Igreja // Solidariedade

Bragança volta a estar representada na direção da CNIS

AGR em Qui, 29/01/2015 - 11:09

Realizam-se no próximo sábado as eleições para a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a CNIS. Eleutério Alves, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, integra a única lista que vai a sufrágio, continuando como tesoureiro de uma das mais influentes confederações do país. O Pe. Lino Maia encabeça uma lista de fraternidade para um novo mandato. Ao Mensageiro, Eleutério Alves aceitou fazer o balanço.

Mensageiro de Bragança: Que balanço faz do último mandato?
Eleutério Alves: Desde logo a afirmação da CNIS como a entidade mais representativa do sector solidário. A palavra e a escrita do P. Lino Maia foram determinantes para que as politicas sociais fossem de encontro aos interesses das IPSS e dessa forma se salvaguardassem os direitos sociais de milhares de cidadãos excluidos socialmente ou em situação de pobreza reconhecida. Com muito esforço, muita  determinação e até nalguns momentos muita coragem,  com o apoio institucional da CNIS, o sector solidário não só não destruiu emprego como ainda criou emprego, aumentou a prestação de serviços, chegou a mais familias e mais cidadãos. Saliento também o esforço da CNIS para que mais governantes  se envolvessem  na nossa luta por melhores politicas sociais. De facto a relação de cooperação que até ao ano passado se resumia a um protocolo negociado entre o sector solidário e o Ministério da Solidariedade, envolve já hoje e para o próximo ano, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, até porque os serviços que as IPSS prestam incidem numa grande percentagem nos serviços dependentes destes três ministérios.
A nível interno a CNIS conseguiu pacificar algumas divergências, muitas vezes sem sentido, e criar condições de estabilidade e confiança interna e externa que permitiram que neste acto eleitoral apenas se apresente uma lista candidata liderada pelo P. Lino Maia.
MB.: Quais as prioridades para o futuro?
E.A.: De imediato garantir que não haverá recuo nesta conquista na cooperação, porque foi uma luta e uma vontade de vários anos e estamos conscientes do interesse deste esforço para que a cooperação seja mais efectiva e mais eficaz. A sustentabilidade das IPSS a quem se exije cada vez mais serviços para responder às necessidades das comunidades locais deverá também merecer uma atenção especial e permanente. A nível de cooperação a CNIS deverá  ser muito determinada na promoção de uma Lei de Bases para a Cooperação. Não basta ao Estado reconhecer que o serviço que as IPSS prestam é um serviço publico e prestado com qualidade. As IPSS prestam em parceria com o Estado, serviços de apoio social que a este pertencem.  É necessária uma lei que para além desse reconhecimento, apoie esse esforço, crie condições para o seu desenvolvimento, o fortalece e também o regule. É necessário garantir regras, estabilidade e confiança nas relações entre o governo e os parceiros sociais.
 
(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa)