Ricardo Mota

Sócrates, Me Confesso…

Sábado, três da tarde, sol ameno. A árvore, ali mesmo defronte, abana-se ao mais leve sopro do vento que a acaricia. Já la vão uns vinte anos, meu sogro, Sr. Arnaldo, austero, a graciosidade de quem vai oferecer, arrancou uma franzina oliveira, podou-a com a ligeireza de quem sabe e disse: tome, leve-a para a Charneca da Caparica. E aqui está, risonha e companheira, sempre presente. A sombra que nos empresta, a todos que a procuram quando o calor desce e nos quer sufocar, é petisco de verão, sirvo-a juntamente com bebidas e outros mimos que arregalam a vista e descansam o estômago.