O papel dos pequenos na cadeia alimentar

A natureza habituou-nos a valorizar os maiores e mais fortes. Mas mesmo esses, para sobreviver, precisam dos mais pequenos, de quem se alimentam.
Se isso vale para a vida animal, vale para o resto.
Na Comunicação Social, muitas vezes é nas histórias trazidas à estampa pelos mais pequenos que os maiores vão buscar o seu alimento. É só olhar para os jornais diários todos os dias, ouvir as notícias nas rádios pela manhã e observar os telejornais da hora de almoço nas televisões. O fenómeno é diário.

O Mensageiro de Bragança teve a honra de ser o jornal regional que estreou um novo espaço informativo do Portugal em Direto, um programa de informação da RTP1 que olha, todos os dias, para o que acontece no país que escapa ao olhar mais específico dos telejornais. Assim como que um jornal regional em sinal aberto, onde todos têm voz, apresentado há vários anos por Dina Aguiar. Foi possível, por exemplo, dar conta da manchete da semana passada, num trabalho de investigação conduzido pela jornalista Glória Lopes e pelos colegas Francisco Pinto e Fernando Pires  sobre o impacto da seca nas torneiras do Nordeste Transmontano, falar do impasse que se vive na CIM, na abertura do Ano Pastoral da diocese de Bragança-Miranda ou da problemática dos acidentes de trator, que continuam a ceifar vítimas na nossa região.
Um voto de confiança da RTP, numa iniciativa que dignifica ainda mais a imprensa regional e local.

Numa altura em que se debate o impacto das novas tecnologias na imprensa em papel, é um reconhecimento dos maiores de que, sem os mais pequenos, fica comprometida toda a cadeia alimentar.
O mesmo tipo de reconhecimento que o resto do país terá de começar a ter pelo Interior, que também é Portugal. E não apenas quando arde ou é para pagar impostos.