Adriano Moreira

A GUERRA NESTE TEMPO GLOBAL

É impossível tratar da guerra no espaço europeu, especialmente neste tempo breve que são os séculos XX e XXI, ocupando-nos de cada um dos conflitos que enchem a história destes dois séculos. É apenas fragilmente possível tratar de caraterizar os tipos de guerra que se desenvolveram, e para isso tentar fixar conceitos operacionais. Neste caso para verificar a caducidade de alguns, a incerteza de outros quanto aos contornos e motivações, e ainda a diferença de valorações de que o fenómeno da guerra é objeto, de acordo com as circunstâncias.


O preço do equívoco

Uma interrogação que vai crescendo de importância nas meditações dos analistas é a de saber se o Estado ainda é a invenção apropriada para governar as sociedades. De facto o núcleo da inquietação é talvez o da redefinição da soberania, salvando-se a palavra para cobrir uma nova composição do poder efetivo, da sua graduação relativa, e da relação com organismos supraestaduais.


A PRIMEIRA ENCICLICA DO PAPA FRANCISCO

Ao mesmo tempo que apareceu na língua portuguesa A Lista de Bergoglio, da autoria de Nello Scavo, sobre “os que foram salvos por Francisco durante a ditadura” (Argentina), editado pela Paulinas Editora (2013) também o Papa Francisco nos envia, ao episcopado, ao clero, às pessoas consagradas, e aos fiéis leigos, a sua: Evangelli Gaudium, “sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual”.


O Politécnico de Bragança

Durante vários anos de inútil intervenção foi solicitada, sugerida, e agora necessariamente exigível de qualquer governo, a racionalização da rede do ensino superior. A reforma desse ensino foi decretada, ainda antes de 1974, pelo governo, quando Portugal tinha uma visão de império, mas seguramente dificuldades sobre a visão de futuro. O facto é que a reforma entrou de facto em vigor quando o país já tinha mudado de definição.