Nuno Pires

Assessor principal de reeducação
anunopires@hotmail.com

Governo Sombra e a penumbra!...

Confesso que  sou  um espetador assíduo  do programa da TVI 24, “Governo  Sombra”. Sou, aliás, um “consumidor” de programas onde o debate, a informação e a formação aconteçam, esclareçam e acrescentem conhecimento. Contudo, no que diz respeito à massiva programação “futeboleira”, esta pouco me prende, até porque quase nada se aprende. Para além de a considerar muito seletiva. Só os “grandes”, apenas três clubes e do litoral, têm representantes (por vezes, alguns, pouco “educados”) com os tempos de antena em conformidade. Os restantes são tratados como meros “apêndices”.

O Pastor e as ovelhas

Gosto de ler textos de opinião. Como gosto que os meus sejam lidos, refletidos e devidamente interpretados. A crítica, desde que fundamentada e construtiva, admito como positiva. É importante sabermos a opinião de outras pessoas, sobretudo quando acrescentam valor à nossa formação e nos conduzem à interiorização reflexiva. É obvio que não devemos ler, simplesmente por ler, mas sim para analisar o respetivo conteúdo e entender a mensagem. Mesmo que seja necessário esmiuçar o texto nas entrelinhas e enquadrar eventuais metáforas. Gosto, até, da escrita metafórica.

Recordações de Abril!...

Por ocasião do 44.º aniversário, celebrado na passada semana, apetece-me recordar um pouco a “minha” revolução de Abril. Lembro-me bem da manhã desse dia, quando a minha juventude florescia. A comunicação, apenas a um velho rádio se cingia. Mesmo sem saber nada do que se passava, achei estranho, o Programa da Manhã da Renascença, não se apresentar como habitualmente se apresentava. Mas sem da rotina alterar nada, lá fui para o Liceu Nacional, para mais uma jornada. Não se notava qualquer anormalidade no contexto estudantil.

Azedumes!...

Confesso que gosto de azedas, daquelas que se colhem, sobretudo nas velhas paredes de pedra, das quais se confeciona uma deliciosa salada. Também gosto de azedos, aqueles enchidos regionais tão saborosos, tostadinhos, quando acompanhados de suculentos grelos tenrinhos. Todavia, não gosto de azedumes, nem de conviver com pessoas azedas.

Despertar para o perdão!...

A vida é feita de inúmeras multiplicidades, etapas, tempos, contratempos, momentos e sentimentos. De boas e más experiências. Umas que nos marcam mais que outras, de acordo com os nossos valores, vivências pessoais e sociais. E como não podemos viver isoladamente, a vida e o modo como dela usufruímos depende, também, em boa medida, da forma como nos relacionamos com os outros e gerimos, na reciprocidade comportamental, as emoções e os afetos.

Santo Condestável de Bragança

Pela afinidade homónima com D. Nuno Álvares Pereira, pelas referências históricas de triunfo, liderança, caridade e santidade, pela identidade que confere a vizinhança, e, sobretudo, pela Fé, tenho, desde a sua criação, uma ligação especial à Paróquia de Santo Condestável de Bragança.

Gratidão versus Ingratidão

O ser humano tem tanto simples como de complexo. Também decorrente das redes sociais, a convivência entre os seres humanos se torna complexa e multifacetada, acabando, assim, por ser mais difícil discernir verdadeiros sentimentos e gerir atitudes. Nesta perspetiva, é determinante valorizar a sensibilidade positiva, a formação e o carácter. Nada definirá melhor o sentimento relacional do ser humano, do que o valor da gratidão.

A moeda dos afetos

No âmbito da prestigiada Festa Ancestral do Entrudo Chocalheiro, de Podence, uma aldeia de referência do concelho Macedo de Cavaleiros, da região transmontana e até, nalguns aspetos culturais, do país e além fronteiras, com mais valias em vários domínios, no contexto rural em que se insere, estive presente na cerimónia de apresentação da moeda de coleção comemorativa da Casa da Moeda, que decorreu, na tarde do passado Domingo, na Casa do Careto, daquela localidade.

A Confraria e o Festival…do Butelo e da Casula

As circunstâncias acontecem e motivam, as ideias surgem e os projetos concretizam-se. Foi assim que surgiu, em Bragança, há sete anos, A Confraria do Butelo e da Casula. Como outros projetos, esta ideia reanimadora do Butelo e das Casulas, surgiu no seio de habituais comensais, com o objetivo de reforçar valores, divulgar e promover produtos gastronómicos e a nossa região, em várias geografias continentais e diásporas. Foi, como em tudo na vida, muito bem acolhida por uns e alvo de algum ceticismo por outros.

A propósito da neve… …. Em Bragança.

A forma silenciosa como tantas vezes no surpreende, engalanada no seu bailado celestial, ao desprender-se do céu e deleitar-se na terra, com a sua singular beleza, não há dúvida que a neve invade, harmoniosamente, o imaginário criativo da maior parte das pessoas, sobretudo na meninice, adolescência e juventude. Porque nasci num “Reino Maravilhoso”, que a neve acariciava, embora, atualmente com menos regularidade, gosto de ver nevar e do espectáculo natural que a mesma proporciona.