Editorial

Párem lá de adiar o futuro

Olhar para as áreas protegidas, hoje, é como olhar para dentro de uma cápsula do tempo. Tudo permanece como há 30 anos, mas com mais pó e teias de aranha, que é como quem diz com um aspeto mais envelhecido, como menos árvores e menos pessoas.
O Parque Natural de Montesinho, uma das maiores áreas protegidas de Portugal, é um caso paradigmático do contracenso que tem sido a política ali aplicada. A área é protegida mas as populações não.

Afinal, isto está tudo ligado

Esta não é uma daquelas teorias da conspiração que defendem tudo e o seu contrário. Mas a verdade é que basta juntar os pontos pois isto está tudo ligado.
Pode começar nas páginas aqui ao lado e no fenómeno de desaparecimento de idosos numa região cada vez mais envelhecida.
Como a Glória Lopes escreve, numa reportagem a ler e reler, foram 16 nos últimos três anos e meio, segundo dados da GNR. Não são casos de subtração por forças alienígenas mas convém ter uma atenção cada vez mais redobrada para estes acontecimentos, que são o resultado do envelhecimento de uma região.

Uma doença auto-imune

Diz-se amiúde que a primeira coisa que um português faz quando é publicada uma nova lei é descobrir como contorná-la. Por estes dias, foi conhecido um inquérito a mais de três mil professores que mostra o descontentamento que vai grassando pela profissão. Mas continua a haver situações auto-infligidas que, se calhar, contribuíram para esse cenário.

O tempo ao contrário

Chuva e frio quando se anseios pelos primeiros raios de sol primaveris, calor abrasador quando muita  gente já suspira pelas primeiras chuvas (moderadas).
O tempo anda cada vez mais ao contrário e a fazer descarrilar a vida do pobre agricultor.
“Ando nisto há meia dúzia de anos e a cada ano é diferente, não dá para prever um comportamento da produção”, comentava, esta semana, um técnico ligado aos castanheiros.

Três anos e meio à espera de um papel??

A queixa do presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia, durante a abertura da Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, apanhou o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, de surpresa.
A ausência de um papel (alegadamente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas) está a emperrar o investimento no concelho. Em causa estarão vários milhões de euros (como se pode ler aqui ou na edição impressa).

Quer ajuda? Pague!

No dia 7 de agosto, este agosto, um incêndio causou um desgosto a muitos automobilistas que, durante cinco horas, se viram retidos na A1, uma das autoestradas que liga Porto a Lisboa.

Exemplos, os bons e os maus

O Ser Humano aprende por repetição. Fazemos o que vemos fazer. Mas os exemplos são como os bancos, há os bons e os maus.
Ao longo do verão proliferam as festas e romarias. Em muitos casos, apesar do esforço dos párocos, nem sempre as comissões de festas têm a capacidade de harmonizar as romarias com as festividades religiosas.
Mas, em Vilas Boas, Vila Flor, as boas práticas são um daqueles exemplos que deve ser observado e seguido.

Não queremos cá os turistas estrangeiros

Não, o texto que se segue não é nenhum manifesto de expulsão de estrangeiros.
Antes pelo contrário.
Numa altura em que cresce o número de turistas a quererem  visitar o nosso país, continuamos a dar tiros nos pés.
O problema não é de agora. Enquanto (alguns) empresários vão fazendo esforços no sentido de adequar a oferta de serviços de qualidade à procura crescente, os nossos governantes insistem em complicar o que deveria ser simples.

Pelo menos entreguem o boletim...

Era uma vez um crente e com uma fé enraizada. Todas as semanas pedia a graça de Deus para o ajudar na hora do sorteio do Euromilhões. E, invariavelmente, todas as semanas via outros a fazerem a festa. Mas a sua fé permanecia inabalável e a confiança recrudescia a cada novo sorteio.
Todas as semanas pedia a ajuda divina, até que o próprio Pai não aguentou mais e dirigiu-lhe uma mensagem clara: “Eu até te ajudava. Mas ao menos faz o esforço de entregar o boletim”.

Dar corpo à utopia

Na semana passada, o recém eleito presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Raúl Martins, condedeu uma entrevista ao jornal PÚBLICO, em que emitiu algumas pérolas mascaradas de opinião avalizada.
De entre elas, destaco as seguintes: “Estamos sempre a cometer erros, como construir autoestradas no interior para incentivar investimentos…