Armando Fernandes

 

 

Rosnadelas

Os leitores façam o favor de desculpar o «disparatado» título desta crónica longe do cânone da educação recebida em casa e na Escola Primária da Estação debaixo dos auspícios da saudosa Mestra Dona Aninhas Castro.


O sindicalismo hoje

Longe vão os tempos em que sindicalistas aprovaram um documento que ficou conhecido como Carta de Amiens, no qual exigiam jornada de trabalho de oito horas, aumento de salários, completa independência dos partidos políticos e do Estado. Estávamos no ano de 1906.


Apesar de…

Apesar da degradação ética e moral de instituições pilares do regime democrático português (justiça, forças armadas, forças de segurança, funcionalismo público) …
Apesar de deterioração moral, ética e cultural da classe política representada no Parlamento e Autarquias …
Apesar da manifesta incompetência de vários serviços públicos (faça-se uma ronda pelas repartições públicas) e serviços de apoio aos cidadãos…
Apesar do degradante exemplo das adiposidades financeiras obtidas de modo estilo Ladrão de Casaca (v/filme) por Vale Azevedo, João Rendeiro e tutti-quanti…


Desejos e realidades

A conceituada The Economist tal como milhões de pessoas e milhares de revistas do género estão preocupadas com o futuro, por assim ser dedicam tempo e estudo de forma a fundamentarem previsões acerca desse mesmo futuro, porque se o futuro pertence a Deus, crentes e não crentes acham acertado, tal como os milenaristas e gente de todas as épocas, escolas filosóficas, crenças, sem esquecer os charlatães de vários graus e nichos de mercado se não têm possibilidades de enunciarem as linhas mestras do porvir, gostariam de ficar na História na galeria dos grandes visionários, penso no português Ba


Angola é nossa gritarei…

Há 60 anos o colete-de-forças da ânsia pela independência de Angola rasgou-se de modo violento violando, destroçando, mutilando e matando de modo hediondo crianças, mulheres e homens em virtude do ditador Salazar não ter compreendido os ventos da História, menos ainda a luta de guerras independentistas por toda a África e Ásia.


A Dança da morte

m 1900, Augusto Strindberg publica a peça A Dança da Morte. Nos anos 70 do século passado a recém-falecida Carmen Dolores tem portentosa actuação contracenando Augusto Figueiredo e Álvaro Benamor cujo título era A Dança da Morte em 12 Assaltos. Vi essa peça duas vezes. Os portugueses perderam um formidável intérprete da arte de Talma ao Augusto Figueiredo ter decidido desaparecer do nosso convívio porque o Mundo português atravessava tumultuoso período político. Estávamos em 1975.


O descenso de Ascenso

Há um bom par de anos escrevi um artigo onde criticava um gravo acto cometido por Ascenso Simões então secretário de Estado das Florestas que no meu entender prejudicava os interesses do Nordeste. O pelouro das Florestas escapou-lhe mas não uma pingue mordomia ao passar a pasta governamental.
O camarada Ascenso voltou ao tablado da Assembleia da República, por lá se tem mantido e mantém porta aberta na comunicação social onde publica textos abstrusos para não os acoimar de esdrúxulos.


Tropeções

A inefável ministra da Saúde andou meses a fio qual galarote atrevido, de crista a crescer, a inflamar os ouvidos dos moradores na cidadela de Bragança.
Ante o aluvião de críticas em virtude do descalabro no controlo da pandemia passou a imitar as frangas menos ruidosas e a querer conquistar aplausos fora do circuito partidário permitiu-se alegar possíveis tropeções no processo em curso, para lá de já aceitar sem rebuço despeitado o auxílio do Luxemburgo e da França.


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