Nuno Moreno

 
 

Os Três últimos Pecados Mortais da “Nova” Bragança: Nomeações ad hoc, Exclusão e Imprudência

Em Bragança, recentemente, assistimos a uma trilogia de erros, autênticos pecados mortais, contra a transparência, a democracia e a economia local.
O primeiro pecado é o da “trapalhada jurídica”, em torno das nomeações feitas em Janeiro, pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Bragança (PCMB) para cargos de direção intermédia de 3.º grau, para, um mês depois, pedir à Assembleia Municipal que aprove os critérios de recrutamento para esses mesmos cargos, por meio de ratificação.
Ou seja, colocar o carro à frente dos bois.


O Ciclo Autárquico 2025-2029: O Orçamento da Amnésia e a Fragilidade de uma Minoria

Diz o povo, na sua infinita sabedoria, que “promessas leva-as o vento, mas o juízo as traz de volta”.
Em Bragança, no que toca ao Orçamento Municipal (OM) e às Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, o vento arredou longe as promessas, mas o juízo não parece decidido a fazê-las voltar!
No OE e GOP a 1ª mensagem é clara: gasta-se cada vez mais para manter a máquina a funcionar e investe-se menos no futuro do concelho:
Um aumento de 10,03% (€3.295.965,00) nas despesas de funcionamento
Um aumento de 10,75% (€16.485.420,00) nas despesas de pessoal


A Câmara e o Rumo Perdido: Entre a Aura Nacional e o Desnorte Local

A governação de um concelho, como o de Bragança, não pode ser um projeto a solo, despernado ou desconexo, ou de uma cara só! E, definitivamente, do que não precisa é da errância e da incerteza no estilo e gestão da res publica .
Exige, antes, estabilidade, uma equipa coesa e, acima de tudo, o respeito pelos princípios e valores que levaram à vitória nas urnas.
No entanto, quem observa o dia-a-dia da Câmara de Bragança sente hoje uma estranha desconexão entre o que se prometeu e o que se pratica.


A Câmara e o Milagre da Multiplicação dos Cargos: Mérito ou Ilusionismo?

Muitos Bragançanos acreditaram que estas eleições seriam diferentes.
Na campanha prometeu-se uma cidade governada pela competência, mérito, reconhecimento e transparência. E que, tal, valeria mais do que a influência partidária, politica, familiar ou qualquer outra.
Porém, com a reorganização dos serviços da Câmara Municipal de Bragança (CMB), o que nos chega, agora, à mesa, é um banquete de novos cargos dirigentes e lugares técnicos que ninguém pediu, mas que, diz a Vox populi, alguém nos bastidores, parece estar ansioso por ocupar.


Reunião de Câmara: A Governação invisível

Eis um dos principais paradoxos na vida democrática local: as reuniões de Câmara Municipal são, legal e politicamente, o coração da governação, o local onde se tomam as decisões mais críticas sobre o nosso quotidiano – o preço da água, a aprovação de obras, a gestão dos resíduos, a proteção civil, etc.
No entanto, para a maioria dos cidadãos e, infelizmente, para muitos órgãos de comunicação social, as sessões camarárias parecem ser um acontecimento irrelevante, uma espécie de ritual fechado.


Museu da Língua Portuguesa – Do Sonho ao Pesadelo - O Desafio Político

O projeto do Museu da Língua Portuguesa (MLP), já nos idos de 2020, teve a autoria e selo politico do anterior Presidente, Dr. Hernâni Dias.
Todos os membros do executivo, à data, sem exceção, foram entusiastas da ideia, por se entender constituir uma mais-valia e um polo de referência cultural a nível (inter)nacional, essencial para a dinamização económica e sócio-cultural de Bragança.
Porém, o Projeto, a sua ideia e projeção, não se confunde com o que foi, e é, a sua ineficiente execução material e questionável gestão técnica e política.


A Social-democracia bragançana em decadência: o exemplo da política política fiscal municipal

Ano após ano, desde sempre, o Executivo Municipal de Bragança liderado pelo Senhor Presidente da Câmara, Dr.Hernâni Dias, não deixa de, fervorosa e empenhadamente, apresentar, a mesma proposta, no plano politico-fiscal concelhio: a participação do Município no IRS na sua taxa máxima, 5%.
 


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