Carlos Fernandes

Quo Vadis PSD? (4)

Naturalmente que o Distrito de Bragança não podia ficar à margem da disputa pela liderança do PSD. E mais uma vez ficou evidente que o PSD do concelho de Bragança está de um lado e o PSD do distrito está de outro lado. Esta maleita começou a afectar o PSD do concelho quando o engº Jorge Nunes ganhou a C.M. de Bragança em 1997. Desde então para cá ,em todas as escolhas de liderança, o PSD  de Bragança ganha contra o PSD do distrito e contra o PSD nacional. 11 concelhias do distrito, sistemáticamente, acertam na escolha ,  a de Bragança apoia sempre o candidato derrotado. É obra!

Quo Vadis PSD? (2)

Quem tivesse acompanhado o congresso do PSD que elegeu o Dr. Rui Rio ficava a saber que a sua liderança não ía ser fácil.
De um lado os comentadores de serviço alinhados com os interesses inconfessáveis da capital e da «linha de Cascais».
Do outro lado os derrotados capitaneados pela D. Paula Peixeira e pelo sr. Miguel Relvas que atacaram Rui Rio sem lógica e sem sentido.

Quo vadis PSD? (I)

Não escondo a simpatia política que tinha pelo Dr. Pedro Santana Lopes na disputa de liderança do PSD pela sua forma de estar na política. Mas também não escondo a satisfação que me deu a vitória do Dr. Rui Rio.

Revisão Administrativa

Arq.º Nuno Trancoso
Manuel Carlos Fernandes
Dezembro de 2011
 

Quem nun sabe é c’mo quem nun bê – I

A reforma administrativa aprovada na segunda metade do séc. XIX em pleno regime monárquico, mostra bem a diferença entre a competência e a incompetência.
Eu penso que essa divisão administrativa não foi resultado de nenhum impulso mediático ou político. Doutra forma não teria durado quase 150 anos.
Os vulgos republicanos da I república não tiveram coragem de mexer em tal coisa.

Mas ... pra quê?

A D. Manuela (Ferreira Leite) sugeriu em tempos, suspender a democracia por 6 meses. Lembram-se? E eu defendo que as eleições autárquicas são, perfeitamente, dispensáveis e desnecessárias. É que  vistas bem as coisas o resultado vai dar sempre a 308 ditadurazecas concelhias.
É verdade que as aldeias estão cada vez mais com menos gente ao ponto de, em dezenas de freguesias ser cada vez mais difícil fazer listas. Depois ao longo do mandato o objectivo deixa de ser resolver os problemas das populações e passa a ser mudar para o partido de presidente da Câmara.

Quinta Epistola de Bragança aos barões do PSD

E Passos ganhou em 2011!
E Passos ganhou em 2015!
E vossas senhorias estão, agora, preocupados porque o PSD e Passos estão a descer nas sondagens.
Finalmente, vossas senhorias dão sinais de vida ao preocuparem-se tanto com o PSD e com o Passos.
E por isso em tudo o que é canal de TV, rádio ou jornais vossas senhorias aparecem, de dia e de noite, a debitar palpites e bitaites para o povo pensar que a salvação de povo de PSD será correr com Passos!
E vossas senhorias estão a pensar bem. Estão a pensar à António Costa!

Quarta epístola de Bragança aos BARÕES do PSD

É verdade que o cavaquismo trouxe-nos uma década de progresso, desenvolvimento e prosperidade económica. É verdade que o cavaquismo transformou este país e a sociedade portuguesa como nunca tinha acontecido. Mas também é verdade que:
nunca houve tantos abusos de poder por parte dos poderosos da política, do dinheiro e da finança;
nunca houve tanto dinheiro mal investido, mal aplicado e tantos desvios de fundos;
é neste período que começa o ataque (nunca visto) ao Interior do país e às regiões mais desfavorecidas (excepto Açores e Madeira);

Terceira epístola de Bragança aos BARÕES do PSD

Quem vos escreve do cimo de Portugal é alguém que tem acompanhado, de perto, a vida política dos últimos 42 anos. Não deve ter sido por acaso que durante muitos anos foi o militante nº25 do distrito do cimo de Portugal e que com a refiliação inventada, nos anos 90, pela dupla Marcelo/Rio foi despromovido para dar lugar, se calhar, a alguns (de vossas senhorias).

Segunda epístola de Bragança aos BARÕES do PSD

Mas como o povo não acredita em vós a maioria (de vossas senhorias) lá consegue (umas jeiras) nas rádios e nas televisões que o povo não ouve nem vê e pelas quais (jeiras)sois principescamente pagos. E como o povo sabe que «a mocha» do povo não dá com a vossa «cornuda» a percentagem de abstenção nas eleições tem vindo a aumentar desde o 25 d’Abril.