Márcio Santos

Meteo Trás-os-Montes

“Agosto é o primeiro mês de Inverno”

O terceiro e último mês do verão meteorológico segue a toda velocidade, já estamos a apenas 25 dias da chegada do outono para a meteorologia, que arrancará a 1 de setembro.
Muito, muito calor é o que sentimos hoje em toda a região. Uma nova irrupção de ar quente e seco proveniente do norte de África chegou ao nordeste transmontano, fazendo disparar os termómetros nos últimos dias, tocando teto hoje, com Mirandela a chegar aos 42ºC, Bragança, Macedo de Cavaleiros e Miranda do Douro aos 38ºC, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo aos 39ºC, Vinhais aos 36ºC, etc.


“Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho”

Chegou o tempo das segadas, no campo, olha-se ao céu e espera-se que São Pedro respeite o trabalho do agricultor, a precipitação é dispensável nos próximos dias no nordeste transmontano. Nas aldeias começa o alvoroço sempre que a malhadeira aparece, é necessário saber onde está e seguir a sua lavoura, sob pena de alguma leira ficar para trás e o centeio ficar na terra, depois da malhadeira, toca turno à enfardadeira, que deixará a palha bem armazenada, essencial para enfrentar o inverno que mais tarde virá.


“Se Julho for abafadiço, fica a abelha no cortiço”

O primeiro mês do verão meteorológico já lá vai e teve uma característica principal que já vos posso assegurar, foi extremamente seco na nossa região. Segundo os dados do IPMA, a média mensal de precipitação em Bragança para junho é de 38.7mm, contudo a estação oficial apenas registou durante todo o período 4.8mm, acumulações do dia 12 (0.6mm) e dia 24 (4.2mm).


“A água de Junho, bem chovidinha, na meda faz farinha”

A reta final da primavera meteorológica foi como se previa, quente e seca, após vários meses relativamente húmidos que afastaram o cenário de seca da nossa região, maio deverá trazer novamente um período seco ao nordeste transmontano, com valores de precipitação registada muito abaixo dos valores médios para esta época do ano, a chuva deixou de cair a partir dia 15 e não deverá voltar pelo menos até ao final do mês, tendo-se acumulado apenas 32.4mm, quando a média se situa em cerca de 70mm, a ausência de precipitação, o calor, e a forte evapotranspiração, implicaram uma redução dos índices