Márcio Santos

Meteo Trás-os-Montes

Quando vem março ventoso, abril sai chuvoso.

É oficial, todo o país já se encontra em situação de seca meteorológica. No final de fevereiro 4,8% do país estava em seca severa, 57,1% em seca moderada e 38,1% em seca fraca. O último mês foi mesmo o quarto mais seco dos últimos 20 anos e a chuva que caiu foi apenas 34% da considerada normal para a época. No que toca às temperaturas, o valor médio da máxima do ar situa-se nos 16.79 graus e foi o mais alto para fevereiro desde 1931, primeiro ano com registos históricos, numa anomalia de mais 2,41 graus, que fazem deste mês o mais quente de sempre.


Março marçagão, manhã de inverno e tarde de verão

Amanhã chega a primavera meteorológica! Mas a primavera não chega apenas no dia 21 de março? No calendário civil e astronómico sim, mas em meteorologia o calendário é outro, as estações do ano chegam sempre no primeiro dia do mês correspondente, ou seja, o inverno começa a 1 de dezembro, a primavera a 1 de março, o verão a 1 de Junho e o outono a 1 de Setembro.


Fevereiro quente traz o diabo no ventre

A última semana foi pautada, uma vez mais, pelo bloqueio do persistente anticiclone dos Açores, com noites frescas e formação de geadas em alguns locais, neblinas e nevoeiros matinais em especial nos vales e terras baixas e pela ausência ou escassez de precipitação. Choveu no último fim-de-semana em quantidade muito inferior ao necessário, o que em nada contribui para minimizar a situação de seca meteorológica que já atinge a região desde finais de janeiro.


Em fevereiro, frio ou quente, chova sempre

Apesar da chuva que caiu desde terça-feira, janeiro não se livra de ser mais um mês seco na nossa região. Teremos, ainda, de esperar pelo relatório do IPMA, mas creio poder afirmar já que foi um mês extremamente seco devido à constante persistência do anticiclone que evitou sistematicamente a chegada de frentes atlânticas. A falta de chuva é já uma preocupação no mundo agrícola que olham com apreensão as próximas semanas. As mesmas que serão decisivas para o normal seguimento das atividades da lavoura. Também nas bacias hidrográficas nota-se a falta de precipitação.


Janeiro “geadeiro”: Nem boa meda, nem bom palheiro!

Janeiro caminha rapidamente para o fim e lamentavelmente, tudo parece indicar que o próximo será mais um mês extremamente seco, quer na nossa região, quer na maior parte de Portugal continental. E porquê? A culpa é do suspeito do costume! O anticiclone dos Açores, que parece completamente imune às grandes alterações que se verificaram na estratosfera e consequente divisão do vórtice polar, está a bloquear a chegada da precipitação abundante com origem no atlântico, e ao mesmo tempo, mantém o ar frio de origem polar também longe.


Janeiro “geoso” e fevereiro chuvoso, fazem o ano formoso!

Janeiro tem prosseguido sem grandes surpresas em relação ao previsto, até ao momento caracteriza-se pela seca extrema e pelas temperaturas noturnas baixas que se sentem em toda a região, contudo, e segundo os principais modelos matemáticos de previsão, a segunda metade do mês deverá ser diferente, com uma mudança de padrão, onde poderemos, por fim, registar precipitação.
Já notámos nos últimos dias uma mudança!


Os bons dias em janeiro pagam-se em fevereiro

A última semana foi carregada de interesse em termos meteorológicos. Na região cumpriram-se as previsões e o nevoeiro, as geadas e o sincelo foram protagonistas, com Mirandela a destacar-se a nível nacional devido às baixas temperaturas registadas no vale do Tua. Durante vários dias a estação oficial do IPMA registou as temperaturas negativas durante as 24 horas do dia, feito notável que não se repete todos os anos, nem em muitos locais de Portugal, com as imagens do sincelo que pintou de branco a cidade a tornarem-se virais nas redes sociais.