Editorial

Este Carnaval é que é nacional

Fevereiro é sinónimo de frio, alguma chuva e vento, salvo boas exceções. Isso não é notícia. Afinal, estamos no inverno e, apesar do aquecimento global, inverno ainda é tempo de frio.
Por isso, não deixa de ser curioso observar alguns carnavais que se fazem quando a chuva e o vento obrigam ao cancelamento de desfiles previamente agendados e onde se investiu um ano inteiro de trabalho e muito dinheiro.

As estradas têm dois sentidos

Já foi notícia nestas páginas na semana passada o volume de exportações. Segundo os dados divulgados pelo INE, Bragança aparece como líder destacado com mais de 500 milhões de euros exportados, 12 vezes mais que os restantes concelhos, que também deram sinais positivos. Carrazeda de Ansiães, por exemplo, foi o que mais cresceu, “registando, em três anos, um aumento de 278 por cento, na venda de bens ao exterior”, escrevia o Fernando Pires.

O futuro e nós

Em 2017, a política promete aquecer o verão no Nordeste Transmontano. O pontapé de saída para as eleições autárquicas já foi dado e o candidato do principal partido da oposição na capital de distrito foi apresentado na sexta-feira, como pode ler aqui ao lado. Aliás, os leitores do Mensageiro de Bragança tiveram a oportunidade de saber atempadamente quem seria o candidato escolhido pelo PS, apesar do sabor amargo que isso deixou em algumas mentes mais céticas, que se limitam a destilar fel.

Como se pescam turistas?

O ano de 2017 assume-se como de especial relevo para o Nordeste Transmontano. Para além de ser ano de eleições autárquicas, o que pode mudar ou confirmar tendências, é também ano de concretização de projetos estruturantes para a região, como o das minas de ferro de Torre de Moncorvo, ou de consolidação de alguns indicadores, como os que foram divulgados recentemente sobre os ganhos do setor do turismo.

Periferia? Qual periferia?

Em agosto de 2014, a propósito do 35.° Encontro pela Amizade entre os Povos, promovido pelo movimento Comunhão e Libertação, o Papa Francisco reforçou o seu apelo por uma Igreja presente nas “periferias” da sociedade atual”.

A outra galinha dos ovos de ouro

O José Mário Leite que me desculpe o atrevimento, mas esta semana vou pedir emprestado o título da sua colaboração, que pode ler aqui, ainda que falando de um tema completamente diferente, a falta de visão de alguns dos nossos concidadãos.

A outra galinha dos ovos de ouro

O José Mário Leite que me desculpe o atrevimento, mas esta semana vou pedir emprestado o título da sua colaboração, que pode ler aqui, ainda que falando de um tema completamente diferente, a falta de visão de alguns dos nossos concidadãos.

Como se ajuda quem não quer ser ajudado?

Já em dezembro aqui foi abordada uma questão que deve fazer refletir a sociedade como um todo. O envelhecimento da população é uma fatalidade que, acompanhada da emigração, que nos últimos anos tem atingido com a força de um murro no estômago principalmente o interior do país, fez crescer um fenómeno que nos deve preocupar a todos.
Os idosos que, vendo partir a família em busca de melhores condições, ficam sozinhos e quase sem apoio, e os excluídos da sociedade.

Papa, 2017 e Maria

Marias há muitas mas, afinal, há só uma. E o ano Mariano que agora se vive na Igreja fica especialmente marcado pela anunciada visita do Papa Francisco em maio de 2017.

Em que século estamos?

Nesta altura do Advento, tudo é luz, cor, alegria. Tendemos a pensar em reunir a família à volta do bacalhau e do polvo. Tendemos em “ajudar os pobrezinhos, coitadinhos”, porque fica bem lembrarmo-nos deles nesta altura, em que serpenteiam pela imaginação os cenários ao jeito de Oliver Twist, de grande miséria pelas ruas e em que as crianças pouco mais tinham para prenda do que uma laranja ou um pedaço de carvão.