Educação e sucesso dos jovens

Refletir sobre o tema educação é sempre um pequeno contributo que se presta à sociedade, no sentido de se poder ser cada vez melhor. A educação é e será a forma mais complexa, mais credível e mais utilizada para promover a evolução da sociedade e a paz entre as pessoas, entre as organizações e entre os países. Assim, para um início de ano, e enquanto não tivermos outras avaliações, é com muito prazer que enfatizo notícias positivas relativas à educação formal do país, associadas ao sucesso dos jovens. 
Saliento os resultados obtidos pelos jovens portugueses na avaliação do programa PISA (Programme for International Student Assessment). Este programa teve início em 2000 e avalia, de três em três anos, a literacia dos alunos de 15 anos, identificando em que medida os jovens são capazes de mobilizar os seus conhecimentos em Ciências, Leitura e Matemática na resolução dos problemas do dia-a-dia. Os dados, conhecidos em 2016, referem-se à edição de 2015, relativos a 500 mil alunos, sendo 7325 portugueses.
Como salientou o jornal público em 6/12/2016, “Portugal é dos poucos países membros da OCDE onde se tem observado uma tendência de melhoria contínua nos resultados. A Finlândia, por exemplo, tem manifestado a tendência inversa”, “Pela primeira vez os jovens portugueses ficaram à frente da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) nestes três domínios que são avaliados pelo PISA”.
Ao vivermos num mundo global tem sentido efetuar algumas comparações com outros países, mas como cada país tem as suas especificidades e prioridades, por vezes as comparações entre países tornam-se pouco adequadas e com reduzida relevância. Assim, a principal consequência desta avaliação deve ser efetuada, principalmente, a partir da evolução que cada país verificou, e neste sentido, Portugal teve, nesta avaliação, em cada uma das áreas analisadas médias de pontuações mais elevadas do que nas avaliações anteriores. Os resultados positivos na educação são sempre fruto de muitas variáveis, mas devem ser encarados com agrado por todas as forças políticas, essencialmente, porque revelam evolução do país, e podem funcionar como indicadores que indiciam que os jovens estão a tornar-se mais preparados para enfrentar o presente e o futuro.
Num mundo extremamente competitivo, em que grande parte das pessoas vive em competição permanente, pode ser importante competir com os outros, mas é urgente criar nos jovens a capacidade de competirem consigo próprios, motivando-os para que se empenhem a fazer no dia seguinte mais e melhor do que o dia anterior.