Bragança

Os 300 anos do Santuário de Santo Amaro estão a ser assinalados com peregrinação jubilar

Publicado por AGR em Qui, 01/22/2026 - 14:03

O Santuário de Santo Amaro, em Vilarinho, assinala 300 anos em 2026 e as comemorações começaram no sábado, com a primeira peregrinação jubilar e eucaristia, presidida pelo bispo D. Nuno Almeida.
“Um ano jubilar, um ano em que se convidam os fiéis a virem ainda mais assiduamente a este lugar, que já é um lugar de oração e um lugar de referência para muita gente. E tem também uma dimensão de reconciliação”, explicou o prelado, ao Mensageiro.
A eucaristia, celebrada naquele santuário junto à aldeia de Vilarinho, no concelho de Bragança, foi precedida da abertura da Porta Santa Jubilar.
“Um santuário, quando é declarado santuário jubilar, oferece também aos fiéis a indulgência plenária, que é o mesmo que dizer o perdão em plenitude. Um perdão que atinge não só as culpas, os pecados, mas também aqueles resíduos que ficam daquilo que foi alguma situação mais grave. Portanto, é também um convite, naturalmente, tendo em conta o padroeiro, que seguiu a regra de São Bento, um convite a uma oração mais intensa para depois podermos trabalhar, isto é, podermos exercer a nossa tarefa e a nossa missão com mais diligência e com mais amor”, frisou D. Nuno Almeida.
O bispo de Bragança-Miranda sublinha, no entanto, que há regras próprias para a indulgência.
“A indulgência plenária tem suas regras próprias, implica a participação, implica celebrar o sacramento, ou melhor, são fazer uma peregrinação e o próprio santuário convida, de facto, a peregrinar e a peregrinar em silêncio, no fundo, em espaços muito bucólicos e belos. Portanto, o peregrinar exteriormente e interiormente passar a porta, que é uma porta com um significado especial, que é o próprio Cristo que nos recebe, celebrar o Sacramento da Reconciliação nesse dia ou num dia próximo, pode-se vir em peregrinação, e conversar-se depois, durante a semana seguinte. Participar na Eucaristia e nunca esquecer a oração pelo Santo Padre, isto é, unirmos a nossa oração às intenções do Santo Padre, às intenções da Igreja. Porque a graça jubilar é uma graça individual para cada um, cada um recebe, mas cada um, ao receber a graça jubilar está, no fundo, a elevar também a Igreja”, disse ainda D. Nuno Almeida.

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