Armando Fernandes

 

 

De tamancos…

Identificam-se muito mais os homens pelas suas volições do que com a sua verdadeira substância, por isso a minha incapacidade em perceber a substância motivadora dos abrasivos socos, pontapés e insultos protagonizados por uma escumalha juvenil contra jogadores de futebol na Academia (vejam a deturpação do sentido de Academia) do Sporting.

Identidades

Se perguntarmos ao ancião de Lagarelhos o que entende por identidade, o homem apesar de parco em letras de escrever acabará por se lembrar do Bilhete ou da Cédula que atestam as suas características e origens, o mesmo podemos plasmar relativamente às regiões, povos e países. Se metermos conversa com a velhinha de Quadrazais e lhe perguntarmos de onde nasceu logo se expande em consideração/informações não deixando de evocar os ancestrais contrabandistas e peculiar acento linguístico.

Um empreendedor

Nos primórdios ao ler a notícia da criação do Instituto Politécnico de Bragança ficou-me a ideia de ser uma extensão da Escola Superior de Educação de maior volumetria, de espaços circundantes mais largos e acima de tudo lugar de estacionamento de professores regressados das colónias em coabitação com os relegados das Universidades por terem esgotado o período destinado ao doutoramento. Depressa dissipei tal ideia.

Avaliações

A senhora Margarida Balseiro Lopes é deputada eleita numa lista do PSD. Desconheço o seu currículo, situação profissional e acção no desempenho do cargo. No entanto, o Expresso informa-me da sua pretensão a concorrer à liderança da JSD, na esteira de distintos e reputados especialistas em banalidades e reputados génios de bagatelas.

O Professor e o Pavão

Não gostei, nem esqueço a forma desastrada como Passos Coelho governou o País, muitas centenas de milhares de portugueses também não, por isso mesmo Rui Rio tem a árdua tarefa de convencer os desavindos e os outros que Passos passou levando em sua companhia Maria Luís, ainda o grupo de assessores envernizados leitores de The Economist desconhecedores do País real, por isso a sua calamitosa acção.

Dos passos em frente

Não me enganei caro leitor, escrevi Dos e não quis escrever dois passos na fórmula leninista de um passo à frente, dois passos atrás, porquanto no tocante a Passos (Coelho, como escrevi várias vezes, politicamente estava inerte), sendo necessário ao PSD caso queira recuperar o poder, primacialmente tem de recuperar a confiança de pelo menos um milhão de votantes levando-os a varrerem da memória palavras e acções ditas e aplicada no decurso do governo passista e afrontosamente passadista.

Justiça

Desde o tempo de menino, aquela época da construção do Palácio da Justiça de Bragança pelos presos, sentia temor quando lá em casa o meu pai falava de tribunais mercê da sua faina e farda decorrentes do seu múnus profissional. Também, o tremor e o temor p ao de a ser encarcerado, de adoecer de modo ficar hospitalizado. O Fernando Almeida meu companheiro de Escola mostrava bom cariz embora vivesse na cadeia, só que ele ali estanciava dada a profissão do progenitor.

O pavão perdeu a pena

Tão elegante, tão cromático e tão lambido quanto um pavão indiano, assim se mostrou e falou Pedro Santana Lopes na disputa com Rui Rio pela liderança do PSD.

O guito

Desculpem os leitores ter recorrido a um calão para pronunciar dinheiro, segundo alguns a mola real (e republicana) que faz abrir todas as portas, olear todas as fechaduras, remover todas as dificuldades, comprar…quase todas as consciências. Há anos andei empenhado na justificação de um projecto relativo ao dinheiro e ao jogo, por esse motivo obriguei-me a leituras ásperas, de modo a justificar a criação do Museu.

Natal

Artistas de todas condições e credos têm na Natividade tema fecundo a gerar obras de inúmeros recortes e sentidos, seja no âmbito das artes plásticas, seja no campo das literaturas, seja ainda (e de que maneira!) no tocante à nona arte, a gastronomia.