Editorial - António Gonçalves Rodrigues

As árvores do pão

Segundo noticiou esta semana a Agência Ecclesia, a Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) pediu à nova liderança comunitária uma transição “justa e inclusiva” para a ecologia “integral”, que proteja as pessoas e o ambiente.

De acordo com a agência noticiosa da Igreja, os bispos sublinham a necessidade dar “atenção especial aos mais vulneráveis, levando em consideração os recursos limitados do planeta e a necessidade de um uso circular de materiais”.


Um exemplo

“Uma presença serena.” Foi assim que D. José Cordeiro se referiu ao Cón. Abílio Augusto Miguel, que nos deixou no final da semana passada, aos 94 anos.
Quem teve o privilégio de lidar com o Cón. Abílio sabe o extraordinário ser humano e a “presença serena” que era.
Apontado por muitos como “um exemplo”, foi ordenado sacerdote por D. Abílio Vaz das Neves, seu tio e fundador do jornal diocesano Mensageiro de Bragança, que o Cón. Abílio Miguel viria a dirigir durante mais de 23 anos, num dos períodos talvez mais profícuos do jornal.


À espera da reforma...

Muita gente vai olhando para o progressivo aumento da idade da reforma com o olhar perdido no horizonte, com a nostalgia do tempo que passa mas não corre. O factor de sustentabilidade vai adiando, adiando, e a hora da reforma nunca mais chega. Até que o corpo, que tem o seu próprio relógio, dá de si antes da hora que os outros impuseram... A que tarda em chegar.
Há de ser mais ou menos isto que pensaria o nosso sistema eleitoral se fosse um funcionário.


Agitar as águas

Há um ano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, agitava as águas, lançando publicamente o debate sobre o financiamento da Comunicação Social. Durante estes 12 meses, alguns enfiaram a cabeça na areia, outros a viola no saco, enquanto o estado da Comunicação Social ficou mais perto do comatoso. Entretanto, alguns dos maiores grupos nacionais que operam nesta atividade, começaram a dar sinais de ruir. E, com eles, as fundações da democracia.


Sair para fora cá dentro

Não é nenhum slogan publicitário de um qualquer anúncio de turismo. Uma notícia recente do jornal Expresso dava conta de que o “preço das casas na cidade empurra procura para aldeias do interior”.
O fenómeno começa a alastrar-se ao interior profundo, não se limitando às grandes áreas metropolitanas. Em distritos como Guarda, Viseu ou Castelo Branco, o fenómeno é cada vez mais frequente. Mas no distrito de Bragança também.


Quem pode pagar o Estado Social e a ajuda aos mais necessitados

O distrito de Bragança, cujo território corresponde ao da diocese de Bragança-Miranda, tinha, em 2017, de acordo com o estudo sobre “A Importância Económica e Social das IPSS em Portugal”, encomendado pela Confederação das Instituições de Solidariedade (CNIS), 124 IPSS ativas, de vários âmbitos. Cerca de 80 são IPSS Canónicas.
As IPSS são Instituições Particulares de Solidariedade Social. Prestam à sociedade diversos serviços no cuidar, da infância à idade sénior, a pobres e a ricos, a quem necessita.