Editorial

Uma doença auto-imune

Diz-se amiúde que a primeira coisa que um português faz quando é publicada uma nova lei é descobrir como contorná-la. Por estes dias, foi conhecido um inquérito a mais de três mil professores que mostra o descontentamento que vai grassando pela profissão. Mas continua a haver situações auto-infligidas que, se calhar, contribuíram para esse cenário.

O tempo ao contrário

Chuva e frio quando se anseios pelos primeiros raios de sol primaveris, calor abrasador quando muita  gente já suspira pelas primeiras chuvas (moderadas).
O tempo anda cada vez mais ao contrário e a fazer descarrilar a vida do pobre agricultor.
“Ando nisto há meia dúzia de anos e a cada ano é diferente, não dá para prever um comportamento da produção”, comentava, esta semana, um técnico ligado aos castanheiros.

Três anos e meio à espera de um papel??

A queixa do presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia, durante a abertura da Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, apanhou o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, de surpresa.
A ausência de um papel (alegadamente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas) está a emperrar o investimento no concelho. Em causa estarão vários milhões de euros (como se pode ler aqui ou na edição impressa).

Quer ajuda? Pague!

No dia 7 de agosto, este agosto, um incêndio causou um desgosto a muitos automobilistas que, durante cinco horas, se viram retidos na A1, uma das autoestradas que liga Porto a Lisboa.

Exemplos, os bons e os maus

O Ser Humano aprende por repetição. Fazemos o que vemos fazer. Mas os exemplos são como os bancos, há os bons e os maus.
Ao longo do verão proliferam as festas e romarias. Em muitos casos, apesar do esforço dos párocos, nem sempre as comissões de festas têm a capacidade de harmonizar as romarias com as festividades religiosas.
Mas, em Vilas Boas, Vila Flor, as boas práticas são um daqueles exemplos que deve ser observado e seguido.

Não queremos cá os turistas estrangeiros

Não, o texto que se segue não é nenhum manifesto de expulsão de estrangeiros.
Antes pelo contrário.
Numa altura em que cresce o número de turistas a quererem  visitar o nosso país, continuamos a dar tiros nos pés.
O problema não é de agora. Enquanto (alguns) empresários vão fazendo esforços no sentido de adequar a oferta de serviços de qualidade à procura crescente, os nossos governantes insistem em complicar o que deveria ser simples.

Pelo menos entreguem o boletim...

Era uma vez um crente e com uma fé enraizada. Todas as semanas pedia a graça de Deus para o ajudar na hora do sorteio do Euromilhões. E, invariavelmente, todas as semanas via outros a fazerem a festa. Mas a sua fé permanecia inabalável e a confiança recrudescia a cada novo sorteio.
Todas as semanas pedia a ajuda divina, até que o próprio Pai não aguentou mais e dirigiu-lhe uma mensagem clara: “Eu até te ajudava. Mas ao menos faz o esforço de entregar o boletim”.

Dar corpo à utopia

Na semana passada, o recém eleito presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Raúl Martins, condedeu uma entrevista ao jornal PÚBLICO, em que emitiu algumas pérolas mascaradas de opinião avalizada.
De entre elas, destaco as seguintes: “Estamos sempre a cometer erros, como construir autoestradas no interior para incentivar investimentos…

E os direitos de quem fica?

É uma daquelas coisas que ninguém questiona. Todos têm o direito a ganhar o pão e a fazer pela vida.
Mas, como todas as liberdades, a nossa acaba onde começa a do próximo.

Eu ‘show’ Marcelo

Eram 15 iniciativas previstas para levar a cabo em pouco mais de dois dias, porque Marcelo Rebelo de Sousa, como o próprio reconhece, é hiperativo. Mas acabaram por ser um pouco mais porque há sempre alguém que acena de uma janela ou se chega mais um pouco à comitiva e este Presidente não se faz rogado a distribuir beijos, abraços e apertos de mão.