Pe. Estevinho Pires

À [Re]descoberta da Promessa

O Agrupamento XVIII, do Corpo Nacional de Escutas [CNE], no ano transato, transmitiu 9 sessões por videoconferência e 2 presenciais, para caminheiros e dirigentes da Região, intituladas À [Re]Descoberta da Fé. Este ano continua “on-line”, agora para todo o país, para mais de três dezenas de inscritos, com as palestras À [Re]Descoberta da Promessa.


Será legítimo intervir em edifícios que já foram sagrados?

Ao construir uma nova igreja, o Bispo Diocesano, ou quem se lhe equipare, dedique-a ao Senhor por meio de um rito solene, segundo um antiquíssimo costume da Igreja [1]. Dedicar, ou «consagrar» [2], uma igreja para a destinar, única e de maneira permanente, a reunir o povo de Deus e celebrar os sagrados mistérios [3]. Porém a dedicação, ou bênção, pode perder-se por derrocada completa da estrutura edificada, ou por redução permanentemente a um uso profano por decreto do Ordinário, ou de facto, sempre que seja de modo permanente [4].


Vem aí a catequese! Onde param as crianças?

Ao início da tarde de sábado, acabado de chegar ao escritório, toca o telemóvel.
- Olá Sr. Prior.
- Viva Sr. Pe. Hérmino.
Num misto de dor e saudade, pleno de ardor missionário, diz-me o Pe. Hérmino, da sua maca do centro de diálise de Mirandela:
- Vem aí a catequese e, queria recordar os meus tempos, podes escrever?
- Claro que sim Pe. Hérmino, até porque hoje é diferente. No seu tempo faltavam meios, hoje não há crianças para a catequese. Onde param as crianças?


Caríssimo Pe. Domingos

Escrevo-te pois esta é a melhor maneira de nos fazermos compreender [1], é uma forma de pensar [2]. Escrever não é agradável, é um trabalho duro, mas se não escrevo sinto-me perdido [3].
Com o verão não vem só as férias, e o tempo quente, fustiga-nos um tempo pastoral mais intenso, reforçado pelo trabalho que a pandemia [Covid 19] adiou. Regressam em força, após dois anos de forçado confinamento, as novenas, as festas, os batizados, as comunhões e, os casamentos adiados. Ainda assim, quantos projetos não ficaram pelo caminho?


Maria “Mãe dos Escutas”

A devoção a Maria é um aspecto muito importante da vida espiritual quando limpa de exageros e excessos subjetivos, referia H. V. Balthasar [1]. Depurada do artificialismo devocional, fixar o olhar na Virgem Mãe, permite-nos contemplar nela a sua relação com Jesus Cristo e com a Igreja, numa perspetiva bíblica e existencial [2]. Assim é mais fácil sentir a Virgem Maria como mãe, “próxima de cada um de nós, que nos ama e, ouve a nossa voz” [3].


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