Márcio Santos

Meteo Trás-os-Montes

“Dia de São Lourenço (10 de agosto), vai à vinha e enche o lenço.”

O IPMA disponibilizou o seu relatório climatológico referente ao mês de julho e sem surpresas classificou o mês passado como normal em relação às temperaturas e seco em relação à precipitação, que teve um valor médio de 5.9mm, apenas 43% do normal, o que como vos adiantei nas semanas passadas, implica um agravamento dos índices de água nos solos e da seca meteorológica, na nossa região a percentagem de água nos solos está com valores extremamente baixos, inferiores a 20%, o “stress” hídrico já é bem visível para os mais atentos, tratam-se de valores muito próximos do emurchemento permanente


“Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno

Hoje chega Agosto, o último mês de verão meteorológico, o mês dos emigrantes, das festas e romarias, dos amores de verão… As aldeias enchem-se de vida, por três ou quatro semanas a pacatez dá lugar ao movimento, ouvem-se outras línguas e matam-se saudades dos familiares, que partiram à procura de uma vida melhor e regressam nesta altura do ano para junto das suas famílias! Bem-vindos ao nosso Reino Maravilhoso!


“Em Julho eu o ceifo e o debulho”

Julho entra na reta final e o mundo rural da nossa região fervilha de vida, estão aí as malhadas, nas aldeias há alvoroço com a chegada da grande maquinaria que há-de ajudar os agricultores na colheita do centeio e da palha tão necessária nos meses de inverno que virão. Nesta época, o tempo seco é importante, de modo a que a lavoura se faça sem danificar o grão e a palha.


Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho.

Julho segue algo revolto na nossa região, na última semana e meia registamos dois episódios de grande instabilidade na região, o primeiro no dia 8 de Julho que afetou sobretudo os concelhos do norte do distrito, com Vinhais a acumular mais de 20 litros por m2, Macedo de Cavaleiros 10.5 litros, Carrazeda de Ansiães 7.9 litros, Mirandela 6.6 litros e Mogadouro 5.3 litros, num dia com muita atividade elétrica em especial nos concelhos da CIM Terras de Trás-os-Montes.


“Por muito que Julho queira ser, pouco há-de chover”

Julho trouxe consigo o que Maio e Junho não conseguiram trazer: as típicas trovoadas de verão. A semana arrancou com muita instabilidade atmosférica, as trovoadas foram generalizadas e tocaram praticamente toda a região. Foram localmente intensas e acompanhadas de granizo em alguns pontos, a precipitação registada foi uma autêntica bênção para muitos campos agrícolas.