Pe. Calado Rodrigues

Bragança “gay friendly”

Há rótulos que se colam às pessoas e às cidades e que perduram mesmo quando a realidade os desmente. Bragança continua a ser considerada uma cidade remota e longínqua, apesar de estar cada vez mais perto de tudo, graças à melhoria das acessibilidades nos últimos anos. Tem até, no contexto da Península Ibérica, uma posição única: como afirmou o primeiro-ministro, António Costa, Bragança “tem à sua volta, num raio de 150 a 200 quilómetros, cinco milhões de habitantes do lado de lá da fronteira”, o que “dá uma centralidade absolutamente extraordinária a esta região”.

Prisões, lugar de redenção

Ser detido nunca é uma coisa boa. Contudo, a passagem pela prisão pode ser uma oportunidade de redescoberta do sentido da vida.
Nos últimos três anos, D. José Cordeiro, bispo de Bragança – Miranda, tem ido ao Estabelecimento Prisional de Bragança celebrar a Missa Vespertina da Ceia, com o Lava-pés a doze dos reclusos. Este ano um deles estava particularmente emocionado. E, no final da celebração, disse ao bispo: “Ainda bem que fui preso. Reencontrei-me comigo e com Deus!”

Viver hoje o meu batismo

O tempo da Quaresma era, na Igreja Primitiva, o tempo privilegiado para quem recebia instrução religiosa – os catecúmenos – fazerem a sua preparação próxima em ordem ao batismo que iriam receber na Vigília Pascal. Isto, note-se, passava-se num contexto em que o batismo era recebido na idade adulta, depois de os indivíduos terem percorrido um longo caminho espiritual e um percurso de aproximação à comunidade dos crentes. Era na Quaresma, então, que se faziam os últimos escrutínios, que se entregava o Credo e o Pai-nosso.

Que os sinos repiquem nos campanários

As comunidades da Diocese de Bragança – Miranda estão a ressentir-se com a falta de clero e sentem-se cada vez mais abandonadas. A torcida da fé que ainda fumega nas aldeias mais remotas do Nordeste Transmontano está quase a apagar-se.
S. João Maria Vianney, o Santo Cura de Ars, dizia: “Deixai uma paróquia 20 anos sem padre e lá os homens adorarão os animais”. Talvez tenha razão, mas há pelo menos uma realidade no mundo que contradiz essa afirmação: a Igreja coreana.

Para que servem os diáconos?

O clero da Diocese de Bragança-Miranda passa a ter mais cinco diáconos permanentes, ordenados no último domingo na solenidade do Cristo Rei. Todos casados, veem assim reforçado o seu dever de servir as comunidades.
O diaconado foi instituído pelos apóstolos devido a uma necessidade da Igreja nascente a que era preciso acudir: o serviço aos mais pobres. Como os apóstolos não conseguiam acorrer a todos e deviam dedicar-se prioritariamente à pregação da Palavra, a comunidade dos cristãos decidiu confiar essa tarefa aos diáconos.

O Mosteiro de Palaçoulo e os “contemplativos ambulantes”

Um novo espaço dedicado à vida contemplativa vai surgir na diocese de Bragança-Miranda. Será construído em Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro, o “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja”.

Seminários maiores, que futuro?

A diocese de Vila Real celebrou esta semana os cinquenta anos da permanência dos seus seminaristas no Seminário Maior do Porto. Um acontecimento único, porventura, no contexto nacional. Esta longevidade dever-se-á também ao facto de a diocese ter sempre disponibilizado um sacerdote para integrar a equipa formadora.

Pe. Telmo continua a voar nas alturas…

O Papa Francisco, no famoso discurso à Cúria Romana nas vésperas do Natal de 2014, em que elencou as quinze doenças curiais, disse também: “Certa vez li que os sacerdotes são como aviões: só fazem notícia quando caem, mas há tantos que voam”.

Misericórdia para os recasados

O Papa Francisco decidiu proclamar um ano jubilar envolvido na Misericórdia de Deus. Foi aberta a Porta do Ano Santo, no passado dia 8 de Dezembro, na Basílica de S. Pedro, seguindo-se outras na cidade de Roma e em todo o mundo. Por determinação do Papa em todas as catedrais foi também aberta a Porta Santa no passado dia 13, domingo. O Papa pretende, desta forma, que a Misericórdia divina se estenda a todo mundo e atinja todas as pessoas. Contudo, há quem continue a sentir-se à margem do perdão e do acolhimento devido a todos.