A opinião de ...

Obras na Igreja [7] Procedimentos prévios ao início de obra

Nas obras das Igrejas, tanto novas, como nos restauros, nas adaptações, como nas ampliações, nunca foi fácil evitar despesismos e, construir com sobriedade. Dizem alguns que sem “ovos não se fazem omeletes”, outros “comprar bom e barato é raro”, quando isso acontece, “a esmola é grande o santo desconfia” e, porque “quem compra barato, compra duas vezes”, temendo que “o barato saia caro”, há quem não se meta em trabalhos, há quem seja arrojado e, há quem arrisque calculadamente.
Invista-se na gratuitidade, “faça-se tudo com os olhos em Deus”. Que “o amor e a fidelidade não te abandonem, ata-os ao pescoço; inscreve-os na tábua do teu coração e alcançarás favor e bom sucesso aos olhos de Deus e dos homens” [Prov. 3; 3, 4] [1]. Deus que tudo nos oferece gratuitamente, recorda-nos que a nossa missão é servir, “fazer o bem, bem feito”, para gastar em obra, não para fazermos uso dela [2]… “De graça recebestes, de graça dai” [Mt. 10; 8] [3]. Investir na nobreza de atitudes, sem desinvestir nos materiais e, na boa arte. Alargar o coração para que a graça venha e, com ela o que nos falta [4].
Idoneidade moral e um bom projeto, com cálculos bem-feitos, peças desenhadas rigorosas, em todas as especialidades, participação à Diocese, comunicação prévia, ou licenciamento do Município, afixação do aviso, são alguns dos requisitos a ter em conta.
Sensibilização de toda a comunidade para evitar constrangimentos, desmotivação e, a falta de ajuda no custear dos trabalhos. Cumpra-se a lei, evitem-se embargos, demolições, e coimas. Peçam-se vários orçamentos, adjudique-se bem, não se corram riscos.
A atual crise, reflete-se na adjudicação de obras, obrigando à redução de custos, acentuando os riscos na qualidade dos empreendimentos e, por vezes, a não conclusão de obras. Por isso requer-se uma boa gestão dos recursos, financiamentos, prazos a cumprir. Um bom tratamento informático ajuda, no planeamento e no controlo orçamental das obras, acelerando o processo, conferindo mais detalhe de análise, comparando desvios orçamentais, permitindo cumprir calendário, introduzindo medidas corretivas, diminuindo custos, evitando desperdícios, rentabilizando o tempo e, os proveitos da obra [5]. A contratação de uma boa equipa técnica de acompanhamento de obra, de confiança, é garantia de qualidade, rigor, competência, cumprimento de prazos, pode evitar trabalhos a mais, no fundo ajuda a poupar em obra.

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