Nuno Moreno

 
 

O Ciclo Autárquico 2025-2029: O Orçamento da Amnésia e a Fragilidade de uma Minoria

Diz o povo, na sua infinita sabedoria, que “promessas leva-as o vento, mas o juízo as traz de volta”.
Em Bragança, no que toca ao Orçamento Municipal (OM) e às Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, o vento arredou longe as promessas, mas o juízo não parece decidido a fazê-las voltar!
No OE e GOP a 1ª mensagem é clara: gasta-se cada vez mais para manter a máquina a funcionar e investe-se menos no futuro do concelho:
Um aumento de 10,03% (€3.295.965,00) nas despesas de funcionamento
Um aumento de 10,75% (€16.485.420,00) nas despesas de pessoal


A Câmara e o Rumo Perdido: Entre a Aura Nacional e o Desnorte Local

A governação de um concelho, como o de Bragança, não pode ser um projeto a solo, despernado ou desconexo, ou de uma cara só! E, definitivamente, do que não precisa é da errância e da incerteza no estilo e gestão da res publica .
Exige, antes, estabilidade, uma equipa coesa e, acima de tudo, o respeito pelos princípios e valores que levaram à vitória nas urnas.
No entanto, quem observa o dia-a-dia da Câmara de Bragança sente hoje uma estranha desconexão entre o que se prometeu e o que se pratica.


A Câmara e o Milagre da Multiplicação dos Cargos: Mérito ou Ilusionismo?

Muitos Bragançanos acreditaram que estas eleições seriam diferentes.
Na campanha prometeu-se uma cidade governada pela competência, mérito, reconhecimento e transparência. E que, tal, valeria mais do que a influência partidária, politica, familiar ou qualquer outra.
Porém, com a reorganização dos serviços da Câmara Municipal de Bragança (CMB), o que nos chega, agora, à mesa, é um banquete de novos cargos dirigentes e lugares técnicos que ninguém pediu, mas que, diz a Vox populi, alguém nos bastidores, parece estar ansioso por ocupar.


Reunião de Câmara: A Governação invisível

Eis um dos principais paradoxos na vida democrática local: as reuniões de Câmara Municipal são, legal e politicamente, o coração da governação, o local onde se tomam as decisões mais críticas sobre o nosso quotidiano – o preço da água, a aprovação de obras, a gestão dos resíduos, a proteção civil, etc.
No entanto, para a maioria dos cidadãos e, infelizmente, para muitos órgãos de comunicação social, as sessões camarárias parecem ser um acontecimento irrelevante, uma espécie de ritual fechado.


Museu da Língua Portuguesa – Do Sonho ao Pesadelo - O Desafio Político

O projeto do Museu da Língua Portuguesa (MLP), já nos idos de 2020, teve a autoria e selo politico do anterior Presidente, Dr. Hernâni Dias.
Todos os membros do executivo, à data, sem exceção, foram entusiastas da ideia, por se entender constituir uma mais-valia e um polo de referência cultural a nível (inter)nacional, essencial para a dinamização económica e sócio-cultural de Bragança.
Porém, o Projeto, a sua ideia e projeção, não se confunde com o que foi, e é, a sua ineficiente execução material e questionável gestão técnica e política.


A Social-democracia bragançana em decadência: o exemplo da política política fiscal municipal

Ano após ano, desde sempre, o Executivo Municipal de Bragança liderado pelo Senhor Presidente da Câmara, Dr.Hernâni Dias, não deixa de, fervorosa e empenhadamente, apresentar, a mesma proposta, no plano politico-fiscal concelhio: a participação do Município no IRS na sua taxa máxima, 5%.
 


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