A opinião de ...

Janeiro “geadeiro”: Nem boa meda, nem bom palheiro!

Janeiro caminha rapidamente para o fim e lamentavelmente, tudo parece indicar que o próximo será mais um mês extremamente seco, quer na nossa região, quer na maior parte de Portugal continental. E porquê? A culpa é do suspeito do costume! O anticiclone dos Açores, que parece completamente imune às grandes alterações que se verificaram na estratosfera e consequente divisão do vórtice polar, está a bloquear a chegada da precipitação abundante com origem no atlântico, e ao mesmo tempo, mantém o ar frio de origem polar também longe.
É certo que choveu, mas em quantidades irrisórias que em praticamente nada contribuem para aumentar a humidade nos solos. Estamos prestes a terminar o segundo mês do inverno meteorológico, aquela que deveria ser a estação das chuvas por excelência e que a cada ano que passa parece ser mais seca. No ano passado, para exemplificar, apenas tivemos chuvas e neve a partir de finais de fevereiro e início de março.
Nos próximos dias continuaremos com condições meteorológicas sem grandes dinâmicas, com um tempo “aborrecido”, basicamente a continuação da estabilidade com uma corrente de quadrante norte, seca em geral. Pontualmente poderemos ver um ou outro aguaceiro que consiga superar as grandes cordilheiras do norte da Península e que serão de neve a cotas altas. Nada de significativo porque suspeito do costume, o anticiclone, vai continuar a dominar.
As temperaturas vão manter-se em valores normais para janeiro. Bragança, terá nos próximos dias máximas entre os 6 e os 8ºC e mínimas entre os -4 e os 0ºC. Mirandela entre os 9 e os 11ºC de máxima, entre os -2 e os 3ºC de mínima, já Freixo de Espada à Cinta vai registar máximas entre os 8 a 10ºC e mínimas entre 1 a -3ºC.
Os mapas continuam a simular sempre no largo prazo, situações interessantes de inverno, com precipitação abundantes e nevadas na região, contudo, tal como aconteceu esta semana, são tendências sempre a muitos dias de distância que os modelos têm muita dificuldade em confirmar e trazer para o curto prazo.
Precisamos urgentemente de uma mudança de padrão que nos traga a precipitação abundante tal como as previsões sazonais apontam, mas como sempre estaremos pendentes do anticiclone.
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