Editorial - António Gonçalves Rodrigues

A fé move montanhas mas não custa ajudar a empurrar

A epidemia do novo coronavírus que alastrou a todos os continentes está a tomar conta e a paralisar a atividade mundial, das manifestações desportivas às culturais, políticas ao mais básico do dia a dia, como trabalhar, ir à escola ou, sequer, sair de casa.
Antes de mais, é fundamental não nos deixarmos dominar pelo medo. Uma epidemia com uma taxa de mortalidade entre os dois e os três por cento e que é especialmente perigosa para corpos já de si debilitados por doenças ou patologias anteriores não pode tomar conta das nossas vidas.


Expectativas furadas

Quando se anunciou, pela primeira vez, nas páginas do Mensageiro, que o Governo viria em peso ao Nordeste Transmontano, as expectativas das gentes do Nordeste Transmontano ficaram em alta. Afinal, com tanto que há por fazer de forma a atrair gente para estes territórios (como agora os governantes adoram dizer) e fixar famílias, alguma medida concreta haveria de ser anunciada.


Promessas, as cumpridas e as que ficam por cumprir

Em dezembro, tinha a UNESCO acabado de considerar os Caretos de Podence Património Imaterial da Humanidade, o Presidente da República, Marcelo apressou-se a prometer passar pela aldeia do distrito de Bragança que tem nos caretos coloridos imagem de marca.
Muitos pensaram que seria uma declaração de ocasião. Mas a verdade é que, no sábado, Marcelo cumpriu a promessa que fez, à custa da visita oficial à Índia, que acabou mais cedo do que inicialmente previsto, porque para o Presidente, palavra dada é palavra honrada.


Promessas, as cumpridas e as que ficam por cumprir

Em dezembro, tinha a UNESCO acabado de considerar os Caretos de Podence Património Imaterial da Humanidade, o Presidente da República, Marcelo apressou-se a prometer passar pela aldeia do distrito de Bragança que tem nos caretos coloridos imagem de marca.
Muitos pensaram que seria uma declaração de ocasião. Mas a verdade é que, no sábado, Marcelo cumpriu a promessa que fez, à custa da visita oficial à Índia, que acabou mais cedo do que inicialmente previsto, porque para o Presidente, palavra dada é palavra honrada.


"Um dia que viverá, para sempre, na infâmia" *

Tal como o da 07 de dezembro de 1941 ficou, para sempre, na memória dos norte-americanos, também o dia 20 de fevereiro de 2020 poderá "ficar, para sempre, na infâmia", depois da discussão prevista para hoje de cinco projetos de lei para a legalização da eutanásia (apresentados por PS, BE, PAN, PEV e IL).
O próprio Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), um organismo consultivo da Assembleia da República, anunciou esta semana que emitiu pareceres desfavoráveis às iniciativas legislativas do BE, PAN, PS e PEV (a do IL entrou fora de tempo).


Porque têm os partidos medo de dar a voz ao povo?

O próximo dia 20 de fevereiro tem tudo para ficar manchado na história da democracia portuguesa.
É nesse dia que será discutida na Assembleia da República a despenalização da eutanásia. Um tema que entra à socapa na casa das leis, sem sequer ter sido discutida em campanha eleitoral e poucos meses depois de o assunto já ter sido chumbado na mesma Assembleia da República.


Vamos falar a sério em salvar o Interior?

Por estes lados do Nordeste Transmontano, a semana arrancou com o anúncio de medidas salvadoras do Interior do País. O Primeiro-Ministro, António Costa, esteve em Bragança a anunciar dois programas que prometem escancarar as portas das zonas mais despovoadas do país, o Trabalhar no Interior e o +CO3SO (Mais Coeso).
As contas são simples. À disposição estão 426 milhões de euros, que terão um impacto estimado de 665 milhões de euros de investimento e permitirão a criação de cerca de 4 200 postos de trabalho, através da criação de emprego e da atração de pessoas para o Interior.


Lutas que valem a pena

Na passada sexta-feira, a diocese de Bragança-Miranda teve a honra de servir de palco da apresentação da Mensagem do Papa para o dia das Comunicações Sociais, assinalado a 24 de janeiro, de S. Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.
Foi a primeira vez que o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais optou pela descentralização, trazendo para a periferia das periferias o foco de atenção.


O papel do Estado e a Comunicação Social

A Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) e a Associação Portuguesa de Imprensa (API) disseram esta semana estar surpreendidas com a garantia do Governo de que a quase totalidade dos apoios para a comunicação social foi executada.
O parágrafo é a abertura de uma notícia da Agência Lusa sobre um comunicado conjunto entre as duas mais representativas associações do setor que, juntas, representam cerca de 90 por cento de todos os títulos nacionais (o Mensageiro integra a direção da AIC).