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Ginásio do Cérebro da Fundação Betânia garantiu melhorias a mais de metade dos utentes

António G. Rodrigues em Seg, 12/02/2018 - 17:03

O período de massagens está marcado apenas para as 16h15 mas, uma hora antes, já se começa a formar uma fila de espera no Ginásio do Cérebro Sénior, instalado há dois anos na Fundação Betânia, em Bragança, com o apoio da Fundação EDP.

“É um dos espaços preferidos dos utentes”, revela Catarina Fernandes, gerontóloga na instituição e responsável por aquele espaço, enquanto vai encaminhando os utentes que vão chegando à pequena sala. “Disseram-nos que o espaço não deveria ser muito grande, para melhor gestão das atividades, mas sentimos necessidade de o alargar, pois a procura é muita”, sublinha Paula Pimentel, diretora técnica da Fundação Betânia.

O espaço está a funcionar há dois anos e os resultados são promissores. “Dos 60 utentes analisados, 30 registaram melhorias ao longo das avaliações feitas”, explica Catarina Fernandes. Para além disso, 40 por cento conseguiram “manter as suas faculdades cognitivas”, enquanto que apenas dez por cento registaram perdas”, sublinhou, o que acaba por ser “um bom resultado”. “Sem o ginásio, haveria uma regressão das capacidades cognitivas na maioria deles”, explica a técnica.

Enquanto isso, vão chegando mais utentes, à espera da sessão de estimulação cognitiva individualizada, uma das duas vertentes do espaço (a outra é multisensorial). Ali procede-se a “um treino mental de forma sistemática”, com recurso a equipamento adquirido graças a uma candidatura vencedora a um projeto solidário da Fundação EDP. Inclui um computador, dois painéis de cor utilizados para sessões de snoezelen, com vários botões que os utentes podem experimentar e dão “um ambiente mágico à sala”, frisa a gerontóloga. Um dos painéis inclui jogos, outro liberta fragâncias. Há ainda um sofá massajador, um painél tátil com fibras óticas, instrumentos musicais. O computador que controla a sala, o Snesor Magic, permite ainda a ligação à internet, a reprodução de vídeos, jogos, karaoke, entre outras atividades. Às vezes, o espaço transforma-se numa sala de cinema, com direito a pipocas, onde os utentes desta Estrutura Residencial de Pessoas Idosas (lar) assistem a alguns dos clássicos portugueses.
 
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