José Mário Leite

Polícias e Bandidos

De forma dura e inesperada, fomos surpreendidos, recentemente, com notícias que nos davam conta de fortes evidências da existência de sevícias e atos de tortura, levados a cabo por agentes da autoridade na esquadra do Rato em Lisboa. Ainda não se tinham apagado os ecos de maus tratos e inadmissíveis humilhações a emigrantes, igualmente protagonizados por forças de segurança. Obviamente que estes grupos são excrescências das organizações de que fazem parte, mas, não arrastando consigo as respetivas corporações que integram, também não podem ser toleradas só por a elas pertencerem.


Viver Bem

Recentemente o cineasta português João Canijo brindou-nos com um díptico explorando, em duas óticas, a complexidade de relacionamentos difíceis e penosos de duas realidades coexistentes num pequeno hotel, a dos proprietários e a dos utentes, que, adequadamente, titulou de “Mal Viver” e “Viver Mal”, respetivamente. É normal que a arte se debruce, ocupe e explore as situações mais críticas, impiedosas e, às vezes, cruéis.


Os Falsos Profetas

Um certo dirigente político da nossa praça, incapaz de o assumir diretamente, mandou espalhar por este nosso Portugal, cartazes para, dissimuladamente, dizer algo bem diferente do que ali estava escrito. Não satisfeito com o protagonismo obtido veio, por ocasião do Natal, “desafiar” os portugueses para assumirem claramente os nossos valores e cultura, concretamente, os valores cristãos de Portugal e da Europa.


O Bangladesh

Recentemente apareceram uns cartazes com uma frase que causou grande polémica, não propriamente pelo que a mesma afirmava, pois tal é óbvio e indesmentível, “Portugal não é o Bangladesh” mas, no meu modesto entender pela ausência de uma palavra, como mais adiante explicarei. Entretanto, vamos lá ao Bangladesh.


Médico, Cientista e Autarca Entram num Bar

Um médico europeu, com reputação mundial, há pouco mais de um ano, quando trabalhávamos no orçamento que caberia à investigação de apoio à sua atividade, reclamou para si o título de melhor cirurgião na sua especialidade e, por isso, lhe eram devidas condições excecionais para a continuação do seu trabalho. Não tenho conhecimento suficiente (nem perto disso) para atestar ou contestar a sua afirmação.


Renascer

E eis que um novo ciclo se inicia, passadas que foram as eleições autárquicas com os vereditos impostos pela vontade popular e, com eles, as renovações, as reafirmações e as alterações tidas e achadas como sendo as melhores soluções para cada um dos municípios da nossa terra.


Sentido de Estado (ou a falta dele)

Diga, Nuno Melo o que disser, quando frente aos microfones da televisão associou os participantes portugueses na Flotilha Humanitária para Gaza, a um apoio ao Hamas, os telespetadores viram e ouviram o Ministro da Defesa de Portugal a fornecer a um Estado estrangeiro, argumentos que podem ser usados em prejuízo de cidadãos nacionais. E isso é de uma gravidade enorme, no meu modesto entender, muito maior que a autorização de aterragem de três caças americanos, na Base das Lages, a caminho de Israel.


Moderação (ou a falta dela)

O Governo deliberou baixar o IVA na habitação para casas cujo valor seja inferior a 648.000 euros e rendas até 2.300. E bem. O problema está, como, entre muitos outros, assinalou Paulo Raimundo, na adjetivação: valores moderados. Uma renda de 2.300 euros por mês é uma renda moderada? É moderado dar 648.000 euros por uma casa? Diz quem? O Governo que coloca a remuneração de 2.300 euros brutos por mês no sexto escalão do IRS.


Moderação (ou a falta dela)

O Governo deliberou baixar o IVA na habitação para casas cujo valor seja inferior a 648.000 euros e rendas até 2.300. E bem. O problema está, como, entre muitos outros, assinalou Paulo Raimundo, na adjetivação: valores moderados. Uma renda de 2.300 euros por mês é uma renda moderada? É moderado dar 648.000 euros por uma casa? Diz quem? O Governo que coloca a remuneração de 2.300 euros brutos por mês no sexto escalão do IRS.


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