Pe. José Luís Pombal

Reforma V

«Abençoadas sejam as manhãs!» reparou simplesmente Bernanos. Na história da Igreja os períodos matinais abundam. Diga-se que os tempos das reformas transportam esta carga de significado. Mas não só. Desde o século XIX que o papado goza de uma estima e devoção prevalecente que podemos identificar com uma prolongada manhã. O advento do Papa Francisco dá prosseguimento a este movimento e sublinha-o sobremaneira, como a recente presença em Portugal expressa.

Reforma IV

No séc. XVI a vida cultural da Alemanha é marcada pela difusão de dois movimentos: a Devotio Moderna, à qual se aludiu nos artigos anteriores, e o humanismo. Não são realidades dicotómicas, antes vêem a sua história entrelaçada até, pelo menos, ao aparecimento de humanistas hostis para com a Igreja e para com o próprio Cristianismo, o que acontece no princípio do mesmo século XVI.

Reforma (III)

Procurar uma reforma integral, in capite et in membris, é o objectivo de muitos esforços ao longo do tempo da Igreja. Entre os séculos XIV e XVI, muitos membros da hierarquia desejavam a reforma, mas nem sempre tinham a força suficiente para lhe dar cumprimento. Tal como quando se trata da nossa conversão pessoal: nem sempre se levam por diante com lucidez e firmeza as mudanças necessárias. Assim se compreende que vários Concílios apelem à reforma, mas faltem o discernimento e a coragem para a empreender. No fundo, as autênticas mudanças não se processam por decreto.