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Entrevista aos dois candidatos assumidos às eleições na Concelhia do PS

António G. Rodrigues em Qui, 11/01/2018 - 10:42

A uma semana das eleições para a Concelhia de Bragança do Partido Socialista, o Mensageiro promove uma entrevista aos dois candidatos assumidos até ao momento, de forma a contribuir para o debate e esclarecimento de ideias. As regras foram simples. Foram feitas as mesmas perguntas aos dois candidatos, André Novo e Dinis Costa, que tiveram o mesmo espaço para intervir.
 

André Novo: “Estou em posição favorável para liderar o PS”
1. Porque decidiu candidatar-se à Comissão Política Concelhia de Bragança do PS?
André Novo:
A experiência que adquiri pela intervenção cívica, política e partidária dos últimos anos, aliada à experiência profissional e académica que tenho, colocam-me numa posição favorável para que possa liderar um PS concelhio forte e trabalhador, capaz de reconquistar a confiança do eleitorado Brigantino. Estas condições permitem-se sentir, naturalmente, uma grande aceitação no seio do PS, mas também na sociedade brigantina, de forma transversal. Mas as eleições internas que se avizinham não serão nenhum combate fratricida. As próximas eleições assentarão, sim, numa disputa franca, democrática, de projetos e de futuro. É assim, com alternativas, que o PS se pode afirmar ainda mais, mostrando que é um partido vivo e dinâmico. Depois do dia 19 de janeiro estou convicto que todos os militantes do PS serão chamados a intervir, a trabalhar e a colaborar com os novos órgãos eleitos.

2. Considera que é preciso alterar o rumo político da Concelhia? De que forma?
AN.:
O PS de Bragança sempre teve homens e mulheres que deram o seu melhor. Cada um, à sua maneira, dignificou e honrou o PS e a sua Declaração de Princípios. As lideranças têm um cunho pessoal que as tornam únicas, mas sempre suportadas com o trabalho e a dedicação dos militantes e dos simpatizantes que, nos diferentes momentos, dão a cara pelo Partido. Sei que o caminho se faz caminhando e se faz com todos. Sei o que quero, para onde vou e como quero ir. Sempre com rigor, honestidade e transparência. Não me desviarei um milímetro do caminho e dos objetivos a atingir.

3. Quais os três principais vetores na ação política que gostaria de implementar na Concelhia de Bragança do PS?
AN.:
Credibilizar o trabalho desenvolvido, comunicando de forma mais eficaz e demonstrando aos cidadãos que o PS unido é um partido capaz de se afirmar como uma verdadeira alternativa democrática.
Unir militantes, simpatizantes e amigos do PS num projeto unificador, assumindo que a diversidade é a matriz fundamental que permite construir um projeto vencedor.
Construir uma rede abrangente de pessoas e ideias, que permita maior proximidade com todos os Brigantinos.
 

Dinis Costa: “Tenho o dever de não me resignar”
1. Porque decidiu candidatar-se à Comissão Política Concelhia de Bragança do PS?
Dinis Costa:
Por um imperativo de consciência e impulso cívico. Nos últimos dois anos, sobretudo, o PS/Bragança embrenhou-se numa sucessão de episódios erráticos e pouco esclarecidos que acabaram por prejudicar a atuação do partido. Tendo assistido a isso de perto, tenho, creio, o dever especial de me não resignar nem conformar-me a esse estado de coisas.
O PS/Bragança precisa de concentrar-se em fazer mais política e menos intriga.
É tempo de tentar fazer as clarificações internas que se impõem e que reputo de absolutamente necessárias para o futuro coletivo do PS/Bragança, independentemente de quem, em concreto, venha a protagonizar esse futuro.
É um contributo que deve assentar no debate de ideias. No debate político. Só assim podermos fazer as clarificações necessárias. O PS/Bragança tem perdido fulgor pelo facto de não debater nem clarificar posições. Creio que posso empreender, conjuntamente com as dezenas de militantes que em Novembro me vieram dizer isso mesmo, essa tarefa.

2. Considera que é preciso alterar o rumo político da Concelhia? De que forma?
DC.:
O que é necessário é imprimir um rumo que honre as melhores tradições do Partido Socialista. Um rumo que implica devolver o primado da política ao quotidiano da ação do PS. Devemos concentrar-nos em fazer o que nos compete: defender as melhores políticas para as pessoas. Voz para denunciar o que está mal e errado, e propormo-nos fazer melhor e diferente. Para defender políticas e medidas que atendam às reais necessidades das pessoas e, em primeira linha, dos mais desfavorecidos.
Um rumo e caminho que não hesite em dar a cara, com orgulho, por politicas que devolvem rendimentos às famílias e que viram uma página de austeridade à qual nos queriam condenar eternamente, e, sobretudo, um rumo que coloque o PS/Bragança como entidade promotora de politicas dirigidas ao desenvolvimento local e regional.  
 
3. Quais os três principais vetores na ação política que gostaria de implementar na Concelhia de Bragança do PS?
DC.:
Consolidação, abertura e proximidade.
Consolidação de um posicionamento político claro, à esquerda, concentrado exclusivamente na defesa dos interesses das populações. De melhores politicas para as pessoas, as famílias, as empresas e que valorize o nosso território. Abertura para perceber os novos problemas. Perceber os constrangimentos que nos afetam e que vão muito para além dos mais evidentes – em resultado do despovoamento e do envelhecimento das populações  - ,e que reclamam uma atitude atenta e interventiva para dialogar com os mais jovens e com eles projetar o futuro do nosso concelho e região.
Proximidade porque toda a ação política é dirigida às pessoas que importa ouvir e com quem é necessário estar. Em diálogo. Para que juntos, no PS, possamos enfrentar os enormes desafios que se colocam a uma cidade e região como a nossa.
 
(Entrevistas completas disponíveis para assinantes ou na edição impressa)