Incendiários, o rapaz e o lobo

Este é um período especialmente crítico e propenso a grandes incêndios. Felizmente já não tanto na floresta mas na política, com o aproximar da campanha eleitoral para as autárquicas.
Para trás fica um agosto especialmente quente, em que vários partidos sentiram dificuldades em formar listas em algumas freguesias de vários concelhos.
Normal.
O que já não é tão normal é o facto de levianamente se invocar como justificação as “pressões” de quem está no poder. Não que elas não possam ter existido. Mas, a existirem, de facto, é caso de polícia e de tribunais.
Se de facto existiram pressões que inibiram cidadãos de contribuírem ativamente nos seus direitos cívicos e democráticos, devem ser denunciadas às autoridades, com as respetivas provas. Quem delas tem conhecimento, é isso que tem de fazer.
Se não há provas, não adianta vir bradar aos céus, que aqui d’El-Rei... Sob pena de se entrar na falta de credibilidade.
É nessas alturas que me lembro da história que várias vezes o meu pai me contava do rapaz e do lobo, que tantas vezes em vão gritou por ajuda que, quando de facto o lobo chegou, já não havia ninguém na aldeia para aturar tantos queixumes...