestam ruidosamente nas sessões plenárias, não deixando falar os oradores e batendo nos tampos das mesas. Comportamentos presenciados por quem assiste à sessão nas galerias e observados pelos telespetadores, designadamente, pelos que seguem em direto o canal Parlamento.