Editorial

Competitividade e os embrulhos

Na 2ª Edição do Estudo Nacional de Competitividade Regional, recentemente lançada pela Zaask, em empresa de consultoria, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, e que contou com a colaboração de 1321 empresários portugueses, Bragança foi considerado, em 2016, simultaneamente, o distrito com melhor a situação económica, segundo os empresários, e onde é mais aconselhável abrir um negócio. De acordo com o mesmo estudo, o distrito está, ainda, no topo da lista no que respeita à situação financeira das empresas.

Liberdade?

“Liberdade onde vais?
Liberdade onde cais?”

Quanto valem os valores

Longe da vista, longe do coração. Parece ser essa a máxima que preside às viagens de finalistas, que teimam em não sair das notícias dos jornais (até por falta de outros motivos de interesse, abundantes noutros anos por esta altura).
Os pais sabem que estas viagens não são propriamente momentos de introspeção e oração. Mas a distância de muitos quilómetros parece aplacar consciências.

Factos e pós-factos

Há vários anos que a Comunicação Social vive mergulhada numa crise profunda. O que começou em fartura, com a proliferação nos anos 90 de cursos superiores de jornalismo que começaram a despejar no mercado de trabalho mão d’obra às centenas, nem sempre bem preparada.
Os meios de comunicação existentes não foram capazes de absorver a quantidade de novos jornalistas que se faziam à vida e que, face à escassez de oportunidades, foram abrindo portas a precariedade e ao esvaziamento da memória das redações.

E tudo o vento leva...

No Jornal de Negócios, no dia 15 de novembro, lia-se a seguinte notícia: “Até final de outubro 60% da eletricidade produzida em Portugal teve origem em fontes de energia renovável.
Entre as renováveis, a energia hídrica foi a fonte mais utilizada na produção de electricidade (33% do total), seguindo-se a eólica (21%), a bioenergia (5%) e a solar (1%). A produção a partir de fontes renováveis atingiu um total de 27.997 GWh.

Os conterrâneos

São muitos, demais até, os transmontanos que, por circunstâncias várias, tiveram de sair da nossa região. Uns em busca de melhor vida, outros pelas diversas funções que foram chamados a desempenhar.

De entre esses, alguns se destacam, nas mais variadas áreas, ao longo da nossa história, das artes à religião, passando, obviamente, pelas funções governativas ou legislativas.

Isto a propósito de uma intervenção do jornalista Bernardino Barros num programa da TVI. “Sou transmontano”, sublinhou, com orgulho.

Este Carnaval é que é nacional

Fevereiro é sinónimo de frio, alguma chuva e vento, salvo boas exceções. Isso não é notícia. Afinal, estamos no inverno e, apesar do aquecimento global, inverno ainda é tempo de frio.
Por isso, não deixa de ser curioso observar alguns carnavais que se fazem quando a chuva e o vento obrigam ao cancelamento de desfiles previamente agendados e onde se investiu um ano inteiro de trabalho e muito dinheiro.

As estradas têm dois sentidos

Já foi notícia nestas páginas na semana passada o volume de exportações. Segundo os dados divulgados pelo INE, Bragança aparece como líder destacado com mais de 500 milhões de euros exportados, 12 vezes mais que os restantes concelhos, que também deram sinais positivos. Carrazeda de Ansiães, por exemplo, foi o que mais cresceu, “registando, em três anos, um aumento de 278 por cento, na venda de bens ao exterior”, escrevia o Fernando Pires.

O futuro e nós

Em 2017, a política promete aquecer o verão no Nordeste Transmontano. O pontapé de saída para as eleições autárquicas já foi dado e o candidato do principal partido da oposição na capital de distrito foi apresentado na sexta-feira, como pode ler aqui ao lado. Aliás, os leitores do Mensageiro de Bragança tiveram a oportunidade de saber atempadamente quem seria o candidato escolhido pelo PS, apesar do sabor amargo que isso deixou em algumas mentes mais céticas, que se limitam a destilar fel.

Como se pescam turistas?

O ano de 2017 assume-se como de especial relevo para o Nordeste Transmontano. Para além de ser ano de eleições autárquicas, o que pode mudar ou confirmar tendências, é também ano de concretização de projetos estruturantes para a região, como o das minas de ferro de Torre de Moncorvo, ou de consolidação de alguns indicadores, como os que foram divulgados recentemente sobre os ganhos do setor do turismo.