Editorial

Quanto vale uma vida?...

A discussão sobre a legislação da morte assistida não é de agora. Mas com o aproximar do final da atual legislatura, aumenta a pressão política no seio do Governo para que uma lei mais permissiva veja a luz do dia.
Ora, sendo esta uma questão literalmente de vida ou de morte, como adverte o Presidente da Associação Nacional de Cuidados Paliativos na página 23, o mínimo que se exige é que se faça uma discussão séria e madura e uma verdadeira reflexão. O contrário daquilo a que se vem assistindo com a intoxicação permanente da opinião pública e com a radicalização de posições.

O peso de uma instituição

Durante anos, a discussão do momento era a passagem ou não do Instituto Politécnico de Bragança a universidade. A reivindicação atravessou anos e governos e teve em Durão Barroso o seu momento “quase”. A promessa de criar uma universidade em Bragança, feita durante a campanha eleitoral em 2002, rapidamente se transformou em algo como “a criação de ensino universitário” em Bragança depois de ganhas as eleições.

Eleições partidárias a pensar já nas eleições legislativas

A mais de um ano das eleições legislativas, os partidos já vão mexendo o seu xadrez a pensar no que aí vem. E o que aí vem são as eleições legislativas, mais do que as europeias.

No distrito de Bragança, o primeiro a afiar as facas foi o PSD, arrastado pela disputa interna para a liderança, que, por cá, sorriu a Adão Silva, único vice-presidente da bancada parlamentar laranja apoiante de Rui Rio desde a primeira hora.

A banalização da mentira ameaça corroer as nossas instituições

Tempos houve em que  a mínima suspeita de uma mentira levava à demissão imediata do titular de qualquer cargo público (não necessariamente político).
Mas, nos tempos que correm não só essa prática da ética e da moral caiu em desuso como as mentiras são cada vez mais frequentes e, pior, banalizadas.

O papel dos pequenos na cadeia alimentar

A natureza habituou-nos a valorizar os maiores e mais fortes. Mas mesmo esses, para sobreviver, precisam dos mais pequenos, de quem se alimentam.
Se isso vale para a vida animal, vale para o resto.
Na Comunicação Social, muitas vezes é nas histórias trazidas à estampa pelos mais pequenos que os maiores vão buscar o seu alimento. É só olhar para os jornais diários todos os dias, ouvir as notícias nas rádios pela manhã e observar os telejornais da hora de almoço nas televisões. O fenómeno é diário.

Porque é que Maquiavel é para aqui chamado?

Já passou quase um mês desde as eleições autárquicas e os combates que então se travaram vão ficando para trás. A emoção, que muitas vezes tolda o raciocínio e condiciona as jogadas no tabuleiro do xadrez político (e provoca o erro), vai ficando aplacada e dando lugar ao pragmatismo e ao calculismo tático.

Águas passadas, equilíbrios futuros

Em período de seca, o distrito de Bragança promete entrar em ebulição nos próximos tempos, pelo menos no que a alguma política diz respeito. Será tempo de escolher titulares para uma série de cargos que representem a população que elegeu os autarcas. A Comunidade Intermunicipal será o grande tabuleiro de xadrez onde se vão cultivar alianças e dirimir argumentos (ameaças?). O PS está em clara vantagem, com sete das nove autarquias que compõe esta CIM (Freixo, Moncorvo e Carrazeda integram a CIM Douro).

Incendiários, o rapaz e o lobo

Este é um período especialmente crítico e propenso a grandes incêndios. Felizmente já não tanto na floresta mas na política, com o aproximar da campanha eleitoral para as autárquicas.
Para trás fica um agosto especialmente quente, em que vários partidos sentiram dificuldades em formar listas em algumas freguesias de vários concelhos.
Normal.
O que já não é tão normal é o facto de levianamente se invocar como justificação as “pressões” de quem está no poder. Não que elas não possam ter existido. Mas, a existirem, de facto, é caso de polícia e de tribunais.

Competitividade e os embrulhos

Na 2ª Edição do Estudo Nacional de Competitividade Regional, recentemente lançada pela Zaask, em empresa de consultoria, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, e que contou com a colaboração de 1321 empresários portugueses, Bragança foi considerado, em 2016, simultaneamente, o distrito com melhor a situação económica, segundo os empresários, e onde é mais aconselhável abrir um negócio. De acordo com o mesmo estudo, o distrito está, ainda, no topo da lista no que respeita à situação financeira das empresas.

Liberdade?

“Liberdade onde vais?
Liberdade onde cais?”