Abílio Lousada

Do Alto da Serra – A Batalha do Buçaco

Em 1810, Napoleão campeava senhor da Europa, tinha a Espanha sob seu domínio e exasperava pela conquista de Portugal, depois de duas invasões falhadas. Organizou, então, um colossal exército de quase 70 mil militares e escolheu Masséna, tido como l’enfant chéri de la victoire, para comandante da invasão. Travada no contexto da 3.ª Invasão Francesa, a 27 de setembro de 1810, a Batalha do Buçaco constitui-se como uma das mais emblemáticas da Guerra Peninsular e a última grande batalha de cariz internacional travada em território português.


Independência do Brasil – 7 de setembro de 1822!

As Invasões Francesas (1807-1812) e a consequente ida da família real e demais gentes da corte para o Brasil (1807-1821) e a implantação do liberalismo em Portugal (agosto-setembro de 1820) desencadearam um processo que colocou ponto final em três séculos de presença portuguesa no Brasil. Numa altura em que o Rio de Janeiro se apresentava como cabeça do reino e os metropolitanos se sentiam súbditos subalternizados.


Bragança – «CÉDULA DE BAPTISMO»

Anotámos, em texto anterior, que Bragança, enquanto localização no sítio do castelo, nasce em 1130 com Fernão Mendes, no tempo de D. Afonso Henriques. Já a sua «Certidão de Batismo» foi passada em junho de 1187, através da Carta de Foral determinada por D. Sancho I. Estamos perante o primeiro foral atribuído a uma vila em Trás-os-Montes, cujo objetivo era, por um lado, a defesa territorial mediante a obrigação dos residentes em pegar em armas e, por outro, o seu povoamento, através da concessão de direitos e privilégios e de isenções fiscais, militares e judiciais.


Portugal Português e... Camões!

Junho é, por definição cronológica, um mês bem português! Enquanto efemérides marcantes temos o Infante Santo, que depois de cinco anos de cativeiro, decorrente do fracasso da expedição a Tânger, morreu em Fez no dia 5 de 1443. A 7, D. João II celebrou com Castela o Tratado de Tordesilhas, franqueando a rota do Atlântico e do Brasil ao mundo português. 10 é o dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. A 12, de 1985, Portugal aderia à então Comunidade Económica Europeia (CEE), abrindo portas para o programático D do desenvolvimento idealizado com o 25 de Abril de 1974.


9 de maio – Dia da Europa

Celebrada desde 1986, a data reporta a 1950, quando Robert Schuman, ministro francês das Relações Exteriores, propôs a criação de uma entidade europeia que congregasse vontades orientadas para garantir paz perpétua ao «Velho Continente». Estava-se no «rescaldo» da II Guerra Mundial, o mais generalizado e mortífero conflito da história da humanidade, e na antecâmara da «Cortina de Ferro» soviética, que dividiria a Europa nos antagónicos Blocos de Leste e do Ocidente. Depois, o político francês Jean Monnet deu continuidade à ideia e assumiu a ambição de conciliação franco-alemã.


Da Revolta Militar do MFA: Causas e Motivações!

m 25 de abril de 1974, uma revolta militar planeada e executada exclusivamente por militares das Forças Armadas, na sua maioria capitães do Exército, derrubou em 24 horas o regime de 41 anos do Estado Novo e colocou termo à guerra que lavrava na África Portuguesa há 15 anos. A adesão dos civis ocorreu de forma espontânea, durante o desenrolar dos acontecimentos, contribuindo para o seu sucesso.


Salgueiro Maia – O Eterno Capitão de Abril!

Ícone da revolta militar que depôs o regime do Estado Novo, foi oficial de Cavalaria formado na Academia Militar e combatente da Guerra de África, no teatro de operações de Moçambique (1967-69) e da Guiné (1971-73). Se na primeira missão vinca a assertividade da arte de bem comandar, na seguinte sente o desencanto com a questão ultramarina. Em dezembro de 1973, colocado na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, envolve-se no «Movimento dos Capitães», depois das Forças Armadas (MFA).


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