José Mário Leite

Somos todos Africanos!

No passado dia 19 foram apresentadas, no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, as Bolsas António Coutinho, patrocinadas pela Fundação Gulbenkian, através do IGC, pela Câmara Municipal de Oeiras e pela Fundação Merck. Estas bolsas destinam-se a promover as carreiras científicas de estudantes, investigadores e professores de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.


Somos todos Africanos!

No passado dia 19 foram apresentadas, no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, as Bolsas António Coutinho, patrocinadas pela Fundação Gulbenkian, através do IGC, pela Câmara Municipal de Oeiras e pela Fundação Merck. Estas bolsas destinam-se a promover as carreiras científicas de estudantes, investigadores e professores de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.


O que sabem da vida os Cronistas Sociais?

Na noite de sete de fevereiro, sendo antevéspera do quadragésimo aniversário de uma data relevante, para mim, fui assistir à atuação do Salvador Sobral no Centro Cultural de Belém. Um espetáculo de grande qualidade, criatividade sem chocar com o revivalismo da maioria da assistência onde o cantor recriou o genial artista belga. Salvador, sem atraiçoar a seriedade e rigor artístico original, trouxe para o palco todo o seu talento, de forma simples, descontraída e quase pueril.


A PRINCESA A COROA E O SNS

Havendo semanas em que os temas para cronicar escasseiam, outras há em que abundam e a dificuldade reside na escolha. Era difícil não ser inundado pela enxurrada de notícias vindas de Angola e da que ficou conhecida como Princesa de África. Acompanhando o desenrolar da “novela” à distância fui surpreendido, no meio das revelações feitas pelas investigações do ICIJ, a coligação internacional de jornalistas de mergulhou nos meandros da construção do maior império financeiro africano, com uma página promocional louvando as ações de responsabilidade social de Isabel dos Santos.


Está tudo bem!

“Está tudo bem!” escreveu Donald Trump no twiter depois da “bofetada” que o regime iraniano entendeu “dar” aos Estados Unidos da América depois de o presidente norte-americano ter mandado abater o general Qasem Soleimani.
No ataque de retaliação dos aiatolas não morreu nenhum soldado americano, por isso está tudo bem!


O Frankenstein

No quadriénio de 1993-1997 trabalhei de perto e com frequência com vários técnicos da CCDRN (na altura apenas CCRN). Estava em curso a maior tarefa de planeamento desconcentrada, com a elaboração e aprovação da primeira geração dos Planos Diretores Municipais, vulgarmente conhecidos como PDM. Estou certo que os grandes centros urbanos teriam levado a bom porto este desiderato, de forma autónoma e sem grandes dificuldades e com reduzidos desvios do verdadeiro interesse público.


A PAPOILA DO LIVRE

Conheço várias pessoas que, votaram no Livre, exclusivamente por se reverem nas posições coletivas do partido, sobretudo, nas propostas expressas pelo seu líder e fundador. Não conheciam Joacine de qualquer outro lugar para lá da sua titubeante e enervante (não temos que ter medo das palavras quando estas traduzem a realidade) participação no programa do Ricardo Araújo Pereira. Hoje, perante as posições e atuações conhecidas da deputada, não escondem a sua desilusão e até arrependimento por terem colocado a cruzinha à frente do logótipo da papoila que representa o partido de RUI TAVARES!


O LÍTIO, O FERRO E O CHUMBO

Respeitando todas as opiniões não é fácil aceitar o argumento, demasiadamente usado por quem defende a exploração mineira, acusando os que a contestam de não dispensarem os telemóveis que usam baterias de lítio. Se essa argumentação fosse razoável então não haveria como sustentar tantas reivindicações justas e certas pois seria sempre possível encontrar manifestantes automobilizados entre os que reclamam do excesso de tráfego nas cidades e consumidores de produtos orientais entre os que não se calam contra a exploração de mão-de-obra escrava na Ásia.


JÁ NÃO HÁ RESTAURANTES À BEIRA DA ESTRADA

Nos épicos anos de setenta e oitenta, viagens com mais de cem quilómetros eram planeadas, tendo em conta o restaurante onde se haveria de parar não só para descansar, mas também para almoçar, jantar ou só merendar. Ficavam à beira da estrada e eram sobejamente conhecidos. Havia-os que se especializavam em comidas rápidas para os mais apressados ou para ainda ter uma refeição, fora de horas, para os mais noctívagos. Alguns deles abriam e fechavam de madrugada. Já não há. Desapareceram. Por “culpa” das auto-estradas e das vias rápidas.