Pe. Estevinho Pires

Obras na Igreja [15] Confessionários, capelas penitenciais, ou salas de reconciliação…

O confessionário, lugar onde se celebra individualmente o sacramento da reconciliação, recebeu o nome da sua principal função, a confissão dos pecados por parte do penitente ao ministro da Igreja, sendo a tradicional referência do sacramento do perdão e, da sua importância eclesial. O perdão dos pecados é também um ato de culto «público», a par dos outros seis sacramentos [c.834 §§ 1 e 2].


Obras na Igreja [14]

Mais importante que a ornamentação é a liturgia celebrada.
Tende a acentuar-se a corrida à «florista para fazer uns “bouquets”» que tanto servem para a igreja, como para a sala de conferências, ou para o cemitério [e a que preço!]. Faltam referências litúrgicas, reflexão sob o significado das flores na celebração. Tende a brilhar a ostentação, o faz de conta e, o tudo serve, falha a simplicidade, autenticidade e, formação, conjugue-se mais a dignidade e a beleza do lugar sagrado, a sensibilidade e, o bom gosto.


Obras na Igreja [12] Sacrário: da tenda de campanha, ao cofre-forte.

O Código de Direito Canónico [CDC. c. 983 § 1], diz que se reserve habitualmente a santíssima eucaristia na igreja, ou oratório, num só sacrário, “pequeno santuário, tabernáculo”, onde após a celebração, se deposita o Corpo de Cristo para que possa ser levado aos doentes ou dele possam comungar, fora da Missa, os que não puderam participar nela.


Obras na Igreja [11] O altar, ponto central na igreja, a cadeira e, o ambão

A Instrução Geral ao Missal Romano [IGMR] ao falar da disposição da igreja, para a celebração litúrgica, fala da unidade do povo santo, mas também da natureza e beleza que o lugar sagrado deve possuir. Juntamente com as alfaias do culto, o espaço sagrado deve fomentar a piedade e santidade dos mistérios que aí se celebram, ser inspirador da piedade de toda a comunidade, pela simplicidade e, autenticidade.


Obras na Igreja [7] Procedimentos prévios ao início de obra

Nas obras das Igrejas, tanto novas, como nos restauros, nas adaptações, como nas ampliações, nunca foi fácil evitar despesismos e, construir com sobriedade. Dizem alguns que sem “ovos não se fazem omeletes”, outros “comprar bom e barato é raro”, quando isso acontece, “a esmola é grande o santo desconfia” e, porque “quem compra barato, compra duas vezes”, temendo que “o barato saia caro”, há quem não se meta em trabalhos, há quem seja arrojado e, há quem arrisque calculadamente.


Obras na Igreja [5]

O cuidado pelas sepulturas e os sufrágios pelos mortos sempre foram, para os cristãos, o testemunho de que a morte não tem a última palavra sobre o destino do ser humano, que está destinado a uma vida sem limites, que se realiza em Deus [1]. Quem poderia imaginar que este salutar cuidado já foi fonte de confrontos, entre nós, antes dos cemitérios públicos, a quando da proibição do sepultamento nas igrejas.