Ricardo Mota

Rua do Cabecinho…

A praceta tem o nome de uma das ruas que nela desembocam. Nos fins de tarde, nas tardes dos Agostos de inferno, abrasadores e sufocantes, por aqui não vive ninguém, nem o zurzir das moscas se escutam. Os paralelos, granitos da região, aquecidos ao rubro, ajudam à festa, neste sítio grelham-se as mentes e as almas. As portas e janelas que se debruçam para este pátio há muito que deixaram de ter companhia, os ferrolhos, as dobradiças, as velhas fechaduras morrem de saudade de quem lhes dava o uso.