Cultura // Bragança

Cidade ganha novos tons com o regresso do festival Sreet Art (com vídeo)

Marta Pereira em Ter, 04/07/2017 - 12:16

“Bragança Uma Cidade de Todos e para Todos” foi o tema da  edição deste ano do Sm’arte – II Festival de Street Art que se realizou no fim-de-semana passado na cidade de Bragança.

Durante três dias, diversos artistas de arte urbana deram uma nova vida a alguns espaços públicos da cidade, sobretudo no Bairro Social da Mãe d’ Água, onde este ano tiveram lugar grande parte das intervenções. Através da arte urbana, os 11 artistas provenientes de vários pontos do país e do estrangeiro, juntaram-se aos alunos de escolas do concelho para reabilitar de forma criativa os prédios do Bairro Social da Mãe d’ Água, o muro do Centro Ciência Viva, a ponte pedonal do Forte São João de Deus e a encosta do castelo de Bragança. Ricardo Dobrões, mais conhecido por Trip, é o único artista profissional de Street Art do distrito de Bragança e já é o segundo ano que participa nesta iniciativa.  Numa das paredes do Bairro da Mãe d’ Água pintou “três jovens de etnias diferentes que estão a tirar uma selfie dentro de um B para representar o tema do festival”. “Em Bragança conseguimos encontrar várias culturas sem ser a portuguesa e é isso que retrato no meu mural”, explicou o artista. Trip considera que esta iniciativa “é muito boa, principalmente este ano que está a decorrer no bairro” e podem “pintar grandes paredes, quase todos no mesmo sítio”. “Fica uma zona muito mais agradável do que estar a fazer em vários pontos da cidade e onde tudo  fica mais disperso”, frisou.

Nuno, com o nome artístico The Caver, é natural de Lisboa, já esteve em Bragança em 2009 e no ano passado também a pintar. Este ano veio dar cor a uma parede no bairro da Mãe d’Água. Explicou que a sua peça “está muito relacionada com a portugalidade e com as raízes mais rurais do nosso país”, e tem como objetivo “ajudar a não esquecer essa cultura portuguesa e essas tradições, como os caretos”. Para ele este festival é uma “ótima iniciativa” porque considera “que isto acaba por ser  também cultural e enquanto houver eventos culturais é sempre bom”, salientou.
 
(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa)