Silva Peneda

A MUDANÇA RADICAL NA EUROPA

 
As imagens por vezes são mais impressivas de que um texto e, em 2015, há três imagens que dão nota da mudança do que aconteceu na Europa.
 
A primeira imagem é a do velho pensionista grego em Atenas a aguardar pacientemente numa fila a abertura de uma caixa de multibanco que estava fechada. A segunda, o cadáver de um menino deitado numa praia da Turquia. A terceira imagem, um conjunto de tanques de guerra e de soldados a patrulhar a Avenida Louise, no centro de Bruxelas, completamente deserta dias depois do atentado de Paris.
 

A INVASÃO DE REFUGIADOS VISTA PARA ALÉM DO DRAMA DO MOMENTO

A invasão da Europa por milhões de pessoas que fogem de países afetados pela guerra é uma catástrofe humanitária. Estamos a falar de um fenómeno que só é comparável com o que se passou durante a segunda grande guerra mundial. Com os tumultos que se verificam no Médio Oriente e em vários países de África, a Europa foi escolhida como o destino preferido e a desigual distribuição destes refugiados transformou-se na grande questão política do momento e é um verdadeiro teste à solidariedade europeia.

A UNIVERSIDADE DE TRÁS OS MONTES A ALTO DOURO A CAMINHO DA EXCELÊNCIA

 
Há cerca de dois anos que sou Presidente do Conselho Geral da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro (UTAD), o que me possibilita conhecer os problemas da instituição. Porque estou distante da gestão diária penso que, com isenção, posso dar a minha opinião sobre a forma como a UTAD tem vindo a evoluir.  
E porque se trata de uma instituição pública sinto que é também meu dever dar conta para o exterior da Universidade sobre o significado e importância das transformações operadas nos últimos dois anos.

Carta Aberta à Senhora Esquerda

Meus caros leitores do Mensageiro de Bragança,
O Senhor Padre José Carlos tem insistido comigo para voltar às páginas do nosso semanário. Espero que me perdoem esta ausência que é devida a constrangimentos provocados pela uma nova etapa da minha vida que me levou a ir viver para Bruxelas, onde desempenho a tempo inteiro funções junto do Presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker. 

Um olhar sobre a Economia

O Senhor Arcebispo de Braga convidou-me para juntamente com o Dr. Miguel Cadilhe e o Engenheiro João Proença participar numa sessão que era suposto dar conta do meu olhar sobre a economia. 
 
Pensei que seria interessante acompanhar o meu olhar de um outro olhar, o olhar do Papa, através da exortação Evangelii Gaudium. 
 

A DECISÂO DO BANCO CENTRAL EUROPEU

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou uma mediada que vai ter um enorme significado na politica económica europeia e também no nosso País.
A partir de Março deste ano e, pelo menos, até Setembro de 2015 o BCE irá comprar títulos de dívida pública aos bancos a um ritmo de 60 Mil Milhões de euros por mês.
Os bancos podem utilizar esse dinheiro para comprar outros ativos financeiros ou para emprestar às empresas e às famílias, o que irá favorecer o aumento do rendimento disponível, do consumo e do investimento.

A decisão do Banco Central Europeu

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou uma mediada que vai ter um enorme significado na politica económica europeia e também no nosso País.
A partir de Março deste ano e, pelo menos, até Setembro de 2015 o BCE irá comprar títulos de dívida pública aos bancos a um ritmo de 60 Mil Milhões de euros por mês.
Os bancos podem utilizar esse dinheiro para comprar outros ativos financeiros ou para emprestar às empresas e às famílias, o que irá favorecer o aumento do rendimento disponível, do consumo e do investimento.

Quanto mais para trás se olhar melhor se vê para a frente

Um dia Winston Churchil disse: “Quanto mais para trás se olhar melhor se vê para a frente”.

O fim do regime?

Os fins de regime normalmente estão associados ao facto de não haver vontade para enfrentar os verdadeiros problemas que afetam a vida das sociedades. Nesses tempos de fim de regime instala-se a ideia de que a melhor prática é ir adiando, esperando que o tempo traga uma solução; as intervenções dos responsáveis são em certa medida geniais, porque vão sempre no sentido de permitir diferentes leituras, conforme as apetências de cada um, ao ponto de se poder afirmar que essa é a condição essencial de sobrevivência na política desses tempos.
 

Saída da "troika"

A saída da “troika” só pode ter sentido se o crescimento um económico vier a desempenhar um papel decisivo no processo de reequilíbrio das contas públicas. A ser assim, a estratégia orçamental do País deverá situar-se num espaço muito estreito que recuse, não só a ideia de que só com mais despesa pública poderá haver crescimento económico, mas também que o reequilíbrio das contas públicas só se fará com cortes, mais ou menos indiscriminados na despesa pública, ou com aumento de impostos.