Pêra Fernandes

A POESIA MODERNA

 

PUBLICIDADE - A ALAVANCA DO SUCESSO

 
De um modo geral, a publicidade na nossa imprensa escrita é pouco criativa. A função expressiva não é devidamente explorada, e todos os dias somos confrontados com a mesma linguagem e o mesmo modo de transmitir mensagens.
O aspecto gráfico, a simbologia, a cor e as palavras parecem estar mesmo gastas. Se pegarmos num jornal e passarmos uma vista de olhos pelos anúncios, impressionamo-nos com a sua similitude, o que nos faz imediatamente pensar em vulgaridade e desperdício.
 

À CHAMINÉ COM MIGUEL TORGA

1. Há já uns aninhos, houve, como várias vezes tem acontecido, teatro no Auditório Paulo Quintela, do Centro Cultural de Bragança. O tema era Torga, brilhante escritor, tão acarinhado em S. Martinho de Anta, sua terra natal, e Sabrosa, a vila próxima. O Grémio Literário Vila-Realense, a Câmara de Sabrosa e inúmeras entidades, organismos e escritores têm vindo a desdobrar-se, em actividades de homenagem e estudo ao GRANDE caçador de PORTUGAL (de palavras eloquentes). Na campa rasa há sempre uma torga (urze).

IMPOSTOS À PESCA DE TERRAS DE TORGA

“Arigato” com vénia e muita simpatia, foi o que, humanamente, mais me marcou no passeio de 20 sócios da ARCIB (Associação Recreativa Cultural dos Impostos de Bragança). Estou a exagerar, mas que no barco mini-cruzeiro iam muitas japonesas, isso é verdade. Excessivamente simpáticas e “ocidentalizadas”.
Saída de Bragança às 10 h rumo ao Peso da Régua, onde às 12,15 h entramos no “paquete” rumo ao Pinhão, a uma velocidade de 20 Km  hora, os mesmos 20 minutos que demorou a subida na Barragem, mediante comportas totalmente blindadas.

MENINA BIPOLAR

 
Era uma vez uma menina que se comportava como todas as meninas. Era acarinhada pelos pais, portava-se bem na escola, brincava à macaca, à corda e a outros jogos, gostando sempre de ganhar. Fez a 4.ª classe com distinção e no Ciclo Preparatório também permaneceu excelente aluna. Depois de findas as aulas, no mês de Julho, foi numa colónia de férias para uma estância turística no Algarve e adorou a estadia.
 

TRILOGIA DA PAIXÃO

  1. Antes de ir para a Primária, já inventava umas letrinhas. Com o decorrer dos anos, o gosto pela leitura despertou em mim a necessidade dolorosa de pintar os papéis. A prosa poética e a poesia são expressões artísticas pelas quais nutro um carinho muito especial. A metáfora fascina-me. Tenho pena de não ter lido muito mais quando devia. Encaro o facto com naturalidade, porque eram tempos humanamente e socialmente alvorotados. A leitura é o alicerce e o sustentáculo da criação literária.

A TRILOGIA DO TRABALHO

(pensar/estudar/trabalhar/descansar)

A CRUZ DELA*

Há anos, maravilhosos anos em que eu PENSAVA profundamente com o saudoso Dr. Fernando Subtil, que Deus tem, publiquei muitos textos PENSADOS no íntimo desta minha e vossa mente e acolitada pelo sangue vivo do meu coração. Dizia na altura que o que fazia falta era PENSAR. Hoje, também não se pensa; antes, eleva-se o prazer/ico.

A PARTIDA DELA*

Quando a sua pele sua, ela põe-se nua e vai-se lavar. Quando sai do banho limpa-se, veste-se, pinta-se, põe o perfume, toma o pequeno-almoço, calça as botas, pega na carteira e nas chaves, abre a porta da rua, dá duas festas ao cão, abre o portão, dispara o comando para o fechar e inicia o dia sentada na viatura velhinha do século passado.