A opinião de ...

Inferno Democrático…

A teorização sobre a existência de Deus e do Diabo vem das calendas romanas, questões da Fé, o tema apaixona a humanidade desde os primórdios, no limite o desconhecido é Deus e seu reverso o Diabo.
Os portugueses descobriram que para lá dos mares existiam outras terras e outras gentes e toda esta gente interroga-se sobre Deus como Ser Criador, da Humanidade e do Universo. Nos dias de hoje centramo-nos no Universo onde habita o infinito.
Einstein, uma das mais brilhantes mentes humanas sentiu necessidade de escrever uma “Carta a Deus”, cinco anos antes da morte que ocorreu em 1959: - “Deus não é nada para mim senão a expressão do produto das fraquezas humanas e a Bíblia uma coleção de lendas veneráveis mas bastante primitivas”. Este sábio/cientista legou-nos a teoria de que o visível no universo corresponde apenas a 5% do real pois que o resto, os outros 95%, estão invisíveis noutros universos paralelos, nos insondáveis buracos negros. O mundo científico continua na peugada da prova desta teorização e, pelas últimas noticias, a espectativa acelera. Esta carta, “Carta a Deus”, acaba de ser vendida por 2,6 milhões de euros, tal a carga explosiva da mensagem, quase inatingível.
Por seu lado, Stephen Hawking, nosso contemporâneo e eminente cientista do firmamento, deixou escrito o conceito de Pluriverso, banindo do dicionário o termo Universo, corroborando a teoria de Albert Einstein.
Cá, no nosso pequeno mas adorado burgo, ficou registado, nesta matéria, o pensamento de uma das maiores poetisas, Natália Correia: - “ Não jurarei que qualquer Deus exista. Só sei que é grosseiro viver sem Deuses porque mais importante que os Deuses existirem é acreditarmos neles”.
E lá vamos, desde a Pré-História, na senda das respostas às interrogações que nos preocupam sabendo que, na explicação de uma saltarão outras, tendo o infinito como meta.
Mas é aqui, no nosso pequenino Portugal, que me interrogo, com deveres de cidadania, sobre os ventos que varrem o meu país, de norte a sul, comparo estes ventos à existência ou não, do famigerado e mais que anunciado Diabo.
Regresso ao epicentro troikano, Passos/Cavaco, tempos desejados pela Direita, casada com uma dita esquerda, de aliança negativa em cada dedo. Naqueles tempos o medo instalou-se, pois que nem uma agulha bolia naquela quieta melancolia: as Corporações e os Sindicatos transidos de medo, acovardadas, esperavam ansiosamente a chegada da democracia, a que respeita as liberdades. E cá estão, em todo o esplendor, ateando o fogo que queima, reduzindo a cinzas o esforço de toda uma Nação, travestidos de amarelo, cavalgando a onda dos privilegiados de sempre, Corporações e Sindicatos Públicos, na miragem de efémeras migalhas de poder.
Hitler foi eleito com voto popular, nas urnas. Na velha França, a ferro e fogo, Le Pen espreita. Em Portugal, de novo a dita Esquerda, de aliança miserável com a Direita, dançando o vira suicida, aos olhos de todos, empurra Portugal para a fogueira do Inferno Democrático….

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3710