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Competências para o mercado de trabalho no século XXI

A sociedade está em permanente mudança, sendo cada vez mais difícil prever o futuro a curto e a longo prazo. Assim, torna-se um desafio para as instituições de educação e formação e para as pessoas em geral identificar as competências que devem promover ou adquirir para responderem com êxito às necessidades e desafios do século XXI.
Na sociedade da tecnologia e do conhecimento as organizações operam numa economia global, caracterizada pela competição, interdependência económica e colaboração. O mercado de trabalho exige profissionais altamente qualificados. Neste contexto, e no sentido de ajudar a refletir sobre as competências mais valorizadas pelo mercado de trabalho, saliento as evidenciadas num relatório elaborado em 2016 pelo Fórum Económico Mundial, organização de grande credibilidade e imparcialidade, http://reports.weforum.org/future-of-jobs-2016. Assim, nesse relatório evidenciam-se as dez competências consideradas mais importantes para o mercado de trabalho em 2020, sendo, da mais valorizada para a menos valorizada: resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de recursos humanos, colaboração, inteligência emocional, tomada de decisões, interajuda, negociação e flexibilidade cognitiva. Cada uma destas competências pode ser útil em contextos e situações diversificados.
Resolução de problemas complexos: devemos estar preparados para lidar com problemas complexos, principalmente nos domínios tecnológicos e sociais, pois diariamente somos confrontados com múltiplos problemas associados à inovação tecnológica e a situações sociais que precisamos de ultrapassar.
Pensamento crítico: é necessário questionar cada ação realizada, ou que se pretenda realizar no contexto em que vivemos, com raciocínio e pensamento lógico.
Criatividade: diariamente surgem novos serviços e novos produtos, por isso, os empregadores necessitam de contratar ou manter nas suas empresas pessoas familiarizadas com as tecnologias, para as poderem utilizar em novos produtos, novos serviços e novas formas de se relacionarem e cativarem o seu público alvo.
Gestão de recursos humanos: é fundamental desenvolver competências que permitam motivar as pessoas, desenvolver talentos e habilidades.
Colaboração: é importante promover a melhoria das relações sociais e humanas, para que cada pessoa possa desenvolver o poder de colaborar, ajustar-se aos outros e ser sensível às suas necessidades e preocupações.
Inteligência emocional: os empregadores necessitam de pessoas que estejam atentas às reações dos outros e ao impacto dessas reações nas suas empresas.
Tomada de decisões: as organizações lidam cada vez mais, com uma maior quantidade de informação, necessitando de trabalhadores que consigam analisá-la corretamente e tomar, com base nela, decisões inteligentes.
Interajuda: é necessário que cada pessoa procure formas de ajudar os outros.
Negociação: deve-se cultivar a capacidade de negociação, promover e consolidar acordos, privilegiando a construção de pontes em vez de muros inultrapassáveis.
Flexibilidade cognitiva: deve-se promover a criatividade e a sensibilidade para compreender e resolver problemas, com a flexibilidade adequada a cada contexto.
O conhecimento tornou-se vital no século XXI e as pessoas necessitam de adquirir competências para ingressarem ou manterem-se no mundo do trabalho. Esse conhecimento será tanto mais importante quanto mais se adequar ao mercado de trabalho, o que implica possuir as competências mais adequadas que para além das referidas sobressaem outras, entre as quais, competências que incluam comunicação, alfabetização digital, cidadania, ouvir os outros, controlo de qualidade e produtividade.

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