Editorial - António Gonçalves Rodrigues

Sem embandeirar em arco

Os números conhecidos dos primeiros meses do ano relativos ao turismo na região permitem ter várias perspetivas.
Por um lado, refletem um aumento de procura, na generalidade dos casos, face aos anos anteriores, marcados por medos e confinamentos.
Se as unidades de turismo rural beneficiaram com esse sentimento durante a pandemia, pois as famílias optaram por procurar locais com menor densidade, o regresso à normalidade trouxe a migração desses turistas para os mercados tradicionais (praia) e para as unidades de maior capacidade.


A distribuição de riqueza e o exemplo de Cristo

Esta semana foi notícia uma análise do banco Credit Suisse sobre a produção de riqueza a nível mundial.
De acordo com as notícias, a riqueza no mundo cresceu 9,8 por cento em 2021. No entanto, o que salta à vista é o facto de estar cada vez mais concentrada em poucos, já que quase metade do dinheiro está nas mãos de um por cento das pessoas.
Segundo o estudo do Credit Suisse Bank, a riqueza global somava, no final do ano passado, 465 biliões de euros, 45,6 por cento dos quais eram propriedade de um por cento das pessoas, o que representa mais 1,7 por cento do que em 2020.


A distribuição de riqueza e o exemplo de Cristo

Esta semana foi notícia uma análise do banco Credit Suisse sobre a produção de riqueza a nível mundial.
De acordo com as notícias, a riqueza no mundo cresceu 9,8 por cento em 2021. No entanto, o que salta à vista é o facto de estar cada vez mais concentrada em poucos, já que quase metade do dinheiro está nas mãos de um por cento das pessoas.
Segundo o estudo do Credit Suisse Bank, a riqueza global somava, no final do ano passado, 465 biliões de euros, 45,6 por cento dos quais eram propriedade de um por cento das pessoas, o que representa mais 1,7 por cento do que em 2020.


Combater a inflação

É dos livros. Perante uma situação de inflação (subida de preços que acaba por cortar no poder de compra), sobem-se as taxas de juro de forma a arrefecer a procura. Tendo por base a lei da oferta e da procura, havendo menos vontade de consumir, os preços tenderão a baixar, do mesmo modo que quando a procura é alta, os preços sobem.
Isso é o normal.
O que não é normal é a causa desta inflação que, com o tradicional remédio, vai provocar a tempestade perfeita para as famílias, sobretudo dos países mais remediados, como é o caso de Portugal.


Não havia necessidade...

Findo, felizmente, o período de incêndios, antes do final de agosto, o país viveu em suspenso, nas última semanas, salivando pelo anúncio prometido de medidas contra a inflação.
Finalmente, na segunda-feira à noite, fazendo concorrência a uma importante entrevista com o Papa Francisco conseguida pela CNN Portugal, o Primeiro-Ministro lá fez o anúncio, com pompa e circunstância.
E aquilo que foi possível constatar é que, em política, o aparato substitui, cada vez mais, a substência.


Baralhar e dar de novo para ficar tudo na mesma

A demissão de Marta Temido do cargo de Ministra da Saúde dominou a atualidade desta semana. As televisões dedicaram horas a fio à análise da saída do Governo da Ministra que esteve mais em foco durante os dois primeiros anos de pandemia.
Mas, a conclusão mais óbvia que se pode tirar é que aquilo que vai acontecer é o chamado baralhar, dar de novo mas para ficar tudo na mesma.
Ao longo dos últimos anos e Governos, os titulares da pasta da saúde, uma das mais fundamentais de qualquer país, têm-se sucedido no cargo sem uma verdadeira mudança do ponto de situação no setor.


O futuro planeia-se no presente

Em 1943, o Mensageiro de Bragança trazia à estampa notícias daquela que seria considerada a maior seca do século XX no Nordeste Transmontano. Durante dois anos, a região enfrentou vários problemas com a escassez de chuva que deixou os agricultores à beira do desespero.
Numa região em que praticamente todas as pessoas têm pelo menos uma hortinha no quintal e em que muita gente cultiva de forma um pouco mais intensa os terrenos que ainda vai tendo na aldeia, percebe-se como a falta de água afeta a generalidade da população.


A covid-19 não desapareceu

Desde 24 de fevereiro que a pandemia de covid-19 praticamente foi erradicada dos noticiários televisivos, radiofónicos e impressos.
A invasão da Ucrânia pela Rússia, primeiro, os problemas económicos que conduziram à inflação, a seguir, e a seca, nas últimas semanas, a que se seguiu o flagelo dos incêndios.
Assuntos que se tornaram dominantes depois de quase dois anos e meio em que a pandemia monopolizou a atualidade, levando, muitas vezes, à exaustão do tema e dos cidadãos.
As pessoas cansaram-se de ouvir falar em vacinas e comportamentos preventivos.


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