Pe. Manuel Ribeiro

Identidade

Para uma sã convivência, todas as relações pressupõem regras e códigos. Regras e códigos que assentam em princípios antropológicos, filosóficos e teológicos sobejamente refletidos, estudados e vividos secularmente. São estas regras e códigos que dirimem o egoísmo e narcisismo naturais do ser humano e potenciam amplamente a revelação do melhor que há em cada um. Porém, não se pode esquecer nesta equação o condicionalismo próprio do tempo-espaço ôntico, ou seja, o homem é um ser num tempo e num espaço próprios, com condições e circunstâncias únicas e irrepetíveis.


Identidade

Para uma sã convivência, todas as relações pressupõem regras e códigos. Regras e códigos que assentam em princípios antropológicos, filosóficos e teológicos sobejamente refletidos, estudados e vividos secularmente. São estas regras e códigos que dirimem o egoísmo e narcisismo naturais do ser humano e potenciam amplamente a revelação do melhor que há em cada um. Porém, não se pode esquecer nesta equação o condicionalismo próprio do tempo-espaço ôntico, ou seja, o homem é um ser num tempo e num espaço próprios, com condições e circunstâncias únicas e irrepetíveis.


A imposição pagã do pai-natal

Vivemos um período belo de luz e de cor que preenche as avenidas e ruas das nossas comunidades. O Pai Natal revela-se como que o elemento comum deste colorido.  Todavia, sempre me inquietou – e continua a perturbar-me – como é que num estado dito laico e democrático se permite à imposição, em forma quase ditatorial, na consciência social comum esta “nova” forma-fórmula de expressão de substituição religiosa do Natal-Encarnação. É nos colocado a ideia de que o natal é natal sem a razão do natal, sem Deus-Menino, sem o Dom da Encarnação. Tudo parece dado como adquirido.


«De Spe» (Acerca da Esperança)

Depois de uma simples e humilde reflexão sobre a Fé e as suas dinâmicas, somos, agora, convidados a cogitar sobre a Esperança. Hoje, o mundo hodierno inunda-nos de inúmeros vendedores de ilusões, de sonhos vãos, com custos duros e promíscuos, que, mais cedo do que pensamos, nos vêm cobrar com altíssimos juros as mentiras, os eufemismos e os mais tresloucados sofismas por eles proclamados. São estes ditos ‘arautos da esperança’ que me leva a refletir e a escrever sobre o tema da Esperança.


É chegada a hora!

Com a chegada do mês de Agosto regressam, também, muitos dos nossos que, depois de longa ausência, retornam ao lugar que tanto lhes diz. Agosto é sinónimo de encontro, de festa, de celebração, de vida. Por isso, as inúmeras romarias e festas que, um pouco por toda a nossa Diocese vão ocorrendo, deve-nos instigar a questionar o porquê dessas festas. Todas elas (ou quase todas) estão intimamente ligadas à devoção e espiritualidade do nosso povo.