Pe. Calado Rodrigues

Que os sinos repiquem nos campanários

As comunidades da Diocese de Bragança – Miranda estão a ressentir-se com a falta de clero e sentem-se cada vez mais abandonadas. A torcida da fé que ainda fumega nas aldeias mais remotas do Nordeste Transmontano está quase a apagar-se.
S. João Maria Vianney, o Santo Cura de Ars, dizia: “Deixai uma paróquia 20 anos sem padre e lá os homens adorarão os animais”. Talvez tenha razão, mas há pelo menos uma realidade no mundo que contradiz essa afirmação: a Igreja coreana.

Para que servem os diáconos?

O clero da Diocese de Bragança-Miranda passa a ter mais cinco diáconos permanentes, ordenados no último domingo na solenidade do Cristo Rei. Todos casados, veem assim reforçado o seu dever de servir as comunidades.
O diaconado foi instituído pelos apóstolos devido a uma necessidade da Igreja nascente a que era preciso acudir: o serviço aos mais pobres. Como os apóstolos não conseguiam acorrer a todos e deviam dedicar-se prioritariamente à pregação da Palavra, a comunidade dos cristãos decidiu confiar essa tarefa aos diáconos.

O Mosteiro de Palaçoulo e os “contemplativos ambulantes”

Um novo espaço dedicado à vida contemplativa vai surgir na diocese de Bragança-Miranda. Será construído em Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro, o “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja”.

Seminários maiores, que futuro?

A diocese de Vila Real celebrou esta semana os cinquenta anos da permanência dos seus seminaristas no Seminário Maior do Porto. Um acontecimento único, porventura, no contexto nacional. Esta longevidade dever-se-á também ao facto de a diocese ter sempre disponibilizado um sacerdote para integrar a equipa formadora.

Pe. Telmo continua a voar nas alturas…

O Papa Francisco, no famoso discurso à Cúria Romana nas vésperas do Natal de 2014, em que elencou as quinze doenças curiais, disse também: “Certa vez li que os sacerdotes são como aviões: só fazem notícia quando caem, mas há tantos que voam”.

Misericórdia para os recasados

O Papa Francisco decidiu proclamar um ano jubilar envolvido na Misericórdia de Deus. Foi aberta a Porta do Ano Santo, no passado dia 8 de Dezembro, na Basílica de S. Pedro, seguindo-se outras na cidade de Roma e em todo o mundo. Por determinação do Papa em todas as catedrais foi também aberta a Porta Santa no passado dia 13, domingo. O Papa pretende, desta forma, que a Misericórdia divina se estenda a todo mundo e atinja todas as pessoas. Contudo, há quem continue a sentir-se à margem do perdão e do acolhimento devido a todos.

A luz do Sínodo dos Bispos

O Sínodo dos Bispos, sobre a família, encerrou-se no passado dia 25 de Outubro. Apesar de não ter correspondido aos que, ingenuamente, pretendiam que se reescrevesse a doutrina da Igreja Católica sobre a família e o matrimónio, este terá sido um dos acontecimentos mais relevantes, para o catolicismo, desde o Segundo Concílio do Vaticano.

A procissão e o andor

Iniciou-se Agosto. Este mês empresta alguma vitalidade às nossas aldeias. Traz os emigrantes e os familiares espalhados pelo país. Este é, por isso, o mês em que se concentram a maioria das festas das nossas comunidades. Em muitas delas a procissão é o momento religioso com maior afluência, mas como acontece com tantos outros, as pessoas limitam-se a assistir em vez de participar: “Ver passar a procissão…”. Comentam e criticam em vez de viver o seu sentido mais profundo.

Bispo em tempos de crise

Há homens que deixaram uma marca indelével na história da nossa diocese. D. Abílio Augusto Vaz das Neves é, seguramente, um desses. Foi escolhido para bispo de Bragança uns meses antes de se iniciar a Segunda Guerra Mundial, a 8 de Dezembro de 1938 e tomou posse a 28 de Março de 1939. No passado sábado, cumpriram-se 35 anos sobre a sua morte. Em tempos conturbados e numa diocese com parcos recursos, conseguiu deixar uma obra notável. Concluiu o edifício onde funciona o seminário, edificou o Colégio de S.

Basílica de Outeiro: e agora?

 
É frequente, quando comemos o pão que chega à nossa mesa esquecermos as mãos que desbravaram a terra, lançaram a semente, colheram o trigo maduro, bem como as que o amassaram, o levaram ao forno e o retiraram no momento certo. Só conhecemos as mãos daquele que no-lo vende, ou as daquele que recebe o nosso dinheiro e, por vezes nos dá o troco, quando o vamos buscar às prateleiras de um qualquer hipermercado. Por isso, é bom, de vez em quando, recordar e lembrar todos os que contribuem para que tenhamos pão na mesa e não só aqueles de quem o recebemos.