Pe. Estevinho Pires

Festas de Inverno assumir, purificar e, elevar.

As Festividades do nosso “inverno mágico”, do Natal aos Reis [6 jan.], ou ao S. Sebastião [20 jan.], tem sido objeto de bastantes estudos, mas exigem ainda mais reflexão e interdisciplinaridade, para se avançar na compreensão de comportamentos, deste fenómeno único no país. Sociologia, antropologia, filosofia, história, teologia, direito canónico, dando as mãos, para analisar em conjunto tão delicada assunção de ritos antigos, sagrados e profanos, que afetam o campo religioso, social, político e, cultural.


Obras na Igreja [22] Uma boa liturgia começa na sacristia

A sacristia é parte integrante do interior do edifício da igreja, local onde se guardam as vestes litúrgicas e, outras objetos necessários às celebrações. Pode ainda ter, num espaço contíguo, sala de reuniões, casas de banho e, outras dependências. Neste local, onde se vestem e preparam os ministros, antes de darem entrada na celebração, requer uma dignidade especial, por ser como que a antecâmara do lugar mais sagrado, o presbitério. Sacristia, étimo latino, significa «próximo do sagrado». Com frequência, é lugar de encontro particular do pastor com os fiéis.


Desarme-se de preconceitos e arme o presépio!

Os presépios fazem parte de uma tradição que atravessou os séculos alimentada, de forma particular, pelo deslumbramento das crianças.
Na sua mais recente Carta Apostólica, “Sinal Admirável”, o Papa Francisco, incentiva pais e avós a preparar o Presépio nas famílias, nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças, pela rica espiritualidade popular. Onde porventura tenha caído em desuso redescubra-se e revitalize-se diz! Francisco fala a uma sociedade de consumo que celebra o Natal, mas que tende a esconder o Presépio.


Do Advento ao Natal

Quatro símbolos ocultos na coroa do Advento
Depois da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, 34.º Domingo do Tempo Comum, entramos no primeiro de quatro domingos do Advento. Muitos fiéis, neste tempo fazem Coroa e, em torno dela rezam na Igreja, ou em casa. Esta é mais uma tradição pagã inculturada na tradição cristã, que se refere Cristo, o novo sol, o qual se espera, no Advento, preparando a celebração do seu nascimento e pedindo-Lhe que infunda em nós a sua luz e, aqueça as nossas almas.


Obras na Igreja [21]

Ao eletrificar a igreja peça Projeto, não chame apenas o eletricista mais “habilidoso”!
A luz natural dentro das igrejas foi sempre uma preocupação e, fez parte de uma estratégia arquitetónica. No românico a luz era coada por aberturas raras e estreitas usadas como janelas, que ofereciam segurança, penumbra, silêncio, facilitadores da partilha do sagrado. Já o Gótico exuberante nos vitrais não quiz escurecer a nave, mas glorificar a luz.


Obras na Igreja [20] Concelebração, um só altar, um só Cristo.

Contemplando a história bimilenária da Igreja [SC 3] vemos que os primeiros cristãos começaram por celebrar a Eucaristia no domingo, dia em que se faz memória de Cristo morto e ressuscitado [SC 37], dia em que os cristãos se reuniam «para partir o pão» [Act. 20, 7], em casas particulares, no que chamavam a mesa do Senhor [1 Cor 10, 21], colocada na sala só no momento em que se trazia o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia.


Obras na Igreja [19] Altares e, a disposição das imagens.

Entrando pela porta principal da igreja matriz da paróquia, subindo pela nave central, à direita está o altar do Senhor Santo Cristo, um grande crucifixo encaixado na talha. Por vezes, neste retábulo, ou num altar próximo, estão esculpidas na madeira, ou pintadas sobre a tela, as almas do purgatório. À esquerda o altar da Senhora do Rosário, a única imagem da Virgem Maria nas igrejas, antigamente.


Obras na Igreja [18] “Arte Sacra” e “imagens sagradas”

A “arte sacra” é um termo genérico que engloba a arquitetura, a pintura, a escultura, as artes gráficas, o artesanato, a música sacra, esta última com a sua própria diretiva canónica, que submetidas à arbitragem da Igreja, estão ao serviço sobretudo da função de santificar e ensinar da Igreja, com o encargo de mover os homens a adorar a Deus.