Editorial - António Gonçalves Rodrigues

Dizer que a morte de Giovani foi um ato racista é, em si mesmo, racismo

Com uma semana de atraso, o país comoveu-se com a notícia da morte de um estudante cabo-verdiano, após uma agressão sofrida na noite de Bragança por um grupo de outros jovens.
O Mensageiro foi o primeiro órgão de comunicação social a noticiar o trágico desfecho da agressão. Só vários dias depois é que o país acordou.
A partir de Lisboa, foram várias as vozes que se levantaram contra tudo e contra todos, com aproveitamentos políticos pelo meio.


Os trabalhos de casa do Papa Francisco

Numa altura de pausa escolar e tempo de reflexão, o Papa Francisco marcou trabalhos de casa às crianças da Ação Católica italiana, que podem ser aproveitados por todas as crianças do mundo.
“Hoje Ele pede também que vocês que sejam pequenas ‘pontes’, onde vivem: percebem a necessidade de construir pontes, certo? Às vezes não é fácil, mas se estivermos unidos a Jesus, podemos fazê-lo”, disse o Sumo Pontífice aos jovens.


Cuidar primeiro

Segundo noticiava a Agência Ecclesia na terça-feira, o Vaticano apresentou um simpósio internacional sobre cuidados paliativos, com especialistas médicos, representantes católicos e islâmicos, procurando promover uma “revolução cultural” contra a eutanásia.
“Cuidar dos doentes, da família e da sociedade no seu todo é uma revolução cultural, que temos de promover”, disse aos jornalistas o presidente da Academia Pontifícia para a Vida (APV), D. Vincenzo Paglia, citado por aquela agência de informação.


Cooperação transfronteiriça, mito ou realidade?

Ao longo deste ano, num trabalho que tem vindo a ser feito há quase uma década, a Guarda Nacional Republicana (GNR) sinalizou 41868 idosos a viverem sozinhos ou isolados em todo o país no âmbito da operação “Censos Sénior”.
De acordo com os dados divulgados por aquela força de segurança, o maior número de idosos identificados a viver sozinhos ou isolados foi no distrito de Vila Real (4736), seguido da Guarda (4183), Faro (3272), Viseu (3201) e Portalegre (3147), sendo que o distrito de Bragança, com 3142 idosos nessas condições, é o sexto da lista.


Copo meio cheio ou meio vazio?

No domingo passado, o Papa Francisco assinalou no Vaticano o III Dia Mundial dos Pobres, com a celebração da Missa, na Basílica de São Pedro, questionando o descarte de pessoas em nome do lucro.
“Quantos idosos, nascituros, pessoas com deficiência, pobres… considerados inúteis! Andamos com pressa, sem nos preocuparmos que aumentem as desigualdades, que a ganância de poucos aumente a pobreza de muitos”, disse, na homilia da celebração transmitida pelos canais da Santa Sé e citado pela agência Ecclesia.


Proximidade

Tornar os territórios do interior do país “mais atrativos para as pessoas” é um dos principais objetivos de Isabel Ferreira, a cientista consagrada que foi nomeada Secretária de Estado para a Valorização do Interior.
São muitos os céticos que se ouvem bradar contra esta Secretaria de Estado. De facto, olhando para um passado mais ou menos recente, sabe-se que, em termos governativos, as boas ideias do papel raramente tiveram igual correspondência na realidade. E Deus sabe quanto o interior precisa que as boas ideias saiam do papel…


O filtro

A informação nunca esteve tão disponível à população em geral como agora e esse é o seu principal inimigo. Não por uma qualquer tendência de controlo obcecante mas, simplesmente, porque com tanta informação disponível, torna-se virtualmente impossível distinguir a informação que realmente importa a cada um e ter capacidade de assimilar os conteúdos necessários a cada indivíduo.
Com a massificação de conteúdos na internet, as pessoas tornam-se reféns dos motores de busca e dos seus algoritmos.


As árvores do pão

Segundo noticiou esta semana a Agência Ecclesia, a Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) pediu à nova liderança comunitária uma transição “justa e inclusiva” para a ecologia “integral”, que proteja as pessoas e o ambiente.

De acordo com a agência noticiosa da Igreja, os bispos sublinham a necessidade dar “atenção especial aos mais vulneráveis, levando em consideração os recursos limitados do planeta e a necessidade de um uso circular de materiais”.