Editorial - António Gonçalves Rodrigues

Um passado para memória futura

Imaginemos que, num daqueles países de terceiro mundo um organismo encarregue de inspecionar vias de comunicação de um determinado país deixa um alerta quanto a possíveis danos numa ponte. Continuemos nesse exercício, imaginemos mais um pouco que nenhuma autoridade competente (o Estado) mexe uma palha que seja. Afinal, se não caiu até agora, o mais provável é que continue de pé. Até que caiu. Uma investigação rápida conclui que houve incúria dos serviços públicos que deveriam ter zelado pela segurança da estrutura e impedido os acontecimentos que terão levado à degradação da ponte.