José Mário Leite

NATRUMP

O Montenegro é uma pequena república dos Balcãs com pouco mais de meio milhão de habitantes. Há inúmeras cidades americanas e europeias com uma população superior. É um país independente desde 2006 e aderiu, recentemente, à NATO. Assumiu, como qualquer um dos restantes membros, as suas obrigações perante a organização militar ocidental e, tal como os outros, é credora de todos os direitos conferidos pelo Tratado do Atlântico Norte. O mais importante estabelece que qualquer ataque a um dos membros é interpretado como um ataque a todos.


Quatro mil milhões!!!

Quatro mil milhões de euros é quanto o Estado Português se comprometeu gastar, por ano, em defesa, no âmbito da NATO! Seguramente que grande parte desta “pipa de massa” será usada para comprar armamento moderno, eficaz, contemporâneo e inovador. Seguramente que equipamento, serviços e aconselhamento técnico, com essas características existe em abundância e pronto a ser comercializado, do lado de lá do Atlântico de onde voou recentemente o presidente Trump que, de dedo em riste, veio impor tal absurdo aos “amigos” europeus. O que o motiva é fácil de perceber.


Ecos lusitanos do maio 68 (O “caso Béjart)

O movimento estudantil com epicentro na parisience Sorbonne estava ao rubro qundo em Lisboa a Fundação Gulbenkian apresentava, no Coliseu, o bailado “Romeu e Julieta” interpretado pela companhia belga Ballet du Xxème Siécle fundada e dirigida por Maurice Béjart, nome artístico do coreógrafo francês Maurice-Jean Berger.
O programa do XII Festival Gulbenkian de Música previa, no âmbito de outras atividades culturais, três apresentações, a 6, 7 e 8 de junho de1968, da já famosa companhia onde haveria de atuar, mais tarde, o imortal Rudolf Nureyev.


M & M

O título desta crónica podia indiciar que versaria as conhecidas drageias de chocolate e amendoim. Não é o caso. O acrónimo M&M, no que a esta crónica diz respeito, refere-se ao teorema que ficou conhecido com as iniciais dos seus nomes, enunciado e provado em 1958 pelos economistas Franco Modigliani e Merton Miller e que esteve na origem do Nobel com que a Academia sueca o galardoou.


NÃO PISE A RELVA, POR FAVOR

 
– Por favor, não pise a relva
– Porquê?
– Porque não se deve pisar...
– E porque não?
– Porque ao pisá-la estraga-se!
– Estrago? Mas estrago, como? A melhor utilidade da relva é precisamente para se andar nela. Se ao fazê-lo a estrago, afinal que utilidade tem?
– O problema é precisamente esse. A relva não é para pisar.


Por quem Deus nos mandou avisar

“A César o que é de César” Recomendou Jesus quando questionado sobre a licitude do pagamento do tributo romano. Sendo-lhe devido, espera-se que este trate bem o que lhe pertence. E assim foi. César, o Júlio, tratou bem do que lhe foi confiado. Tratou bem de Roma, dos romanos e do império que consolidou, melhorou e ampliou. Cuidou bem da sua família e tratou de que a sua mulher, sendo honesta, se comportasse exemplarmente para que igualmente o parecesse. Cuidou bem do seu filho Brutus, que tanto amou, como testemunhou Marco António no célebre discurso fúnebre.