Editorial - António Gonçalves Rodrigues

As notícias da morte deste vírus são manifestamente exageradas...

Os primeiros dias de confinamento obrigatório foram difíceis de suportar para muitos. A primavera trouxe os primeiros sinais de algum calor, as flores despertaram, as ervinhas esverdeceram e o povo não aguentou. Após quase duas semanas, o passado fim de semana trouxe gente para as ruas. Muita gente. Se as cidades pareciam vazias, os caminhos periféricos pareciam os das romarias de verão ou os caminhos de Santiago, tal a quantidade de pessoas e grupos que se cruzavam.


Antes de melhorar, vai piorar

Estes tempos que hoje vivemos não são tempos de meias palavras nem de meias medidas. E, muito menos, de brincadeira. Nos últimos dias, o número de casos positivos no distrito de Bragança (sobretudo em Bragança mas com origem em Mirandela) disparou. E vai continuar a subir nos próximos dias.
Os positivos a que temos vindo a assistir (e a noticiar), só não subiram ainda mais porque as autoridades não têm mais testes disponíveis para fazer. Se não, seriam mais.


Uma questão de respeito

A luta contra a disseminação do novo coronavírus, o Covid-19, tem sido um desafio para todos, em todo o mundo.
Em Itália, a taxa de mortalidade do vírus escalou acima do previsto e do que aconteceu nos países asiáticos, ultrapassando os seis por cento.
O elevado envelhecimento do país tem sido apontado como um dos principais problemas e uma das causas para esse efeito.
Em Portugal, os últimos sete dias foram pródigos em anúncios de novas medidas, que incluíram o teletrabalho, o encerramento de estabelecimentos, serviços públicos, escolas e até de fronteiras.


A fé move montanhas mas não custa ajudar a empurrar

A epidemia do novo coronavírus que alastrou a todos os continentes está a tomar conta e a paralisar a atividade mundial, das manifestações desportivas às culturais, políticas ao mais básico do dia a dia, como trabalhar, ir à escola ou, sequer, sair de casa.
Antes de mais, é fundamental não nos deixarmos dominar pelo medo. Uma epidemia com uma taxa de mortalidade entre os dois e os três por cento e que é especialmente perigosa para corpos já de si debilitados por doenças ou patologias anteriores não pode tomar conta das nossas vidas.


Expectativas furadas

Quando se anunciou, pela primeira vez, nas páginas do Mensageiro, que o Governo viria em peso ao Nordeste Transmontano, as expectativas das gentes do Nordeste Transmontano ficaram em alta. Afinal, com tanto que há por fazer de forma a atrair gente para estes territórios (como agora os governantes adoram dizer) e fixar famílias, alguma medida concreta haveria de ser anunciada.


Promessas, as cumpridas e as que ficam por cumprir

Em dezembro, tinha a UNESCO acabado de considerar os Caretos de Podence Património Imaterial da Humanidade, o Presidente da República, Marcelo apressou-se a prometer passar pela aldeia do distrito de Bragança que tem nos caretos coloridos imagem de marca.
Muitos pensaram que seria uma declaração de ocasião. Mas a verdade é que, no sábado, Marcelo cumpriu a promessa que fez, à custa da visita oficial à Índia, que acabou mais cedo do que inicialmente previsto, porque para o Presidente, palavra dada é palavra honrada.


Promessas, as cumpridas e as que ficam por cumprir

Em dezembro, tinha a UNESCO acabado de considerar os Caretos de Podence Património Imaterial da Humanidade, o Presidente da República, Marcelo apressou-se a prometer passar pela aldeia do distrito de Bragança que tem nos caretos coloridos imagem de marca.
Muitos pensaram que seria uma declaração de ocasião. Mas a verdade é que, no sábado, Marcelo cumpriu a promessa que fez, à custa da visita oficial à Índia, que acabou mais cedo do que inicialmente previsto, porque para o Presidente, palavra dada é palavra honrada.


"Um dia que viverá, para sempre, na infâmia" *

Tal como o da 07 de dezembro de 1941 ficou, para sempre, na memória dos norte-americanos, também o dia 20 de fevereiro de 2020 poderá "ficar, para sempre, na infâmia", depois da discussão prevista para hoje de cinco projetos de lei para a legalização da eutanásia (apresentados por PS, BE, PAN, PEV e IL).
O próprio Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), um organismo consultivo da Assembleia da República, anunciou esta semana que emitiu pareceres desfavoráveis às iniciativas legislativas do BE, PAN, PS e PEV (a do IL entrou fora de tempo).


Porque têm os partidos medo de dar a voz ao povo?

O próximo dia 20 de fevereiro tem tudo para ficar manchado na história da democracia portuguesa.
É nesse dia que será discutida na Assembleia da República a despenalização da eutanásia. Um tema que entra à socapa na casa das leis, sem sequer ter sido discutida em campanha eleitoral e poucos meses depois de o assunto já ter sido chumbado na mesma Assembleia da República.