José Mário Leite

PROPINAS (POUCO) DEMOCRÁTICAS

Não é roubando-lhe algumas das suas bandeiras que se combate o populismo. Pelo contrário, enveredando pelos mesmos caminhos, apenas se confere legitimidade aos respetivos estandartes que, sem qualquer surpresa, a extrema-direita usa e maneja com superior mestria pois foi ali que foram concebidos e promovidos. É conhecida a tentação dos políticos para aderir a medidas populares (Espelho, espelho meu, há alguém mais empenhado no bem-estar de todos do que eu?) sobretudo em períodos eleitorais. Ora esse é um ponto de especial relevância.


Ano Novo, Vida Nova

Antes de terminar o ano findo, Portugal foi o convidado de honra da Feira do Livro de Guadalajara, cujo programa foi para lá da apresentação de livros e escritores. Estiveram igualmente músicos, atores e cientistas. A investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência, Paula Duque foi uma das convidadas. Levou-a ao México a exposição do trabalho que tem vindo a realizar e em que se especializou: o estudo das estratégias desenvolvidas pelas plantas para sentir e responder as condições adversas do meio que as rodeia.


A FALÁCIA DAS EÓLICAS

A propósito do Orçamento de 2019 e da pretensa redução do custo da eletricidade veio, mais uma vez, à baila, a carga fiscal incluída na fatura mensal dos cidadãos. Do valor total que nos é apresentado para pagamento, 55% são taxas e impostos. Não basta termos o sexto preço mais alto da União Europeia como ainda lhe é adicionada uma carga fiscal que é a segunda mais elevada. Só na rica Dinamarca se pagam mais impostos energéticos que em Portugal. Aqui são quase o triplo do que é exigido aos nossos amigos espanhóis e isso é relevante para o que a seguir vou analisar.


Em nome d’Ela

O Culto Mariano perde-se na noite dos tempos e enraíza-se no mais profundo crer da Fé Católica. Tanto assim que a proteção da Mãe de Jesus é procurada pelos cristãos, desde o primeiro momento da celebração da Boa Nova, anunciada há dois milénios.


GUARDA DE HONRA

Sei bem que, mais uma vez me arrisco a contrariar e afrontar a opinião corrente, partilhada por muitos amigos e leitores mas considero, com toda a franqueza, que tal não pode nem deve inibir-me de manifestar o meu parecer quando, como agora, é sincero e alicerçado em fundamentada convicção própria.


Formação Desportiva Regional

O Executivo Camarário não é eleito pela sua preferência clubística e ela não deve condicionar o exercício do mandato autárquico. Quer o Presidente quer os Vereadores terão, seguramente, as suas opções e não é suposto que delas abdiquem nem tão pouco que as escondam ou omitam no exercício dos seus mandatos. Por regra, nos municípios mais pequenos, há uma dupla afiliação, repartida por um clube, dos chamados grandes, com projeção nacional e pelo clube da terra que não deixa de pesar nos raros casos de confrontos diretos.


O DESPERTAR DOS MÁGICOS

O circo chegou e, enquanto se monta a tenda, já são visíveis os ensaios dos malabaristas, no terreiro, à vista de todos. Os mágicos aparecerão mais tarde já com o espetáculo a correr, embora não seja difícil prever os números em cartaz e, em muitos dos casos, os truques são conhecidos ou expectáveis. A regra é a mesma de sempre: todos os sonhos são possíveis e para todos há, se não a realização quase imediata, uma promessa futura ou uma explicação (quase) óbvia. Muitos dos novos números são, na verdade, velhos e conhecidos – apenas lhe mudaram o nome.


COBAIA? NEM PENSAR!

Sob o título «Falta “meia dúzia” para se pouparem milhões» o Jornal Expresso publicou um artigo, na sua edição de 15 de setembro 2018 abordando o tema dos Ensaios Clínicos e da oportunidade que nos passa à porta e de que o nosso país não está a aproveitar adequadamente. A Price Waterhouse, a pedido da Apifarma, faz, em 2013, um estudo sobre esta matéria cujo diagnóstico é ainda muito atual pois aborda, entre outros e com os mesmos pressupostos, o tópico tratado pelo Expresso.


A IMPORTÂNCIA DA VISÃO

Quem, ao fim da Avenida Brasília, ainda em Lisboa, mas já a tocar Algés, caminhar sobre o chão empedrado da Fundação Champalimaud, em direção a sul, apenas vê o céu enquadrado por duas colunas enormes apontando o firmamento, delimitando as margens e convidando à viagem pelo caminho que ali começa. É uma viagem em direção ao desconhecido, como está expresso na inscrição frontal.