Editorial

A justiça da memória

Monsenhor José de Castro foi um dos ilustres brigantinos que deixou um contributo inestimável para a cultura portuguesa mas que passa despercebido na região de origem. Um caso como tantos outros, de transmontanos que se fazem ao mundo e por ele deixam a sua marca.

A vontade de ferro

O processo de reativação da exploração das minas de ferro de Torre de Moncorvo foi recheado de avanços e recuos e, sobretudo, as posições dúbias de alguns dos que mais tinham a ganhar em apoiar o projeto causaram muita confusão e semearam a incerteza.

Esse tempo já lá vai, até porque alguns já não estão entre nós para se defenderem. Mas a assinatura do contrato entre o Governo e a MTI para a exploração das minas de Moncorvo veio, pelo menos, aplacar os ânimos e trazer um pouco mais de paz de espírito aos céticos.

Lideranças vazias

Não está fácil a vida para o Partido Socialista de Bragança e, em especial, para Luís Silvestre.
Às dificuldades em fazer lista para se candidatar à concelhia, à falta de confiança que cresceu na relação com Lisboa até ao impasse na escolha do candidato à Câmara da capital de distrito, o caminho no cargo que há 20 anos almejava tem sido um autêntico campo minado.
Depois de anos e anos afastado dos cargos de decisão, Silvestre arrisca-se a ficar sem o poder, agora que lá chegou. É como apagar a luz a um cego que tinha acabado de voltar a ver.

As novas tecnologias e a evangelização

Muita gente, quando olha para a instituição Igreja, ainda tem medo de apanhar alguma alergia ao pó e ao bafio.
Mas a Igreja não seria a instituição secular que é se ao longo da História da Humanidade não se tivesse sabido adaptar aos novos tempos, constantemente, reinventando não a sua mensagem mas a forma de a transmitir.
É certo que nunca como neste tempo que é o nosso o mundo acelerou tão depressa.
Não adianta ser detentor da maior das verdades e da mais bela das Palavras se a guardarmos só para nós.

Párem lá de adiar o futuro

Olhar para as áreas protegidas, hoje, é como olhar para dentro de uma cápsula do tempo. Tudo permanece como há 30 anos, mas com mais pó e teias de aranha, que é como quem diz com um aspeto mais envelhecido, como menos árvores e menos pessoas.
O Parque Natural de Montesinho, uma das maiores áreas protegidas de Portugal, é um caso paradigmático do contracenso que tem sido a política ali aplicada. A área é protegida mas as populações não.

Afinal, isto está tudo ligado

Esta não é uma daquelas teorias da conspiração que defendem tudo e o seu contrário. Mas a verdade é que basta juntar os pontos pois isto está tudo ligado.
Pode começar nas páginas aqui ao lado e no fenómeno de desaparecimento de idosos numa região cada vez mais envelhecida.
Como a Glória Lopes escreve, numa reportagem a ler e reler, foram 16 nos últimos três anos e meio, segundo dados da GNR. Não são casos de subtração por forças alienígenas mas convém ter uma atenção cada vez mais redobrada para estes acontecimentos, que são o resultado do envelhecimento de uma região.

Uma doença auto-imune

Diz-se amiúde que a primeira coisa que um português faz quando é publicada uma nova lei é descobrir como contorná-la. Por estes dias, foi conhecido um inquérito a mais de três mil professores que mostra o descontentamento que vai grassando pela profissão. Mas continua a haver situações auto-infligidas que, se calhar, contribuíram para esse cenário.

O tempo ao contrário

Chuva e frio quando se anseios pelos primeiros raios de sol primaveris, calor abrasador quando muita  gente já suspira pelas primeiras chuvas (moderadas).
O tempo anda cada vez mais ao contrário e a fazer descarrilar a vida do pobre agricultor.
“Ando nisto há meia dúzia de anos e a cada ano é diferente, não dá para prever um comportamento da produção”, comentava, esta semana, um técnico ligado aos castanheiros.

Três anos e meio à espera de um papel??

A queixa do presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia, durante a abertura da Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, apanhou o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, de surpresa.
A ausência de um papel (alegadamente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas) está a emperrar o investimento no concelho. Em causa estarão vários milhões de euros (como se pode ler aqui ou na edição impressa).

Quer ajuda? Pague!

No dia 7 de agosto, este agosto, um incêndio causou um desgosto a muitos automobilistas que, durante cinco horas, se viram retidos na A1, uma das autoestradas que liga Porto a Lisboa.