Nuno Pires

Assessor principal de reeducação
anunopires@hotmail.com

Criar, ousar e atuar!....

Numa sociedade controversa, agitada, repleta de invejas e descontextualizadas vaidades, tantas vezes inoperante e mal orientada, somos, de algum modo, conduzidos a caminhos onde predominam os medos, as incertezas, as indiferenças, as precariedades, os desentendimentos, as guerras e as pessoas injustiçadas. Lutar contra estas adversidades, embora difícil, deve constituir motivação acrescida, numa perspetiva de mudança positiva, potenciadora de relações menos frias e mais justas, soltando as amarras do egoísmo, da inoperância e da indiferença negligente.

A propósito de… Um jantar de grelos com azedo!...

Percebendo o meu gosto e a minha predisposição para a promoção dos produtos da nossa terra, do que é nosso, da nossa gastronomia, há uns tempos atrás lançaram-me o desafio para organizar uma refeição de grelos com azedo.

Os grelos e os azedos

Embora já quase a terminar, estamos, ainda, na época das nabiças, dos nabos e, consequentemente, dos grelos. Daqueles que se cultivam, naturalmente, nos terrenos agrícolas. Apesar de, atualmente, a envolvência seja algo diferente, há uns anos atrás, os nabais emergiam por uma extensa área produtiva, porquanto, no meio rural, constituíam importante fonte subsistência alimentar, quer humana, quer dos animais domésticos, estes, elementos vivos determinantes na sustentabilidade da economia familiar.

Desafios

É comum dizer-se e ouvir-se, que vida é um desenrolar de surpresas. Positivas, negativas, ou nem por isso. Porém, essa avaliação decorre, em parte, dos nossos valores, das nossas convicções de vida, da sustentabilidade formativa, das variáveis informativas e, sobretudo, das expetativas. Tudo o que nos surpreende, de uma maneira ou outra, “mexe” connosco, potenciando, com maior ou menor intensidade, reações em conformidade.

O Entrudo, os latos, os caretos e os casamentos…

Escrever sobre o Entrudo, os latos, os caretos e os casamentos, leva-me a recordar um passado rural com que me identifico, que vivi com VIDA, entusiasmo e alegria exercida. Vivências da meninice, da adolescência e da juventude, que não esqueço, porque no seu encanto me fizeram sonhar, dormir, viver e acordar. Tempos idos, em que as circunstâncias da vida, isolados do mundo, mas mais próximos e interativos, potenciavam a identidade e deixavam sementes de culturalidade.

O Festival, a animação e o Carnaval!....

Estamos a viver a semana que antecede o Carnaval. A última de Fevereiro, já que o mesmo, este ano com 28 dias, termina já na terça-feira. Assim, até lá, intensificam-se, por todo o mundo, as atividades carnavalescas, vivendo-se o Carnaval por inteiro. E Bragança não é exceção, até porque são muitas as tradições da região, para além de tudo o que nele se sustenta com singular criatividade e inovação.

Bragança em Matosinhos… Na Tertúlia do Mestre Zé!...

É comum dizer-se que o mundo é pequeno. E, nesta perspetiva, Portugal é muito mais pequeno, ainda. Consequentemente, neste contexto, quanto mais as vias e processos de comunicação/globalização evoluem e se tornam facilitadores da aproximação entre as pessoas, mais as dinâmicas interactivas se desenvolvem, favorecendo o conhecimento, a partilha e a sustentabilidade afetiva.

A propósito do tempo.... As previsões e as reações!...

Não obstante Portugal ser geograficamente pequeno, apresenta inúmeras diversidades, sendo que uma delas tem a ver com clima. As diferenças são evidentes. Mas não serão tão significativas como, por vezes, as mediatizadas!... Sobretudo quando se trata de encenar estados de frio polar, gelo e neve.

Olhar em frente

À medida que a sociedade evolui, também a complexidade das relações humanas se torna mais confusa e diversificada, ganhando a afirmação pessoal e a adoção de valores e identidades contornos mais diversificados e não menos requintados. Embora as redes sociais tenham potenciado outras formas de estar e ser, individuais e coletivas, uma incursão breve pelo universo das interactividades humanas, traz à lide, a crise de identidades, de afirmação pessoal e dos valores que deverão nortear a sã convivência social.

Mudar, continuar ou recomeçar!...

Quando um termina e outro começa, é hábito celebrar essa transição, numa perspetiva de mudança, ou recomeço, sendo certo que não se tratará mais do que um simples continuar. A mudança de ano não será, no essencial, mais do que uma mera alteração de calendário. Certamente que mudanças e recomeços, acontecem, até pelas formalidades de novos orçamentos, novas leis, etc. Porém, a vida continua, as pessoas são as mesmas e as relações interativas acabam continuar da mesma forma, acontecendo, simplesmente, do modo como queremos e nos colocamos a “jeito” para que aconteçam.