A opinião de ...

Moralidades

1. Durante anos, o currupio de milhões de euros à solta em empréstimos de toda a ordem e espécie, proporcionou um festim de uns poucos à custa de tantos.
Mas foi preciso uma fuga de informação para saber quem foram os poucos que gozaram à custa de tantos que contribuem, diariamente, com os seus impostos, para o que chamamos de Estado. Impostos que deveriam servir para pagar a saúde de todos, as escolas, as estradas, os serviços do Estado, os salários dos funcionários que prestam serviço público (e aqui se inclui, por exemplo, os aumentos pedidos por enfermeiros, descongelamentos de carreiras de professores), o apetrechamento de forças de segurança. Nos últimos dias, o país viu-se confrontado com notícias de queixas sobre as condições em que algumas forças têm de assegurar o socorro das populações. Seja com material circulante manifestamente “clássico” (carros), seja em instalações físicas (a base do GIPS de Bragança, cujas implicações pode acompanhar na notícia da página seguinte).
Olhando para a lista de maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos (banco público), percebe-se ali muita atuação em privado. Mas não se percebe como foi possível conceder empréstimos, de vários milhões de euros, dados integralmente como perdidos.
Uma coisa é emprestar dinheiro a empresas para determinados projetos, que podem ou não vingar, a troco de garantias, que revertem para o banco em caso de incumprimento. Outra é deixar fugir milhões sem que se veja um cêntimo em troca nem forma de o recuperar.
Qualquer empresário (ou dona de casa) sabe que tem de gerir com parcimónia o seu dinheiro. Ainda mais quando o dinheiro é de outros. E, sobretudo, quando os outros somos todos nós.
Apurem-se responsabilidades e aprenda-se com os erros. Até para separar o trigo do joio.

2. Decorre, por esta altura, no Panamá, a Jornada Mundial da Juventude. Espera-se, no fim de semana, o anúncio do Papa Francisco de que a próxima edição deste evento que junta mais de um milhão de jovens cristãos seja atribuído a Portugal, dentro de três anos. Seria mais uma oportunidade de provar que em Portugal se organiza ao melhor nível e um grande impulso no disseminar da Fé.

3. Algumas empresas ditas de comunicação aparecem, amiúde, pelo Nordeste Transmontano, abordando responsáveis de paróquias com a promessa de divulgação das suas atividades. Começam por fazer perguntas mas acabam a entregar a conta. Uma situação que configura burla.
Os agentes pastorais têm, através da diocese de Bragança-Miranda, diversos canais e meios de divulgação das suas atividades. A começar pelo órgão oficial da diocese, o Mensageiro de Bragança, jornal de todos nós, que semanalmente abre as suas páginas às várias iniciativas que vão decorrendo por este território que corresponde ao Nordeste Transmontano, seja nas páginas dedicadas à Igreja, seja na Agenda diocesana. Uma divulgação feita sem qualquer custo e apenas sujeita à informação que nos vai chegando.
Para além disso, para projetos mais específicos, o departamento de publicidade e marketing tem toda a disponibilidade para aconselhar e ajudar a delinear estratégias de marketing e divulgação, seja de eventos específicos, seja de serviços. Porque é a união que faz a força e o todo vale mais do que a soma das partes.

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