Editorial

Pelo menos entreguem o boletim...

Era uma vez um crente e com uma fé enraizada. Todas as semanas pedia a graça de Deus para o ajudar na hora do sorteio do Euromilhões. E, invariavelmente, todas as semanas via outros a fazerem a festa. Mas a sua fé permanecia inabalável e a confiança recrudescia a cada novo sorteio.
Todas as semanas pedia a ajuda divina, até que o próprio Pai não aguentou mais e dirigiu-lhe uma mensagem clara: “Eu até te ajudava. Mas ao menos faz o esforço de entregar o boletim”.

Dar corpo à utopia

Na semana passada, o recém eleito presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Raúl Martins, condedeu uma entrevista ao jornal PÚBLICO, em que emitiu algumas pérolas mascaradas de opinião avalizada.
De entre elas, destaco as seguintes: “Estamos sempre a cometer erros, como construir autoestradas no interior para incentivar investimentos…

E os direitos de quem fica?

É uma daquelas coisas que ninguém questiona. Todos têm o direito a ganhar o pão e a fazer pela vida.
Mas, como todas as liberdades, a nossa acaba onde começa a do próximo.

Eu ‘show’ Marcelo

Eram 15 iniciativas previstas para levar a cabo em pouco mais de dois dias, porque Marcelo Rebelo de Sousa, como o próprio reconhece, é hiperativo. Mas acabaram por ser um pouco mais porque há sempre alguém que acena de uma janela ou se chega mais um pouco à comitiva e este Presidente não se faz rogado a distribuir beijos, abraços e apertos de mão.

Um Presidente todo-o-terreno interessado em todo o país

A cada jogo da Seleção Nacional de futebol no Campeonato da Europa, mais vozes se ouvem clamando pela presença do jovem Renato Sanches na equipa.
“Traz a intensidade que falta ao jogo coletivo português”, diz-se à voz corrente.
Vendo na televisão, o desencanto de alguns, a má forma física de outros não se esconde. Ao vivo, no estádio, salta à vista que intensidade é um eufemismo para aquilo que falta ao jogo português. Defeitos que Renato Sanches não só mascara como combate.

Os últimos que são os primeiros

Na escola primária, uma das coisas que os alunos primeiro aprendem é que os últimos são sempre os primeiros. Na vida, nem sempre é assim, pelo menos se todos juntos não fizermos por isso.
Como a jornalista Glória Lopes dá conta aqui ao lado, o distrito de Bragança foi o último dos 18 do país em que foi instalado o sistema de audição de testemunhas por video-conferência em processos de contraordenação rodoviária.

O problema que se cura todos os dias

Uma terra sem juventude é uma terra sem futuro. A maior ferida que se pode abrir no coração de uma região é expurgar os seus jovens.

A inércia transmontana

Inércia. De acordo com o dicionário, é a 1.falta de ação ou falta de atividade;  2. preguiça, indolência ou  3. a propriedade dos corpos que não podem, per si, alterar o seu repouso ou o seu movimento. Ou seja, um corpo não submetido à ação de nenhuma força.

O tribunal do povo

1. Tal como aqui se deixava antever, há uma semana, o Secretário de Estado da Administração Interna concedeu uma entrevista em exclusivo ao Mensageiro, que pode ler nas páginas anteriores.
Jorge Gomes já passou por muita coisa na política mas sempre soube escolher as batalhas que queria travar. Quando os tempos assim o exigiram, deu um passo atrás para poder, mais tarde, avançar dois em frente.

Oportunidades

1. Apesar de a chegada do verão estar a ser, este ano, particularmente tímida, a vigilância das praias, rios e piscinas pede especial acutilância, sobretudo tendo em conta a promessa de uma vigilância apertada das autoridades... aos vigilantes. Os últimos dias para a regularização da situação pode ser uma oportunidade para que os veraneantes que escolhem o Nordeste Transmontano se sintam, de facto, em segurança, voltando sempre atraídos pela segurança e acolhimento. E os responsáveis pelas praias mais concorridas da região já mostraram estar atentos à situação.