O futuro e nós

Em 2017, a política promete aquecer o verão no Nordeste Transmontano. O pontapé de saída para as eleições autárquicas já foi dado e o candidato do principal partido da oposição na capital de distrito foi apresentado na sexta-feira, como pode ler aqui ao lado. Aliás, os leitores do Mensageiro de Bragança tiveram a oportunidade de saber atempadamente quem seria o candidato escolhido pelo PS, apesar do sabor amargo que isso deixou em algumas mentes mais céticas, que se limitam a destilar fel. Ressabiamento, dirão uns, memória curta, dirão outros, quiçá deturpada pela espuma dos dias, diriam ainda mais um punhado deles.
A garantia que podemos dar aos nossos leitores é que, ao longo dos próximos meses, procuraremos informá-los com factos e rigor. Afinal, é essa a nossa missão enquanto profissionais do jornalismo.
E muito haverá para contar. Regressos ao ativo, saídas de cena surpreendentes, candidatos que procuram uma segunda oportunidade, mudanças de lado… tudo isto vai acontecer nos próximos meses. Afinal, as eleições autárquicas são aquelas que mexem mais com as pessoas, até pela proximidade dos candidatos.
No combate político, aquilo que se exige é o debate de ideias e de projetos, mantendo o tom de elevação e civismo, pois só assim é possível ouvir a mensagem no meio do ruído. E o povo tem mostrado estar farto de gritos. Haja conteúdo para oferecer.
Muitas vezes as pessoas não têm noção da importância deste tipo de atos de cidadania, que influenciam a vida dos cidadãos, das empresas, das economias locais. É só pensar no elo comum que une as candidaturas de PSD e PS à capital de distrito nos últimos 20 anos… não há que enganar.
Mais do que rotundas ou paralelos, é de projetos de futuro que devemos falar. O nosso futuro. Quanto mais não seja, por ser lá que vamos passar o resto das nossas vidas…

Carlos Guerra apresentou-se à luta política. Há quem diga que foi empurrado. Que não havia alternativa. Olhando para o passado recente e para alguns presidentes de Distrital que nunca se apresentaram a votos, acredito que tivesse alternativas. E tendo em conta a importância da guerra anterior em que estava envolvido, a das minas de Moncorvo, até que ponto a apresentação tardia não foi uma forma de pressão sobre os decisores do Governo PS?  Mais do que ser empurrado, até que ponto não se esteve foi a segurar?

O PS já tem 11 candidatos (e meia) aos 12 concelhos do distrito. O PSD também já tem praticamente o processo fechado. Meus senhores, liguem os motores...